11 de setembro de 2010

September 11th, 2010
No dia 11 de setembro de 2001 estava participando de um Workshop sobre Desenvolvimento Social com professores e cientistas de diversos países, num hotel  italiano, perto de Trieste, onde morava e trabalhava para uma organização da ONU.
A notícia sobre o ataque nos EUA veio rapidamente e fomos todos ver o que estava acontecendo assistindo ao noticiário da rede CNN, na TV instalada no saguão do hotel. Depois de algum tempo voltamos ao Workshop e tudo seguiu como se nada tivesse acontecido. Acho que ninguém, naquele momento, tinha clareza sobre o que aconteceria seguir.
Hoje, 9 anos depois, estou em Abuja, na Nigéria, trabalhando para a ONU, vejo que ainda sofremos o impacto do que aconteceu quase dez anos atrás. A Nigéria é metade cristã e metade muçulmana  (ou 60% cristã  e 40% muçulmana , ou 40% cristã e 60% muçulmana , “depende do ponto de vista”, comentou comigo outro dia um nigeriano, Diretor da Comissão Eleitoral).
Até agora tudo bem. Parece-me que  a maneira  na qual os africanos enxergam a questão da religião é muito mais aberta e inteligente que em muitos países, incluindo os “desenvolvidos”.
No fundo, é uma questão de sobrevivência e de fé. Todos nós queremos um mundo melhor, mais pacífico e humano. O respeito à vida, à religião, à saúde, à alimentação, à informação, ao respeito à liberdade são parte dos direitos básicos de todo ser humano.
O problema central é sempre a questão de poder, do poder econômico, do uso da força e da manipulação da informação como expressão deste poder, e de fazer valer as várias verdades e as mesmas mentiras.
Apesar de tudo o que vi e vivi durante estes nove anos, ainda tenho fé no ser humano.

On the road – agora Abuja, na Nigéria

August 25th, 2010

Cheguei em Abuja na segunda-feira à noite, vindo de Amsterdã, em um voo da KLM.
Quando preparei minha viagem, saindo de São Paulo, resolvi fazer uma parada tática na Holanda. Além de ganhar as milhas, a KLM tem um voo direto para Abuja, capital da Nigéria, onde estou trabalhando agora.

Autoretrato

Como já morei na Holanda, sempre que posso, dou uma parada por lá. Adoro Amsterdã. Adoro andar pelas ruas, ver as pessoas, as construções, as bicicletas, os coffee-shops, visitar os museus, olhar os barcos nos canais. Enfim, passear sem rumo certo.
Amsterdã é um lugar à parte. Com sua mistura de povos, de culturas, de cores, é uma fascinante mundo com dinâmica e vida própria.

Holanda e Holandeses

Passei algumas horas na Internet procurando um hotel para ficar. Como é temporada de férias na Europa, tudo estava cheio e caro. Utilizei o site de buscas de hoteis  www.booking.com. Achei um hotel bem perto da Estação Central (de trem), fiz minha reserva com o cartão de crédito esperando dar tudo certo, uma vez que só ia ficar o fim de semana por lá. O nome do hotel é WestCord City Centre Hotel Amsterdam, fica na  Nieuwezijds Voorburgwal 50, Amsterdam-Centrum.
Hotel onde me hospedei

