Floripa e a Ilha da Magia

June 16th, 2010
Faz alguns dias que cheguei de Florianópolis.
Como sempre, foi um passeio excelente, cheio de energia familiar e cercado de muito carinho.
Gosto muito do Canto da Lagoa, das pessoas e da vida na “Ilha da Magia”.
Pensando na vida

Pensando na vida

Apesar do frio, num daqueles dia mágicos onde o sol brilha intensamente e o azul do céu ilumina os pensamentos, fiz uma linda caminhada que terminou no restaurante “Sol do Meio-dia”, tomando um suco “verde” e saboreando um almoço orgânico e vegetariano.

Brincando no Parque

Outro passeio bem interessante foi na feirinha da Lagoa, onde compramos produtos orgânicos, onde as crianças brincaram no Parquinho, e tudo com direito a bolo integral e um caldo de cana.
Feira Orgânica na Lagoa
Alimentos saudáveis e orgânicos

Alimentos saudáveis e orgânicos

Encontramos pessoas de alto astral, muito alegres e que levam a vida de uma forma mais alternativa e saudável.
Muito diferente do rítimo alucinado, do trânsito implacável e da poluição da minha amada Sampa.
A especulação imobiliária na Ilha é tremenda, mas tenho esperança que os “manézinhos”, como são conhecidos os locais, tenham consciência e elejam representantes políticos que se preocupem em preservar a qualidade de vida e não os interesse dos especuladores imobiliários. Parece uma luta perdida, mas ainda tenho muita fé na humanidade, nos jovens e nas energias positivas que cercam a ilha.

Sol da Terra, espaço cultural e bom restaurante

Outra excelente opção para refeições de qualidade na região da Lagoa, é o também vegetariano “Sol da Terra”. Tivemos um bom almoço, comida de qualidade e muito bom preço.
Chego em Sampa pensando sempre em voltar para Floripa, e ir ficando, ficando… e, para Sampa, não regressar mais.
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De volta à São Paulo

May 11th, 2010

Já faz um mês que estou de volta à minha casa, à cidade de São Paulo, ao Brasil.
Como em muitas outras chegadas, a sensação é sempre estranha. Começa no aeroporto, olhando os novos anúncios pelo caminho, os novos prédios que surgiram do nada, as mudanças no trânsito. Reaprendendo a ver e a perceber a cidade.
O bom mesmo é chegar em casa, com alegria de ver a família, e saber que não vai ser preciso sair viajando de novo em poucos dias.

Em Demétria, ainda cansado e confuso com o fuso horário.

Em Demétria, ainda cansado e confuso com o fuso horário.

Levantar pela manhã e tomar um gostoso café, ver e ouvir os passarinhos no quintal, estranhar o clima úmido, frio, seco, quente. Assim é São Paulo, uma linda cidade em que o clima muda a todo instante, sempre acompanhado de uma boa dose de poluição e um caótico trânsito.

Energia Nova

Junto coma família, fiz uma pequena viagem ao Bairro Demétria, em Botucatu. É um bairro muito simpático que abriga diversas iniciativas relacionadas com agricultura biodinâmica, agricultura orgânica, saúde, artes e educação.

Linda Cor - Bairro Demétria

Linda Flor, Linda Cor - Bairro Demétria

A tartaruga vive no pequeno lago na casa onde nos hospedamos.

A tartaruga vive no pequeno lago na casa onde nos hospedamos.

Em São Paulo, visitei alguns amigos, com outros ainda não falei. Estou arrumando o lugar onde trabalho em casa, jogando velhos papéis fora, e com isto, também uma parte da minha memória.
Começamos uma reforma na casa, e como todo mundo que já fez reforma sabe, ela passou de pequena à grande. O trabalho agora é administrar a família e (ao menos tentar) conviver no caos nosso de cada dia. Com família, pedreiros, cachorro e faxineira. Tudo isto com uma boa dose de paciência.
Boas notícias? Muitas. Todos estão bem de saúde, exceto eu que estou com uma interminável rinite.
A melhor notícia? Vou ser avô mais uma vez.
A vida segue o seu caminho, com novas surpresas a cada momento. Que bom!

