Archive for February, 2010

Paquistão, Dubai e o Web 2.0 – Erros e acertos

Saturday, February 27th, 2010

Faz três dias que cheguei do Paquistão. Lá, foram 10 dias de atividades intensas, incluindo uma visita a Peshawar, considerada uma das cidades das mais complicadas em termos de segurança. O tempo estava bom, mas frio, e acabei pegando um resfriado. Além do trabalho revi os amigos e matei a saudade da boa cozinha Paquistanesa.
Fiquei hospedado numa “guest house” e o cozinheiro era excelente. Cada dia me preparava um prato diferente, à base de frango. Todos eles bem temperados e apimentados.

Dubai, o sol encoberto pela fina areia do deserto

Dubai, o sol encoberto pela fina areia do deserto

Em Dubai o tempo está bom, mas desde que cheguei a cidade está encoberta por uma densa nuvem de poeira. O vento é constante. Hoje a piscina estava até fechada e os empregados utilizam máscaras de proteção.

Web 2.0 – Erros e acertos
Já faz algum tempo que quero escrever sobre o livro que publiquei recentemente na Internet. Foram mais de 10 mil downloads, e seguramente centenas e centenas mais, feitos em através outros sites que também publicaram o eBook, mas que, infelizmente, não tenho como quantificar.
Recebi vários comentários, em sua quase totalidade com palavras de incentivo e apoio.
Um dos comentários que mais me chamou a atenção reproduzo abaixo, com a autorização do autor.

Prezado Paulo,

Muito obrigado por compartilhar sua experiência de forma livre através do livro Web 2.0 – Erros e acertos.

Gostei muito do primeiro parágrafo do capítulo 1 – Início de tudo.

Deixa explicar, sou angolano, comecei na área de TI lá em 73 num curso de Cobol na IBM angolana e naquela época participava dos movimentos de libertação, mais especificamente o MPLA. O slogan motivador do movimento era “A luta continua”. Então você entende porque já me entusiasmei pelo livro logo no começo e resolvi na hora te mandar este e-mail.
Até hoje uso esse slogan tanto pessoalmente como para incentivar meus alunos.
Agora te pergunto, o tanzaniano te contou o resto da frase? Acho que não. Na minha opinião é a parte mais interessante.
Tem a ver com a justificativa de que a luta tem que continuar. É simples, porque a vitória é certa.
Então era isso que gritávamos para nos motivar, “A luta continua, porque a vitória é certa!!!!!”.
Hoje a forma e a revolução mudaram, acrescento à frase antiga e sempre válida, que Feliz e Felicidade começam com a palavra FÉ!!!
A Fé na certeza da vitória é que nos faz caminhar e lutar sempre na construção de um mundo mais justo e perfeito onde a colaboração, a participação, a hierarquia em rede, a economia do free, o poder das multidões e as colméias humanas serão vitoriosas. Nunca tivemos tantas ferramentas libertadoras, socializantes e de afiliação do ser humano como agora com a Web 2.0, é o que acredito e tento passar nas minhas aulas e palestras.

Vou continuar a leitura do livro.
Desculpe a emoção e a filosofia, mas a frase tocou muito fundo em mim, me fez voltar muitos anos e nos sonhos daquela época.

Fraterno abraço,
Amoreira.

“Pássaros da mesma plumagem voam em bandos”

Foto: Paulo Siqueira

Dunas, deserto, “wadi” e aventura “off-road”

Saturday, February 13th, 2010
O deserto

O deserto

Hoje é sábado. Finalmente tive tempo livre para dar uma volta.
Resolvi sair numa excursão pelo deserto. Contratei a empresa “Arabian Adventures”.
Esta empresa me foi recomendada por uma conhecida, mas existem diversas operadoras por aqui.
Me parece que a vantagem com esta é que la pertence a “Emirates”, e portanto á família real.
O guia me falou que eles tem acesso a área protegias e que outras operadoras não.

Pegadas na areias do deserto

Pegadas na areia

De toda maneira foi um bom passeio. O carro, um 4X4, excelente e limpo. Às 9h da manhã, pontualmente, apareceram no meu hotel. A volta foi às 5 da tarde.
A Arabian Adventures” tem diversos pacotes e eu escolhi um chamado “An off-road adventure, wadi and desert tour”.
Após uma hora de viagem de Dubai, passando por outros 2 emirados, entramos no deserto e chegamos ás dunas.

No 4X4. A brincaderia é subir e descer as dunas

No 4X4 - a brincadeira é subir e descer as dunas

O deserto é lindo, as dunas são altas, o passeio é divertido. O calor não era excessivo nesta época do ano (fevereiro).