O outro lado do hotel

Peguei o vôo nas sexta-feira à noite, em Cumbica, e desembarquei, no sábado, pela manhã, no Aeroporto de Schipol. Assim que sai do avião ouvi a as palavras “passaport control” repetidas vezes. Na boca do terminal, logo que sai do avião, estavam postados vários policiais à paisana. Mostrei meu passaporte e um deles perguntou para onde eu ia. Eu disse “Nigéria”.
Foi a palavra mágica.  Colocaram-me de lado, perguntaram o que eu ia fazer na Nigéria, etc, etc. Expliquei que estava indo trabalho como consultor da ONU. Estava com o visto, contrato e tudo o mais. Depois de uma revista  minuciosa na minha bagagem de mão, fui liberado. Devo dizer que foram extremamente educados, esta foi a única vez, entre dezenas de viagens e aeroportos que já fiz e passei, que isto aconteceu comigo.
Não querendo ser paranóico, mas sendo. Acho que eles já sabiam que alguém (eu), naquele avião, tinha um conexão para a Nigéria.
Guardei a mala maior no guarda-volumes do aeroporto e fiquei só com uma pequena mochila.
Ainda dentro do Aeroporto comprei uma passagem de trem para Amsterdã. Uma viagem rápida que já fiz dezenas de vezes.  Da estação de trem, uma caminhada de cinco minutos e já estava no Hotel. Apesar do quarto minúsculo, gostei muito do hotel. Recomendo, é um hotel três estrelas e fica bem no centro de Amsterdã.
Está área é bem interessante e pitoresca. Universitários, trabalhadores, turistas, crianças, policiais, todos dividindo o mesmo espaço. Perto do hotel, uma Delegacia de Polícia, do outro lado, uma pequena loja que vende refrigerantes, água, salgados e frutas para os turistas.

O canal e as bicicletas

O hotel tem entrada por duas ruas. Na entrada oposta, ao lado do hotel tem uma loja de para gays, ao lado dela, o All Day, um coffee-shop, com a rapaziada, e alguns velhos também, fumando tranquilamente.
Em frente e aos lados, os famosos quartos em vermelho. Alguns com as cortinas fechadas ou vazio, sinal de ocupado. Outros com as cortinas abertas, com as mulheres expondo o corpo e atraindo os clientes. No domingo pela manhã cheguei a ver uma pequena fila de marmanjos numa das casas. Ela devia prestar bons serviços.
Incrível como tudo parece bem natural, comum e trivial. E no fundo, assim é, natural, sem pressão, com respeito à individualidade e à pessoa. Resta dizer que Amsterdã estava lotada de turistas. Assisti uma orquestra de crianças tocando música clássica num palco armado em um dos canais. Numa praça, uma orquestra de metais tocando jazz.
Calor e sol, não parecia a Holanda. Já no domingo esfriou e o tempo virou. O que mata a gente na Holanda é o céu cinza e o vento frio.
Na segunda-feira pela manhã chovia. Assim foi, acabou o meu fim de semana. Peguei meu avião para Abuja sem nenhum contratempo.

Fotos: Paulo Siqueira

Floripa e a Ilha da Magia

June 16th, 2010
Faz alguns dias que cheguei de Florianópolis.
Como sempre, foi um passeio excelente, cheio de energia familiar e cercado de muito carinho.
Gosto muito do Canto da Lagoa, das pessoas e da vida na “Ilha da Magia”.
Pensando na vida

Pensando na vida

Apesar do frio, num daqueles dia mágicos onde o sol brilha intensamente e o azul do céu ilumina os pensamentos, fiz uma linda caminhada que terminou no restaurante “Sol do Meio-dia”, tomando um suco “verde” e saboreando um almoço orgânico e vegetariano.

Brincando no Parque

Outro passeio bem interessante foi na feirinha da Lagoa, onde compramos produtos orgânicos, onde as crianças brincaram no Parquinho, e tudo com direito a bolo integral e um caldo de cana.
Feira Orgânica na Lagoa
Alimentos saudáveis e orgânicos

Alimentos saudáveis e orgânicos

Encontramos pessoas de alto astral, muito alegres e que levam a vida de uma forma mais alternativa e saudável.
Muito diferente do rítimo alucinado, do trânsito implacável e da poluição da minha amada Sampa.
A especulação imobiliária na Ilha é tremenda, mas tenho esperança que os “manézinhos”, como são conhecidos os locais, tenham consciência e elejam representantes políticos que se preocupem em preservar a qualidade de vida e não os interesse dos especuladores imobiliários. Parece uma luta perdida, mas ainda tenho muita fé na humanidade, nos jovens e nas energias positivas que cercam a ilha.

