Archive for September, 2009

Lançamento Colaborativo do eBook Web 2.0 – Erros e Acertos – Um Guia Prático Para o Seu Projeto

Wednesday, September 30th, 2009

Web 2.0 - Erros e Acertos - Um Guia Prático Para o Seu Projeto

O eBook Web 2.0 – Erros e Acertos – Um Guia Prático Para o Seu Projeto é um relato prático e real de experiências acumuladas no desenvolvimento de um projeto para a web.

A divulgação é parte de um processo colaborativo que envolverá diversos blogues e a plataforma Twitter.

O lançamento do eBook Web 2.0 – Erros e Acertos será feito por vários blogs no mesmo dia, e você também pode participar!

Seu blog aparecerá dentro do eBook, com logotipo e link no capítulo “Apoio”. Além disso, seu blog aparecerá também no post de lançamento que será publicado em todos os blogs participantes. Isso significa que, além do e-book ser divulgado várias vezes, seu próprio blog ou site também será divulgado múltiplas vezes.

O material básico para divulgação será fornecido por nós, mas cada blog tem a liberdade de divulgar como quiser. Todos os apoiadores terão acesso à uma cópia antecipada, com todas as informações sobre a divulgação colaborativa.

O lançamento do e-book será no dia 30 outubro de 2009, sexta-feira, via Twitter e blogues. A partir desta data será possível fazer o download aqui no blog Mobilidade.

Veja também o Press Release eBook Web 2.0 Erros e Acertos.

Para participar, preencha abaixo com seus dados. Caso não consiga visualizar, clique aqui…

No Topo do Mundo

Tuesday, September 22nd, 2009
o Topo do Mundo
Com o fim do Ramadã, tivemos alguns dias de feriado.
Aproveitei a folga e, junto com alguns amigos, viajamos para Skardu, na região do Baltistan, norte do Paquistão.
Skardu é situado no Skardy Valley, na confluência de dois rios, Indus River e Shigar River.
Skardu é uma pequena cidade localizada a 2.500 metros de altura e cravada no meio de imensas montanhas. Os peicos ao redor chegam a até 8000 metros de altura.
é estonteante.
Partimos de Islambad e, em pouco menos de uma hora aterrisamos no aeroporto da cidade. A viagem já é uma coisa impressionante.
Em alguns momentos tem-se a impressão que estamos abaixo de alguns picos. Avistei o K2, o segundo pico mais alto do mundo, depois do Everest.
A temperatura estava excelente, variando de 27°C até 10°C, à noite.
Ficamos hospedados no Shigar Fort Residense, um lindo  e antigo palácio/forte de um Raja. O hotel, restaurado, tem mais de 400 anos de idade e é excelente.
Shigar Fort Residense foi nossa base para os passeios a pé e de 4X4 pela região.
Visitamos o Deosai National Park, fica num platô com 3.000 quilometros quadrados, e mais de 4.100 metros de altura, numa área totalmente preservada. O caminho é íngreme e sinuoso, a paisagem e a vista são deslumbrantes.
Visitamos os lagos, a imagem de Buda esculpida na pedra, do século VII. Almoçamos no hotel Shangri-la, fomos às compras onde praticamos a famosa arte da barganha.
Um dos pontos mais deliciosos foi uma vista a um amigo, que é piloto de helicóptero do exército. Ele é major e nos recebeu com extrema simpatia.
Visitamos os hangares, subimos nos helicópteros que são utilizados para resgate dos montanhistas e da população.
Passamos toda uma tarde ouvindo histórias de resgates audaciosos e perigosos.
Ele nos contou que cerca de vinte pessoas perdem a vida todos anos neste esporte. E que, muitas vezes, eles tem que escolher entre salvar uma pessoa e deixar outra moorer, por falta de condições climáticas e tempo.
Um frase ficou guardada na minha memoria. Ele me disse: “Tenho o melhor emprego do Paquistão”. Vive na base da aeronáutica coma mulher e dois filhos pequenos. Parece estar em paz com ele e com o mundo.

Com o fim do Ramadã, tivemos alguns dias de feriado.

Aproveitei a folga e, junto com alguns amigos, viajamos para Skardu, na região do Baltistan, norte do Paquistão.

A cidade é situada no Skardu Valley, na confluência do Indus River e do Shigar River.

Skardu é uma pequena cidade localizada a 2.500 metros de altura e cravada no meio de imensas montanhas. Os picos ao redor chegam até 8.000 metros de altura. É estonteante.