Fotos: Paulo Siqueira

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Lilongwe-Dubai-São Paulo

April 6th, 2010
Lilongwe-Dubai-São Paulo
Minha última viagem, a que fiz ao Malawi, foi muito especial.  Foi meu primeiro trabalho no continente africano. De Lilongwe, a capital, fui para Blantyre e Zomba, no sul do país. Foram cinco horas de carro até Blantyre, e mais uma hora entre Blantyre até a cidade de Zomba, onde partcipei de uma reunião. O motorista não era grande coisa e, receoso de um acidente, passei a administrar suas temerárias ações ao volante bem de perto. Funcionou e, com a ajuda de uma gratificação em mil kwachas (moeda local), mais ou menos dez reais, sobrevivemos!
A estrada, em boa parte, era a linha divisória com Moçambique. Posso afirmar que, muitas e muitas vezes, tive a sensação de estar no Brasil.
Em Blantyre, onde fiquei por cinco dias, trabalhei bastante e tive pouco tempo para turismo. De toda maneira, à noite, íamos jantar em diferente restaurantes. Comida com muita influência indiana e chinesa. A temperatura estava agradável, o que possibilitou algumas caminhadas pela cidade. No céu, o cruzeiro do sul brilhava.
O Malawi, é um dos países mais pobres do mundo, mas devo dizer que fiquei surpreso. Apesar da pobresa, que me parece muito  mais consequência de problemas administrativos e corrupção, o país é lindo, a população alegre e o clima muito agradável.
De volta a Lilongwe, o ponto alto foi um passeio no mercado livre. O mercado, situado no bairro mais popular, é um intrincado amontoado de barracos de madeira onde se vende de tudo, de comida, a roupas, remédios, CDs, fitas cassete, e até peças de carro. Nosso motorista, o Matinga, nos acompanhou. O que nos deu coragem para andar pelos labirintos do mercado e por suas estreitas passagem.
As fotos não eram bem-vindas, mas consegui fotografar alguma coisa.
Depois de duas semanas no Malawi, e muito trabalho, com direito a insônia e tudo, voei para Nairobi, no Quênia, de lá para Dubai e depois para São Paulo.  No total, foram mais de quarenta horas de viagem, com algumas sonecas nos saguões do aeroportos.
Uma visão comum, a moça, frutas na cabeça e a criança no colo

Uma visão comum, a moça, frutas na cabeça e a criança no colo

Minha última viagem, a que fiz ao Malawi, foi muito especial.  Foi meu primeiro trabalho no continente africano. De Lilongwe, a capital, fui para Blantyre e Zomba, no sul do país. Foram cinco horas de carro até Blantyre, e mais uma hora entre Blantyre até a cidade de Zomba, onde participei de uma reunião.

Este é o presidente do Malawi, Dr. Bingu

Este é o presidente do Malawi, Dr. Bingu

O motorista não era grande coisa e, receoso de um acidente, passei a administrar suas temerárias ações ao volante bem de perto. Funcionou e, com a ajuda de uma gratificação em mil kwachas (moeda local), mais ou menos dez reais, sobrevivemos!

No Hotel, em Blantyre

No Hotel, em Blantyre

A estrada, em boa parte, era a linha divisória com Moçambique. Posso afirmar que, muitas e muitas vezes, tive a sensação de estar no Brasil.

Em Blantyre, onde fiquei por cinco dias, trabalhei bastante e tive pouco tempo para turismo. De toda maneira, a noite, íamos jantar em diferente restaurantes. Comida com muita influência indiana e chinesa. A temperatura estava agradável, o que possibilitou algumas caminhadas pela cidade. No céu, o cruzeiro do sul brilhava.

Paulo no trabalho

Paulo no trabalho

Trabalho é sempre coletivo

Trabalho é sempre coletivo

O Malawi, é um dos países mais pobres do mundo, mas devo dizer que fiquei surpreso. Apesar da pobreza, que me parece muito  mais consequência de problemas administrativos e corrupção, o país é lindo, a população alegre e o clima muito agradável.

Paco, Vick e Bereng, colegas de trabalho, no mercado em Lilongwe

Paco, Vick e Bereng, colegas de trabalho, no mercado em Lilongwe

De volta a Lilongwe, o ponto alto foi um passeio no mercado livre. O mercado, situado no bairro mais popular, é um intrincado amontoado de barracos de madeira onde se vende de tudo, de comida, a roupas, remédios, CDs, fitas cassetes, e até peças de carro. Nosso motorista, o Matinga, nos acompanhou. O que nos deu coragem para andar pelos labirintos do mercado e por suas estreitas passagens.

As fotos não eram bem-vindas, mas consegui fotografar alguma coisa.

Ela também vende tomates, mas esatva com vergonha

Ela também vende tomates, mas estava com vergonha

Época de tomates no mercado

Época de tomates no mercado

Fabrica de sandálias com material reciclável

Fabrica de sandálias com material reciclável

No mercado, a venda dos miúdos peixes

No mercado, a venda dos miúdos peixes

Poida ser uma feira no Brasil, não podia?

Podia ser uma feira no Brasil, não podia?

No mercado, rola até um joguinho

No mercado, rola até um joguinho

Medicina local, esta é a doutora africana

Medicina local, esta é a doutora africana

Época de Tomates

Época de Tomates

Depois de duas semanas no Malawi, e muito trabalho, com direito a insônia e tudo, voei para Nairobi, no Quênia, de lá para Dubai e depois para São Paulo.  No total, foram mais de quarenta horas de viagem, com algumas sonecas nos saguões do aeroportos.

Venda de artesanato nas ruas

Venda de artesanato nas ruas

Finalmente cheguei em casa, depois de um bom tempo trabalhando fora do Brasil.