Sol da Terra, espaço cultural e bom restaurante

Outra excelente opção para refeições de qualidade na região da Lagoa, é o também vegetariano “Sol da Terra”. Tivemos um bom almoço, comida de qualidade e muito bom preço.
Chego em Sampa pensando sempre em voltar para Floripa, e ir ficando, ficando… e, para Sampa, não regressar mais.

De volta à São Paulo

May 11th, 2010

Já faz um mês que estou de volta à minha casa, à cidade de São Paulo, ao Brasil.
Como em muitas outras chegadas, a sensação é sempre estranha. Começa no aeroporto, olhando os novos anúncios pelo caminho, os novos prédios que surgiram do nada, as mudanças no trânsito. Reaprendendo a ver e a perceber a cidade.
O bom mesmo é chegar em casa, com alegria de ver a família, e saber que não vai ser preciso sair viajando de novo em poucos dias.

Em Demétria, ainda cansado e confuso com o fuso horário.

Em Demétria, ainda cansado e confuso com o fuso horário.

Levantar pela manhã e tomar um gostoso café, ver e ouvir os passarinhos no quintal, estranhar o clima úmido, frio, seco, quente. Assim é São Paulo, uma linda cidade em que o clima muda a todo instante, sempre acompanhado de uma boa dose de poluição e um caótico trânsito.

Energia Nova

Junto coma família, fiz uma pequena viagem ao Bairro Demétria, em Botucatu. É um bairro muito simpático que abriga diversas iniciativas relacionadas com agricultura biodinâmica, agricultura orgânica, saúde, artes e educação.

Linda Cor - Bairro Demétria

Linda Flor, Linda Cor - Bairro Demétria

A tartaruga vive no pequeno lago na casa onde nos hospedamos.

A tartaruga vive no pequeno lago na casa onde nos hospedamos.

Em São Paulo, visitei alguns amigos, com outros ainda não falei. Estou arrumando o lugar onde trabalho em casa, jogando velhos papéis fora, e com isto, também uma parte da minha memória.
Começamos uma reforma na casa, e como todo mundo que já fez reforma sabe, ela passou de pequena à grande. O trabalho agora é administrar a família e (ao menos tentar) conviver no caos nosso de cada dia. Com família, pedreiros, cachorro e faxineira. Tudo isto com uma boa dose de paciência.
Boas notícias? Muitas. Todos estão bem de saúde, exceto eu que estou com uma interminável rinite.
A melhor notícia? Vou ser avô mais uma vez.
A vida segue o seu caminho, com novas surpresas a cada momento. Que bom!

Fotos: Paulo Siqueira

Lilongwe-Dubai-São Paulo

April 6th, 2010
Lilongwe-Dubai-São Paulo
Minha última viagem, a que fiz ao Malawi, foi muito especial.  Foi meu primeiro trabalho no continente africano. De Lilongwe, a capital, fui para Blantyre e Zomba, no sul do país. Foram cinco horas de carro até Blantyre, e mais uma hora entre Blantyre até a cidade de Zomba, onde partcipei de uma reunião. O motorista não era grande coisa e, receoso de um acidente, passei a administrar suas temerárias ações ao volante bem de perto. Funcionou e, com a ajuda de uma gratificação em mil kwachas (moeda local), mais ou menos dez reais, sobrevivemos!
A estrada, em boa parte, era a linha divisória com Moçambique. Posso afirmar que, muitas e muitas vezes, tive a sensação de estar no Brasil.
Em Blantyre, onde fiquei por cinco dias, trabalhei bastante e tive pouco tempo para turismo. De toda maneira, à noite, íamos jantar em diferente restaurantes. Comida com muita influência indiana e chinesa. A temperatura estava agradável, o que possibilitou algumas caminhadas pela cidade. No céu, o cruzeiro do sul brilhava.
O Malawi, é um dos países mais pobres do mundo, mas devo dizer que fiquei surpreso. Apesar da pobresa, que me parece muito  mais consequência de problemas administrativos e corrupção, o país é lindo, a população alegre e o clima muito agradável.
De volta a Lilongwe, o ponto alto foi um passeio no mercado livre. O mercado, situado no bairro mais popular, é um intrincado amontoado de barracos de madeira onde se vende de tudo, de comida, a roupas, remédios, CDs, fitas cassete, e até peças de carro. Nosso motorista, o Matinga, nos acompanhou. O que nos deu coragem para andar pelos labirintos do mercado e por suas estreitas passagem.
As fotos não eram bem-vindas, mas consegui fotografar alguma coisa.
Depois de duas semanas no Malawi, e muito trabalho, com direito a insônia e tudo, voei para Nairobi, no Quênia, de lá para Dubai e depois para São Paulo.  No total, foram mais de quarenta horas de viagem, com algumas sonecas nos saguões do aeroportos.
Uma visão comum, a moça, frutas na cabeça e a criança no colo