Voando para Skardu

Voando para Skardu

Partimos de Islambad e, em pouco menos de uma hora, aterrisamos no aeroporto da cidade. A viagem já é uma coisa impressionante.

Durante o vôo, em em alguns momentos, tem-se a impressão que estamos abaixo de alguns picos. Avistei o K2, o segundo pico mais alto do mundo, perde apenas para o Everest.

A temperatura estava excelente, variando de 27°C até 10°C, à noite.

A Chegada no Aeroporto

A Chegada no Aeroporto

Ficamos hospedados no Shigar Fort Residense, um lindo  e antigo palácio/forte de um antigo Raja. O hotel, restaurado, tem mais de 400 anos de idade e é excelente, com uma boa comida paquistanesa no menu.

Shigar Fort Residense foi nossa base para os passeios a pé e de 4X4 pela região.

O Excelente Hotel

O Excelente Hotel

O Platô a 4.100m de Altura

O Platô a 4.100m de Altura

Visitamos o Deosai National Park, fica num platô com 3.000 quilometros quadrados e mais de 4.100 metros de altura, numa área totalmente preservada. O caminho é íngreme e sinuoso, a paisagem e a vista são deslumbrantes.

Paulo no Deosai National Park

Paulo no Deosai National Park

A Marmota Dourada no Parque

A Marmota Dourada no Parque

O Pastor de Ovelhas

O Pastor de Ovelhas

Visitamos os lagos, a imagem de Buda esculpida na pedra, do século VII. Almoçamos no hotel Shangri-la, fomos às compras onde praticamos a famosa arte da barganha.

No Caminho para o Parque

No Caminho para o Parque

Um dos pontos mais deliciosos foi uma vista a um amigo, que é major, piloto de helicóptero do exército. E nos recebeu com extrema simpatia.

Visitamos os hangares, subimos nos helicópteros que são utilizados para resgate dos montanhistas e da população.

Passamos toda uma tarde ouvindo histórias de resgates audaciosos e perigosos.

O Helicóptero de Resgates Russo, M171

O Helicóptero de Resgates Russo, M171

Paulo no Comando do M171

Paulo no Comando do M171

Ele nos contou que cerca de vinte pessoas perdem a vida todos anos neste esporte. Disse que, muitas vezes, tem que escolher entre salvar uma pessoa e deixar outra moorer, por falta de condições climáticas e tempo.

Um frase ficou guardada na minha memoria. Ele me disse: “Tenho o melhor emprego do Paquistão”. Vive na base da aeronáutica coma mulher e dois filhos pequenos. Parece estar em paz com ele e com o mundo.

Uma viagem ao topo do mundo, inesquecível.

Ponte Sobre o Rio

Ponte Sobre o Rio

Paisagens Deslumbrantes

Paisagens Deslumbrantes

Crianças no Caminho

Crianças da Região

Mais Pontes na Caminhada

Mais Uma Ponte Durante a Caminhada

Difícil Travessia

Difícil Travessia

Fotos: Paulo Siqueira

Ramazan Mubarak

Sunday, September 13th, 2009
Lua Cheia

Ramadã e o Ciclo Lunar

Ramadan, Ramazan, ou Ramadã é o nono mês do calendário islâmico. É o mês durante o qual os muçulmanos praticam o jejum. O Ramadã, aqui no Paquistão, começou em 22 de agosto, e deve terminar depois de 30 dias.

É a segunda vez que estou vivendo em país um muçulmano durante o mês do Ramadã. È sempre uma experiência interessante.

Durante este período, para evitar constrangimentos, alimento-me em casa.

A primeira vez tive contato direto com o Ramadã foi na Palestina, quando trabalhei para a ONU. Vivia e trabalhava em Ramallah, na Cisjordânia.

O Ramadã está sempre relacionado com o ciclo lunar, o início do Ramadã coincide com  com a aparição da lua. È sempre um acontecimento importante para todos por aqui, e noticiado pelas mesquitas, imprensa, rádios e TV. A jornada de trabalho é menor.

O jejum é observado durante todo o mês, do amanhecer  ao anoitecer. Além da comida, bebida, inclusive água, as relações sexuais também não são permitidas. As refeições mais importantes passam a ser o Sehri, que é a refeição da manhã e o Iftar, no final do dia.

É impressionante quando, circulando de carro pela cidade, durante o horário do Iftar, não se vê viva alma nas ruas. Tudo deserto.