Paulo no deserto

Paulo

Camelo recém-nascido

Camelo recém-nascido e sua mãe

Camelo dando as boas-vindas

Dando as boas-vindas

Depois das dunas e suas emoções, passamos por uma fazenda de camelos. Seguimos adiante para o “wadi”, que é um vale, que funciona como uma espécie de calha quando chove. É uma região mais montanhosa.
Paramos para um rápido almoço frio, sentados em tapetes que o guia estendeu no chão. Seguimos plea estrada pedregosa, sinuosa, cercada de montanhas e palmeiras até pegarmos a auto-estrada de volta para Dubai.

A estrada no "wadi"

A estrada no "wadi"

Crianças brinca, no "wadi", sim existe água!

Crianças brincando, no "wadi", sim existe água!

Um excelente passeio, mas em alguns momentos monótono. Custou 345 dinares, mais ou menos 170 reais. Existem outras operadora que oferecem tours com preços mais em conta. Para mim valeu o investimento!
As fotos ajudam a contar o passeio.

Achei linda esta planta!

Achei linda esta planta!

Fotos: Paulo Siqueira

A vida em Dubai é cara ou não?

Friday, February 5th, 2010
Vida em Dubai, cara ou não?
Já faz dez dias que cheguei. Como acontece toda vez que chego a um lugar novo, mal tenho tempo de escrever alguma coisa.
O escritório é novo, e além de disso, ainda tenho as responsabilidades profissionais com o Paquistão, trabalho dobrado. As pessoas são novas, é uma cultura diferente, enfim, muita coisa para aprender e decidir.
O que a gente sempre se pergunta quando chega a algum lugar novo, é sobre o custo de vida. Antes de chegar aqui, todo mundo me avisou que a vida em Dubai é cara.
A realidade que é a vida aqui é bem cara se comparada a  de Islamabad.
O preço dos alugueis então, nem comento, são estratosféricos. Apesar da propagada crise financeira e da bolha imobiliária, os alugueis são altíssimos, mesmo se comparado aos preços de São Paulo, e me falaram que já caiu quase pela metade.
Resolvi colocar na ponta do lápis os meus gastos de hoje, e compartilhar os leitores deste blog.
Gastos diários:
Hotel, sem direito a café da manhã: 300 dinares
Café da manhã (comprado no supermercado), frutas, yougurte e muesli orgânico: 10 dinares
Resolvi ir caminhando ao “Mall of Emirates”, onde a comida é bem mais barata que a do hotel. Levei quinze minutos.
Almoço em restaurante indiano, na praça da alimentação: 71 dinares
Café expresso: 13 dinares
Compra do livro “Freakonomics”, que aliás estou gostando bastante: 51 dinares
Cinema: 30 dinares
Supermercado “Carrefour” – dois croissants e um suco de laranja (meio litro), para o lanche da noite no hotel:  12,50 dinares
Um gasto total de 487,50 dinares, aproximadamente 240 reais.
A conclusão é sua, cleitor!
Paulo e o prédio mais alto do mundo, o Burj Khalifa,com 828m

Paulo e o prédio mais alto do mundo, o Burj Khalifa, com 828m

Já faz dez dias que cheguei. Como acontece toda vez que chego a um lugar novo, mal tenho tempo de escrever alguma coisa.

O escritório é novo, e além de disso, ainda tenho as responsabilidades profissionais com o Paquistão, trabalho dobrado. As pessoas são novas, é uma cultura diferente, enfim, muita coisa para aprender e decidir.

O que a gente sempre se pergunta quando chega a algum lugar novo, é sobre o custo de vida. Antes de chegar aqui, todo mundo me avisou que a vida em Dubai é cara.

A realidade que é a vida aqui é bem cara se comparada à de Islamabad.

O preço dos alugueis então, nem comento, são estratosféricos. Apesar da propagada crise financeira e da bolha imobiliária, os alugueis são altíssimos, mesmo se comparado aos preços de São Paulo, e me falaram que já caiu quase pela metade.

À noite, riqueza até nas luzes

À noite, riqueza até nas luzes

Resolvi colocar na ponta do lápis os meus gastos de hoje, e compartilhar os leitores deste blog.

Gastos diários:

Hotel, sem direito a café da manhã: 300 dinares.

Café da manhã (comprado no supermercado), frutas, yougurte e muesli orgânico: 10 dinares.

Resolvi ir caminhando ao “Mall of Emirates”, onde a comida é bem mais barata que a do hotel. Levei quinze minutos do hotel até lá.

Almoço em restaurante indiano, na praça da alimentação: 71 dinares.

Café expresso: 13 dinares.

Compra do livro “Freakonomics”, que aliás estou gostando bastante: 51 dinares.

Cinema: 30 dinares.

Supermercado “Carrefour” – dois croissants e um suco de laranja (meio litro), para o lanche da noite no hotel:  12,50 dinares.

Um gasto total de 487,50 dinares, ou aproximadamente 240 reais.

A vida é cara em Dubai? A conclusão é sua, caro leitor!

Visão do metro

Visão do metro

Mesquisa, vista do metro

Mesquita, vista do metro

Fotos de Paulo Siqueira