Uma visão comum, a moça, frutas na cabeça e a criança no colo

Minha última viagem, a que fiz ao Malawi, foi muito especial.  Foi meu primeiro trabalho no continente africano. De Lilongwe, a capital, fui para Blantyre e Zomba, no sul do país. Foram cinco horas de carro até Blantyre, e mais uma hora entre Blantyre até a cidade de Zomba, onde participei de uma reunião.

Este é o presidente do Malawi, Dr. Bingu

Este é o presidente do Malawi, Dr. Bingu

O motorista não era grande coisa e, receoso de um acidente, passei a administrar suas temerárias ações ao volante bem de perto. Funcionou e, com a ajuda de uma gratificação em mil kwachas (moeda local), mais ou menos dez reais, sobrevivemos!

No Hotel, em Blantyre

No Hotel, em Blantyre

A estrada, em boa parte, era a linha divisória com Moçambique. Posso afirmar que, muitas e muitas vezes, tive a sensação de estar no Brasil.

Em Blantyre, onde fiquei por cinco dias, trabalhei bastante e tive pouco tempo para turismo. De toda maneira, a noite, íamos jantar em diferente restaurantes. Comida com muita influência indiana e chinesa. A temperatura estava agradável, o que possibilitou algumas caminhadas pela cidade. No céu, o cruzeiro do sul brilhava.

Paulo no trabalho

Paulo no trabalho

Trabalho é sempre coletivo

Trabalho é sempre coletivo

O Malawi, é um dos países mais pobres do mundo, mas devo dizer que fiquei surpreso. Apesar da pobreza, que me parece muito  mais consequência de problemas administrativos e corrupção, o país é lindo, a população alegre e o clima muito agradável.

Paco, Vick e Bereng, colegas de trabalho, no mercado em Lilongwe

Paco, Vick e Bereng, colegas de trabalho, no mercado em Lilongwe

De volta a Lilongwe, o ponto alto foi um passeio no mercado livre. O mercado, situado no bairro mais popular, é um intrincado amontoado de barracos de madeira onde se vende de tudo, de comida, a roupas, remédios, CDs, fitas cassetes, e até peças de carro. Nosso motorista, o Matinga, nos acompanhou. O que nos deu coragem para andar pelos labirintos do mercado e por suas estreitas passagens.

As fotos não eram bem-vindas, mas consegui fotografar alguma coisa.

Ela também vende tomates, mas esatva com vergonha

Ela também vende tomates, mas estava com vergonha

Época de tomates no mercado

Época de tomates no mercado

Fabrica de sandálias com material reciclável

Fabrica de sandálias com material reciclável

No mercado, a venda dos miúdos peixes

No mercado, a venda dos miúdos peixes

Poida ser uma feira no Brasil, não podia?

Podia ser uma feira no Brasil, não podia?

No mercado, rola até um joguinho

No mercado, rola até um joguinho

Medicina local, esta é a doutora africana

Medicina local, esta é a doutora africana

Época de Tomates

Época de Tomates

Depois de duas semanas no Malawi, e muito trabalho, com direito a insônia e tudo, voei para Nairobi, no Quênia, de lá para Dubai e depois para São Paulo.  No total, foram mais de quarenta horas de viagem, com algumas sonecas nos saguões do aeroportos.