Além do jejum, existe todo um processo de reflexão espiritual, reunir a família e amigos numa celebração de fé, caridade, alegria e compromisso em ajudar o próximo aos pobres.

Vi várias vezes, carros parando nas ruas e oferecendo comida para os guardas nos postos de segurança (check-points).

O Ramadã termina com o Eid ul Fitr, que é a refeição do fim do jejum. Ocorre quando a lua nova é vista no céu.

Tudo isto acontece num país em guerra. Nem sempre o lado bom e sagrado prevalecem – é uma pena!

Na próxima postagem vou comentar sobre o onze de setembro e o significado desta data no Paquistão.

“Ramazan mubarak”
Ramadan, Ramazan, ou Ramadã é o nono mês do calendário islâmico. É o mês durante o qual os muçulmanos praticam o jejum. O Ramadã, aqui no Paquistão, começou em 22 de agosto, e deve terminar depois de 30 dias.
É a segunda vez que estou vivendo em país um muçulmano durante o mês do Ramadã. È sempre uma experiência interessante.
Durante este período, para evitar constrangimentos, alimento-me em casa.
A primeira vez tive contato direto com o Ramadã foi na Palestina, quando trabalhei para a ONU. Vivia e trabalhava em Ramallah, na Cisjordânia.
O Ramadã está sempre relacionado com o ciclo lunar, o início do Ramadã coincide com  com a aparição da lua. È sempre um acontecimento importante para todos por aqui, e noticiado pelas mesquitas, imprensa, rádios e TV. A jornada de trabalho é menor.
O jejum é observado durante todo o mês, do amanhecer  ao anoitecer. Além da comida, bebida, inclusive água, as relações sexuais também não são permitidas.
As refeições mais importantes passam a ser o Sehri, que é a refeição da manhã e o Iftar, no final do dia.
É impressionante quando, circulando de carro pela cidade, durante o horário do Iftar, não se vê viva alma nas ruas. Tudo deserto.
Além do jejum, existe todo um processo de reflexão espiritual, reunir a família e amigos numa celebração de fé, caridade, alegria e compromisso em ajudar o próximo o aos pobres.
Vi várias vezes, carros parando nas ruas e oferecendo comida para os guardas nos postos de segurança (check-points).
O Ramadã termina com o Eid ul Fitr, que é o banquete do fim do jejum. Ocorre quando a lua nova é vista no céu.
Tudo isto acontece num país me guerra. Nem sempre o sagrado prevalece – é uma pena!

Na

próxima postagem vou falar sobre o onze de setembro e o significado desta data no Paquistão.

Campanha Para Salvar Baleias e Golfinhos

Friday, September 4th, 2009

Nesta semana eu li uma postagem num blog que achei bem interessante – “Broome sparks international controversy over ‘The Cove’” – leia a postagem em inglês no link http://bind.to/WmHuZ .

Cove - o filme

The Cove - o filme

Foto: filme “The Cove”

A postagem é sobre uma campanha para salvar baleias e golfinhos. A história está relacionada com duas cidades irmãs, uma na Austrália, Broome, e outra no Japão, Taiji.

Ambas as cidades vivem em função do golfinhos. Inicialmente viviam para a caça. Agora Broome tornou-se um lugar de eco-turismo e, segundo a postagem, um dos melhores lugares do mundo para se observar baleias e golfinhos. A sua cidade irmã, Taiji, por seu lado é conhecida pelo sugestivo nome de “the Auschwitz for dolphins”.

Um filme chamado “The Cove” – foi lançado em Broome para chamar a atenção da mídia sobre o filme e sobre o problema.

O que me chamou a atenção, e o que me preocupa, é que uma parte da comunidade que vive em Broome, na Austrália, está sendo discriminada pelo fato de ser descendente de japoneses e são associados com a matança que acontece no Japão– não importa se a comunidade tem ou não, relação com o que acontece em Taiji.

Assunto ainda é polêmico

Moral da história, uma boa idéia e uma boa ação podem trazer resultados muito negativos para as comunidades. É muito importante entender todo o contexto onde vivem as pessoas, as comunidades, e as organizações. Não importa, quando se inicia uma ação, por mais bem intencionada que ela seja – gera impactos – positivos ou negativos.

É interessante ler o editorial do “Sea Shepherd Conservation Society” –  “Sea Shepherd Calls Australians to Respect Broome’s Japanese Families and Their Heritage” e também a carta escrita pelo Captain Paul Watson, antigo militante das causas ecológicas .