Fotos: Paulo Siqueira


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Destino Lilongwe, Malawi

March 28th, 2010
Malawi, Lilongwe
Na semana passada sai de Dubai para passar duas semanas na África. Estava bastante curioso porque seria a minha primeira viagem ao continente africano.
Deveria pegar o avião em Dubai às 2:30h da manhã. O vôo da Kenyan Airlines só saiu às 7:30h. Um atraso inicial de “apenas” cinco horas. Cheguei em Nairobi, Quênia,quatro horas depois, para pegar a minha conexão para Lilongwe, no Malawi. O vôo também estava atrasado. Bom, para resumir, cheguei em Lilongwe às 18:30h do sábado.
Apesar dos atrasos, foi uma viagem bem interessante. Fiquei surpreso com a chegada ao aeroporto, tudo tranquilo e arrumado. Peguei um táxi, trinta minutos depois já estava no Sunbird Hotel. E, devo dizer, feliz da vida.
O Malawi ficou bem conhecido porque foi onde a cantora Madona adotou uma criança algum tempo atrás. No domingo, peguei uma táxi e fui conhecer o Lago Malawi, que fica a aproximadamente 110 quilometros do hotel. Lindo e imenso, parece que estamos vendo o mar, e mal se enxerga a margem oposta, onde fica Moçambique.
Passei algumas horas num hotel à neria do lago, tomando um suco e vendo a vida passar tranquila. Nesta região visitei uma fazenda de crocodilos, onde, segundo informação local, são criados 18 mil crocodilos. Quando atingem três anos de idade, são mortos e a pele é exportada para confecção de cintos, bolsas e sapatos. Os crocos consomem 500 quilos de frango por dia. É realmente impressionante.
Outro passeio interessante foi numa fazenda de peixes ornamentais. Os peixes são são capturados no lago. São cerca de 125 espécies e, também, segundo informação local na qual não não acredito, existem mais de 1,000 espécies no lago, algumas delas ainda não catalogadas. O peixe mais conhecido é o Chambo. É o prato principal no Malawi e pode ser encontrato praticamente em qualquer restaurante. Foi o que jantei naquele dia.
A região do lago recebe muitos turistas, locais e internacionais, principalmente durante o fim de semana, acomodação parece ser fácil, uma vez que existem diversos hotéis na região.
Tentei visitar uma área de animais selvagens, mas, infelizmente, a estrada estava intransitável por ser a estação de chuvas. .
Foi um passeio interessante. Está tudo muito verde, vi diversas tribos ao longo do caminho. O Malawi, muitas vezes, me fez lembrar do Brasil, pela população, vegetação, topografia, e, em alguns momentos, pela pela pobreza. Sim, somos muitos parecidos.
As moças na rua

As moças na rua

Na semana passada sai de Dubai para passar duas semanas na África. Estava bastante curioso porque seria a minha primeira viagem ao continente africano.

Deveria pegar o avião em Dubai às 2:30h da manhã. O vôo da Kenyan Airlines só saiu às 7:30h. Um atraso inicial de “apenas” cinco horas. Cheguei em Nairobi, Quênia,quatro horas depois, para pegar a minha conexão para Lilongwe, no Malawi. O vôo também estava atrasado. Bom, para resumir, cheguei em Lilongwe às 18:30h do sábado.

A moça e o filho

A moça e o filho

Apesar dos atrasos, foi uma viagem bem interessante. Fiquei surpreso com a chegada ao aeroporto, tudo tranquilo e arrumado. Peguei um táxi, trinta minutos depois já estava no Sunbird Hotel. E, devo dizer, feliz da vida.

Aldeia no Malawi

Aldeia no Malawi

O Malawi ficou bem conhecido porque foi onde a cantora Madona adotou uma criança algum tempo atrás. No domingo, peguei uma táxi e fui conhecer o Lago Malawi, que fica a aproximadamente 110 quilometros do hotel. Lindo e imenso, parece que estamos vendo o mar, e mal se enxerga a margem oposta, onde fica Moçambique.

Passei algumas horas num hotel à neria do lago, tomando um suco e vendo a vida passar tranquila. Nesta região visitei uma fazenda de crocodilos, onde, segundo informação local, são criados 18 mil crocodilos. Quando atingem três anos de idade, são mortos e a pele é exportada para confecção de cintos, bolsas e sapatos. Os crocos consomem 500 quilos de frango por dia. É realmente impressionante.

O crocodilo avô, 45 anos e seis metros de comprimento

O crocodilo avô, 45 anos e seis metros de comprimento

18 mil crocodilos esperando a hora final

18 mil crocodilos esperando a hora final

Outro passeio interessante foi numa fazenda de peixes ornamentais. Os peixes são são capturados no lago. São cerca de 125 espécies e, também, segundo informação local na qual não não acredito, existem mais de 1,000 espécies no lago, algumas delas ainda não catalogadas. O peixe mais conhecido é o Chambo. É o prato principal no Malawi e pode ser encontrato praticamente em qualquer restaurante. Foi o que jantei naquele dia.

Na fazenda de peixes tropicais

Na fazenda de peixes tropicais

A região do lago recebe muitos turistas, locais e internacionais, principalmente durante o fim de semana, acomodação parece ser fácil, uma vez que existem diversos hotéis na região.

Canoa e epixes, ambos bem exóticos

Canoa e peixes, ambos bem exóticos

No lago Malawi

No lago Malawi

Profissão pescador

Profissão pescador

A moça e os peixes

A moça e os peixes

Tentei visitar uma área de animais selvagens, mas, infelizmente, a estrada estava intransitável por ser a estação de chuvas.

Alegria no rosto do menino, no caminho para o lago

Alegria no rosto do menino, no caminho para o lago

Foi um passeio interessante. Está tudo muito verde, vi diversas tribos ao longo do caminho. O Malawi, muitas vezes, me fez lembrar do Brasil, pela população, vegetação, topografia, e, em alguns momentos, pela pela pobreza. Sim, somos muitos parecidos.

Felizes, se divertem com o turista aqui

Felizes, se divertem com o turista aqui

Fotos: Paulo Siqueira


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Dia de Turismo em Abu Dhabi

March 6th, 2010
On the Road to Abu Dhabi

On the Road to Abu Dhabi

Hoje resolvi conhecer Abu Dhabi.
Trabalhei um pouco pela manhã de depois resolvi pegar a estrada.
Esta semana aluguei um carro por um mês, e que está me saindo 18 dólares por dia.
Achei o preço bom e pelo menos está me dando tranquilidade e liberdade em Dubai.
Não dependo mais do transporte público, das caronas dos amigos e estou ganhando mais tempo para mim mesmo.
A primeira tarefa para a viagem foi colocar gasolina no carro. Perdi umas duas horas rodando pelas ruas de Dubai procurando um posto para abastecer.
Rodei até não poder mais, e cada vez que avistava um posto, ele estava do outro lado da avenida.
As ruas e avenidas de Dubai não são lineares, e o caminho mais curto normalmente é uma longa volta por uma direção oposta a que você pensa ser a correta.
Não existe um caminho direto, não importa que seja nas estradas, nas ruas, nos viadutos, nos shoppings.
Acho que estou começando a entender a cultura local. Eles pensam como escrevem, e escrevem como planejam, a caligrafia árabe é bem rebuscada e cheia de voltas.
Finalmente achei um posto, enchi o tanque, o que me custou mais ou menos 25 reais.
Animado, coloquei um CD e acelerei o carro a 120 km/h pela Sheikh Zayed Road em direção a Abu Dhabi, onde cheguei uma hora mais tarde, depois de ter rodado uns 120 quilometros.

Chegando na Mesquita Sheikh Zayed

Chegando na Mesquita Sheikh Zayed

Minha primeira parada foi na Mesquita Sheikh Zayed, um impressionante e majestoso edifício na entrada de Abu Dhabi. Passei um bom tempo visitando a mesquita, tirando fotos e também orando pela paz e pelo entendimentos entre os povos.

O Menino Brinca

O Menino Brinca

Mesquita Sheikh Zayed

Mesquita Sheikh Zayed

Mesquita Sheikh Zayed

Mesquita Sheikh Zayed

Mesquita Sheikh Zayed

Mesquita Sheikh Zayed

Interior da Mesquita Sheikh Zayed

Interior da Mesquita Sheikh Zayed

Orando na Mesquita Sheikh Zayed

Orando na Mesquita Sheikh Zayed

Até ele estava Impressionado pelo Tamamho da Mesquita

Até ele estava Impressionado pelo Tamanho da Mesquita

Detalhe do Carpete do Interior da Mesquita

Detalhe do Carpete do Interior da Mesquita

Paulo na Mesquita Sheikh Zayed

Paulo na Mesquita Sheikh Zayed

De lá segui até Corniche, com suas belas praias e prédios luxuosos. Parei para visitar a “Heritage Village”, onde existe um sítio arqueológico e um museu histórico. Achei tudo bem decadente e desiteressante. Em companhia de vários turistas russos e do leste europeu, almocei num restaurate lá mesmo, um “self-service” com o preço condizente com a qualidade.O almoço, com direito a refrigerante custou 30 reais.

Vista de Abu Dhabi no almoço no "Heritage Village"

Vista de Abu Dhabi em meu Almoço no "Heritage Village"

Como já estava ficando tarde peguei o caminho de volta, tomando o cuidado de sair da frente das ferraris, porches, mercedes que passaam por a mim a mais de 180 km/h.

Fotos: Paulo Siqueira

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Paquistão, Dubai e o Web 2.0 – Erros e acertos

February 27th, 2010

Faz três dias que cheguei do Paquistão. Lá, foram 10 dias de atividades intensas, incluindo uma visita a Peshawar, considerada uma das cidades das mais complicadas em termos de segurança. O tempo estava bom, mas frio, e acabei pegando um resfriado. Além do trabalho revi os amigos e matei a saudade da boa cozinha Paquistanesa.
Fiquei hospedado numa “guest house” e o cozinheiro era excelente. Cada dia me preparava um prato diferente, à base de frango. Todos eles bem temperados e apimentados.

Dubai, o sol encoberto pela fina areia do deserto

Dubai, o sol encoberto pela fina areia do deserto

Em Dubai o tempo está bom, mas desde que cheguei a cidade está encoberta por uma densa nuvem de poeira. O vento é constante. Hoje a piscina estava até fechada e os empregados utilizam máscaras de proteção.

Web 2.0 – Erros e acertos
Já faz algum tempo que quero escrever sobre o livro que publiquei recentemente na Internet. Foram mais de 10 mil downloads, e seguramente centenas e centenas mais, feitos em através outros sites que também publicaram o eBook, mas que, infelizmente, não tenho como quantificar.
Recebi vários comentários, em sua quase totalidade com palavras de incentivo e apoio.
Um dos comentários que mais me chamou a atenção reproduzo abaixo, com a autorização do autor.

Prezado Paulo,

Muito obrigado por compartilhar sua experiência de forma livre através do livro Web 2.0 – Erros e acertos.

Gostei muito do primeiro parágrafo do capítulo 1 – Início de tudo.

Deixa explicar, sou angolano, comecei na área de TI lá em 73 num curso de Cobol na IBM angolana e naquela época participava dos movimentos de libertação, mais especificamente o MPLA. O slogan motivador do movimento era “A luta continua”. Então você entende porque já me entusiasmei pelo livro logo no começo e resolvi na hora te mandar este e-mail.
Até hoje uso esse slogan tanto pessoalmente como para incentivar meus alunos.
Agora te pergunto, o tanzaniano te contou o resto da frase? Acho que não. Na minha opinião é a parte mais interessante.
Tem a ver com a justificativa de que a luta tem que continuar. É simples, porque a vitória é certa.
Então era isso que gritávamos para nos motivar, “A luta continua, porque a vitória é certa!!!!!”.
Hoje a forma e a revolução mudaram, acrescento à frase antiga e sempre válida, que Feliz e Felicidade começam com a palavra FÉ!!!
A Fé na certeza da vitória é que nos faz caminhar e lutar sempre na construção de um mundo mais justo e perfeito onde a colaboração, a participação, a hierarquia em rede, a economia do free, o poder das multidões e as colméias humanas serão vitoriosas. Nunca tivemos tantas ferramentas libertadoras, socializantes e de afiliação do ser humano como agora com a Web 2.0, é o que acredito e tento passar nas minhas aulas e palestras.

Vou continuar a leitura do livro.
Desculpe a emoção e a filosofia, mas a frase tocou muito fundo em mim, me fez voltar muitos anos e nos sonhos daquela época.

Fraterno abraço,
Amoreira.

“Pássaros da mesma plumagem voam em bandos”

Foto: Paulo Siqueira

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Dunas, deserto, “wadi” e aventura “off-road”

February 13th, 2010
O deserto

O deserto

Hoje é sábado. Finalmente tive tempo livre para dar uma volta.
Resolvi sair numa excursão pelo deserto. Contratei a empresa “Arabian Adventures”.
Esta empresa me foi recomendada por uma conhecida, mas existem diversas operadoras por aqui.
Me parece que a vantagem com esta é que la pertence a “Emirates”, e portanto á família real.
O guia me falou que eles tem acesso a área protegias e que outras operadoras não.

Pegadas na areias do deserto

Pegadas na areia

De toda maneira foi um bom passeio. O carro, um 4X4, excelente e limpo. Às 9h da manhã, pontualmente, apareceram no meu hotel. A volta foi às 5 da tarde.
A Arabian Adventures” tem diversos pacotes e eu escolhi um chamado “An off-road adventure, wadi and desert tour”.
Após uma hora de viagem de Dubai, passando por outros 2 emirados, entramos no deserto e chegamos ás dunas.

No 4X4. A brincaderia é subir e descer as dunas

No 4X4 - a brincadeira é subir e descer as dunas

O deserto é lindo, as dunas são altas, o passeio é divertido. O calor não era excessivo nesta época do ano (fevereiro).

Paulo no deserto

Paulo

Camelo recém-nascido

Camelo recém-nascido e sua mãe

Camelo dando as boas-vindas

Dando as boas-vindas

Depois das dunas e suas emoções, passamos por uma fazenda de camelos. Seguimos adiante para o “wadi”, que é um vale, que funciona como uma espécie de calha quando chove. É uma região mais montanhosa.
Paramos para um rápido almoço frio, sentados em tapetes que o guia estendeu no chão. Seguimos plea estrada pedregosa, sinuosa, cercada de montanhas e palmeiras até pegarmos a auto-estrada de volta para Dubai.

A estrada no "wadi"

A estrada no "wadi"

Crianças brinca, no "wadi", sim existe água!

Crianças brincando, no "wadi", sim existe água!

Um excelente passeio, mas em alguns momentos monótono. Custou 345 dinares, mais ou menos 170 reais. Existem outras operadora que oferecem tours com preços mais em conta. Para mim valeu o investimento!
As fotos ajudam a contar o passeio.

Achei linda esta planta!

Achei linda esta planta!

Fotos: Paulo Siqueira

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A vida em Dubai é cara ou não?

February 5th, 2010
Vida em Dubai, cara ou não?
Já faz dez dias que cheguei. Como acontece toda vez que chego a um lugar novo, mal tenho tempo de escrever alguma coisa.
O escritório é novo, e além de disso, ainda tenho as responsabilidades profissionais com o Paquistão, trabalho dobrado. As pessoas são novas, é uma cultura diferente, enfim, muita coisa para aprender e decidir.
O que a gente sempre se pergunta quando chega a algum lugar novo, é sobre o custo de vida. Antes de chegar aqui, todo mundo me avisou que a vida em Dubai é cara.
A realidade que é a vida aqui é bem cara se comparada a  de Islamabad.
O preço dos alugueis então, nem comento, são estratosféricos. Apesar da propagada crise financeira e da bolha imobiliária, os alugueis são altíssimos, mesmo se comparado aos preços de São Paulo, e me falaram que já caiu quase pela metade.
Resolvi colocar na ponta do lápis os meus gastos de hoje, e compartilhar os leitores deste blog.
Gastos diários:
Hotel, sem direito a café da manhã: 300 dinares
Café da manhã (comprado no supermercado), frutas, yougurte e muesli orgânico: 10 dinares
Resolvi ir caminhando ao “Mall of Emirates”, onde a comida é bem mais barata que a do hotel. Levei quinze minutos.
Almoço em restaurante indiano, na praça da alimentação: 71 dinares
Café expresso: 13 dinares
Compra do livro “Freakonomics”, que aliás estou gostando bastante: 51 dinares
Cinema: 30 dinares
Supermercado “Carrefour” – dois croissants e um suco de laranja (meio litro), para o lanche da noite no hotel:  12,50 dinares
Um gasto total de 487,50 dinares, aproximadamente 240 reais.
A conclusão é sua, cleitor!
Paulo e o prédio mais alto do mundo, o Burj Khalifa,com 828m

Paulo e o prédio mais alto do mundo, o Burj Khalifa, com 828m

Já faz dez dias que cheguei. Como acontece toda vez que chego a um lugar novo, mal tenho tempo de escrever alguma coisa.

O escritório é novo, e além de disso, ainda tenho as responsabilidades profissionais com o Paquistão, trabalho dobrado. As pessoas são novas, é uma cultura diferente, enfim, muita coisa para aprender e decidir.

O que a gente sempre se pergunta quando chega a algum lugar novo, é sobre o custo de vida. Antes de chegar aqui, todo mundo me avisou que a vida em Dubai é cara.

A realidade que é a vida aqui é bem cara se comparada à de Islamabad.

O preço dos alugueis então, nem comento, são estratosféricos. Apesar da propagada crise financeira e da bolha imobiliária, os alugueis são altíssimos, mesmo se comparado aos preços de São Paulo, e me falaram que já caiu quase pela metade.

À noite, riqueza até nas luzes

À noite, riqueza até nas luzes

Resolvi colocar na ponta do lápis os meus gastos de hoje, e compartilhar os leitores deste blog.

Gastos diários:

Hotel, sem direito a café da manhã: 300 dinares.

Café da manhã (comprado no supermercado), frutas, yougurte e muesli orgânico: 10 dinares.

Resolvi ir caminhando ao “Mall of Emirates”, onde a comida é bem mais barata que a do hotel. Levei quinze minutos do hotel até lá.

Almoço em restaurante indiano, na praça da alimentação: 71 dinares.

Café expresso: 13 dinares.

Compra do livro “Freakonomics”, que aliás estou gostando bastante: 51 dinares.

Cinema: 30 dinares.

Supermercado “Carrefour” – dois croissants e um suco de laranja (meio litro), para o lanche da noite no hotel:  12,50 dinares.

Um gasto total de 487,50 dinares, ou aproximadamente 240 reais.

A vida é cara em Dubai? A conclusão é sua, caro leitor!

Visão do metro

Visão do metro

Mesquisa, vista do metro

Mesquita, vista do metro

Fotos de Paulo Siqueira

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Paquistão, Digi.to, eBook, viagens, UNICEF, novos amigos e muito mais….

January 17th, 2010
Paquistão, Digi.to, ebook, viagens, UNICEF, novos amigos e muito mais….
2009 foi um ano diferente em vários sentidos.
Mais espiritual, mais reflexivo, cheios de dificuldades e emoções, mas também cheio de realizações, tanto profissionais quanto pessoais e espirituais.
Comecei 2009 com uma viagem a Machu Picchu, no Peru (leia a postagem “Relatos de viagem”) e comecei o primeiro dia de 2010 com uma viagem à Bahia.
Isto reflete bem o meu estilo de vida atual e dá significado e conteúdo ao nome deste blog: “Mobilidade”.
Movendo-me entre cidades, países, culturas, continuo cada vez mais conectado ao mundo, ao espírito, à família e à vida.
Hoje estou em Islamabad, na semana que vem estarei em Dubai.
Apesar de toda esta movimentação, estou olhando cada vez mais para o meu eu interior, em busca de uma espiritualidade perdida muitos e muitos anos atrás.
Na primeiro semestre do ano desenvolvi o “DIGI.TO”, um serviço integrado ao Twitter.
Em seguida mudei de emprego, de cidade, de país. Sai de São Paulo e fui para Islamabad, no Paquistão. Sai da Seven e hoje trabalho para a UNICEF.
Durante todo o ano fiz várias viagens, dentro e fora do Paquistão, fui ao Nepal. Conheci pessoas de vários países e continentes, e tornei-me amigo de algumas delas.
Sofri e chorei de emoção, de tristeza, de saudades, e também com a perda de colegas devido a ataques suicidas. Vi muita coisa e gente ruim, gente desesperada, conformada e sem esperança.
Sorri, me diverti, conheci lugares novos e muitas pessoas alegres e interessantes (outra nem tanto).
Escrevi um livro (um ebook), publicado de graça na Internet em novembro, e com mais de 10 mil downloads até o agora. Trabalhei com meu filho mais velho na publicação e divulgação do livro. Está sendo uma bela realização.
Carreguei minha neta no colo, joguei bola com meu filho mais novo, contei-lhes estórias infantis, fui no aniversário de 90 anos de minha mãe. Isto me faz entender ainda mais importância da família.
Fui entrevistado por um jornal, viajei aos lugares mais altos do mundo, li Paulo Coelho em inglês, joguei muito tênis, fiz meditação, aprendi sobre tapetes, comidas e religião. Enfim, um ano intenso.
Passei os primeiros dias de 2010 numa ecovila na Bahia. Tomei banhos de mar e de rio, brinquei com minha neta e com meus filhos, fui vegetariano, fiz massagem, terapia neural, aulas de surfe e capoeira. Fiz leitura de aura. Vi o nascer da lua cheia no mar, tomei água de coco, senti o vento no rosto. Perdi-me no tempo e no espaço vendo a chuva caindo nos coqueiros. Uma semana intensa, espiritual e feliz.
Que a vida continue assim, dinâmica, interessante, cheia de descobertas e cada vez mais espiritual.

2009

2009 foi um ano diferente em vários sentidos.

Mais espiritual, mais reflexivo, cheios de dificuldades e emoções, mas também cheio de realizações, tanto profissionais quanto pessoais e espirituais.

Comecei 2009 com uma viagem a Machu Picchu, no Peru (leia a postagem “Relatos de viagem“) e comecei o primeiro dia de 2010 com uma viagem à Bahia.

Isto reflete bem o meu estilo de vida atual e dá significado e conteúdo ao nome deste blog: “Mobilidade”.

Movendo-me entre cidades, países, culturas, continuo cada vez mais conectado ao mundo, ao espírito, à família e à vida.

O DIA

Entrevista para o jornal O DIA - dezembro 2009

Hoje estou em Islamabad, na semana que vem estarei em Dubai.

Apesar de toda esta movimentação, estou olhando cada vez mais para o meu eu interior, em busca de uma espiritualidade perdida muitos e muitos anos atrás.

Na primeiro semestre do ano desenvolvi o “DIGI.TO“, um serviço integrado ao Twitter.

Em seguida mudei de emprego, de cidade, de país. Sai de São Paulo e fui para Islamabad, no Paquistão. Sai da Seven e hoje trabalho para a UNICEF.

Durante todo o ano fiz várias viagens, dentro e fora do Paquistão, fui ao Nepal. Conheci pessoas de vários países e continentes, e tornei-me amigo de algumas delas.

Sofri e chorei de emoção, de tristeza, de saudades, e também com a perda de colegas devido a ataques suicidas. Vi muita coisa e gente ruim, gente desesperada, conformada e sem esperança.

Sorri, me diverti, conheci lugares novos e muitas pessoas alegres e interessantes (outras nem tanto). Vi a esperança no sorriso das crianças e na bondade de muitos.

Escrevi um eBook – Web 2.0 – Erros e Acertos – Um guia prático para o seu projeto -, publicado de graça na Internet, em novembro, e com mais de 10 mil downloads até o agora. Trabalhei com meu filho mais velho na publicação e divulgação do livro. Está sendo uma bela realização.

Carreguei minha neta no colo, joguei bola com meu filho mais novo, contei-lhes estórias infantis, fui no aniversário de 90 anos de minha mãe. Isto me faz entender ainda mais importância da família.

Fui entrevistado por um jornal, viajei aos lugares mais altos do mundo, li Paulo Coelho em inglês, joguei muito tênis, fiz meditação, aprendi sobre tapetes, comidas e religião. Enfim, um ano intenso.

2010

Passei os primeiros dias de 2010 numa ecovila na Bahia. Tomei banhos de mar e de rio, brinquei com minha neta e com meus filhos, fui vegetariano, fiz massagem, terapia neural, aulas de surfe e capoeira. Fiz leitura de aura. Vi o nascer da lua cheia no mar, tomei água de coco, senti o vento no rosto. Perdi-me no tempo e no espaço vendo a chuva caindo nos coqueiros. Uma semana intensa, espiritual e feliz.

Ecovila - Bahia

Na ecovila - Bahia, janeiro de 2010

Que a vida continue assim, dinâmica, interessante, cheia de descobertas e cada vez mais espiritual.

Agradeço aos bloguerios que me ajudaram na divulgação do eBook, aos leitores do meu livro, aos novos e velhos amigos, à família e a Deus. Agradeço pela vida, pelos desafios, pelos encontros e desencontros.

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Eid-al-Azha, ou a festa do sacrifício!

November 29th, 2009
No Paquistão e nos países muçulmanos é feriado.
Começou na sexta-feira e termina na segunda-feira. Tudo está fechado, lojas, super-mercados, pouquíssimo trânsito nas ruas. Descobri que entre as poucas pessoas que estão trabalhando, a maioria é cristã. Islamabad está vazia.
Os muçulmanos celebram o Eid-al-Azha, ou a festa do sacrifício. É o festival que marca o fim do Hajj ou peregrinação a Meca. Marca a intenção profeta Ibrahim (Abrãao) de sacrificar o seu filho Ismail.
São sacrificados carneiros, bodes, bois e camelos que devem ser machos, adultos e saudáveis. Após o sacrifício a carne é distribuída por familiares, vizinhos e pobres.
Para o pessoal da ONU o feriado vai de sábado até terça-feira. Muita gente da ONU viajou para fora do país.
Encontrei alguns brasileiros que estão por aqui trabalhando para a ONU, o Marcelo e o Thomas. Eles ficam aqui até o fim de dezembro. Jantamos na minha casa na sexta-feria e depois fomos ao restaurante de uma brasileira, amiga do Marcelo. Foi ótimo, nos encontramos com os embaixadores o Brasil e da Argentina e também com o técnico da seleção de vôlei do Paquistão. Ele também é brasileiro e chegou faz poucos dias.
A Regina está no Paquistão faz 10 anos. De todos, depois dela, eu sou o que tem mais tempo aqui, 6 meses, e seis meses com muita saudade do Brasil.
Para nossa surpresa, apareceu uma delegação brasileira de uma empresa que estavam numa missão por aqui.
Depois de todo este tempo sem ver um brasileiro, encontro mais de uma dezena em uma mesma noite!

No Paquistão e nos países muçulmanos é feriado.

Começou na sexta-feira e termina na segunda-feira. Tudo está fechado, lojas, super-mercados, pouquíssimo trânsito nas ruas. Descobri que entre as poucas pessoas que estão trabalhando, a maioria é cristã. Islamabad está vazia.

Os muçulmanos celebram o Eid-al-Azha, ou a festa do sacrifício. É o festival que marca o fim do Hajj ou peregrinação a Meca. Marca a intenção profeta Ibrahim (Abrãao) de sacrificar o seu filho Ismail.

Eid-al-Azha

Eid-al-Azha

São sacrificados carneiros, bodes, bois e camelos que devem ser machos, adultos e saudáveis. Após o sacrifício a carne é distribuída por familiares, vizinhos e pobres.

Eid-al-Azha - Sacrifício

Eid-al-Azha - Sacrifício

Para o pessoal da ONU o feriado vai de sábado até terça-feira. Muita gente da ONU viajou para fora do país.

Encontrei alguns brasileiros que estão por aqui trabalhando para a ONU, o Marcelo e o Thomas. Eles ficam aqui até o fim de dezembro. Jantamos na minha casa na sexta-feira e depois fomos ao restaurante de uma brasileira, amiga do Marcelo. Foi ótimo, nos encontramos com os embaixadores do Brasil e da Argentina e também com o técnico da seleção de vôlei do Paquistão. Ele também é brasileiro e chegou faz poucos dias.

A Regina está no Paquistão faz 10 anos. De todos, depois dela, eu sou o que tem mais tempo aqui, seis meses, e seis meses com muita saudade do Brasil.

Para nossa surpresa, apareceu uma delegação brasileira de uma empresa que estava numa missão por aqui.

Depois de todo este tempo sem ver um brasileiro, encontro mais de uma dezena em uma mesma noite!

Eid-al-Azha

Eid-al-Azha

Fotos: Dawn – AFP – para ver mais fotos no site do Dawn… http://bind.to/EIK7o

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