Venda de artesanato nas ruas

Venda de artesanato nas ruas

Finalmente cheguei em casa, depois de um bom tempo trabalhando fora do Brasil.

Fotos: Paulo Siqueira


Destino Lilongwe, Malawi

March 28th, 2010
Malawi, Lilongwe
Na semana passada sai de Dubai para passar duas semanas na África. Estava bastante curioso porque seria a minha primeira viagem ao continente africano.
Deveria pegar o avião em Dubai às 2:30h da manhã. O vôo da Kenyan Airlines só saiu às 7:30h. Um atraso inicial de “apenas” cinco horas. Cheguei em Nairobi, Quênia,quatro horas depois, para pegar a minha conexão para Lilongwe, no Malawi. O vôo também estava atrasado. Bom, para resumir, cheguei em Lilongwe às 18:30h do sábado.
Apesar dos atrasos, foi uma viagem bem interessante. Fiquei surpreso com a chegada ao aeroporto, tudo tranquilo e arrumado. Peguei um táxi, trinta minutos depois já estava no Sunbird Hotel. E, devo dizer, feliz da vida.
O Malawi ficou bem conhecido porque foi onde a cantora Madona adotou uma criança algum tempo atrás. No domingo, peguei uma táxi e fui conhecer o Lago Malawi, que fica a aproximadamente 110 quilometros do hotel. Lindo e imenso, parece que estamos vendo o mar, e mal se enxerga a margem oposta, onde fica Moçambique.
Passei algumas horas num hotel à neria do lago, tomando um suco e vendo a vida passar tranquila. Nesta região visitei uma fazenda de crocodilos, onde, segundo informação local, são criados 18 mil crocodilos. Quando atingem três anos de idade, são mortos e a pele é exportada para confecção de cintos, bolsas e sapatos. Os crocos consomem 500 quilos de frango por dia. É realmente impressionante.
Outro passeio interessante foi numa fazenda de peixes ornamentais. Os peixes são são capturados no lago. São cerca de 125 espécies e, também, segundo informação local na qual não não acredito, existem mais de 1,000 espécies no lago, algumas delas ainda não catalogadas. O peixe mais conhecido é o Chambo. É o prato principal no Malawi e pode ser encontrato praticamente em qualquer restaurante. Foi o que jantei naquele dia.
A região do lago recebe muitos turistas, locais e internacionais, principalmente durante o fim de semana, acomodação parece ser fácil, uma vez que existem diversos hotéis na região.
Tentei visitar uma área de animais selvagens, mas, infelizmente, a estrada estava intransitável por ser a estação de chuvas. .
Foi um passeio interessante. Está tudo muito verde, vi diversas tribos ao longo do caminho. O Malawi, muitas vezes, me fez lembrar do Brasil, pela população, vegetação, topografia, e, em alguns momentos, pela pela pobreza. Sim, somos muitos parecidos.
As moças na rua

As moças na rua

Na semana passada sai de Dubai para passar duas semanas na África. Estava bastante curioso porque seria a minha primeira viagem ao continente africano.

Deveria pegar o avião em Dubai às 2:30h da manhã. O vôo da Kenyan Airlines só saiu às 7:30h. Um atraso inicial de “apenas” cinco horas. Cheguei em Nairobi, Quênia,quatro horas depois, para pegar a minha conexão para Lilongwe, no Malawi. O vôo também estava atrasado. Bom, para resumir, cheguei em Lilongwe às 18:30h do sábado.

A moça e o filho

A moça e o filho

Apesar dos atrasos, foi uma viagem bem interessante. Fiquei surpreso com a chegada ao aeroporto, tudo tranquilo e arrumado. Peguei um táxi, trinta minutos depois já estava no Sunbird Hotel. E, devo dizer, feliz da vida.

Aldeia no Malawi

Aldeia no Malawi

O Malawi ficou bem conhecido porque foi onde a cantora Madona adotou uma criança algum tempo atrás. No domingo, peguei uma táxi e fui conhecer o Lago Malawi, que fica a aproximadamente 110 quilometros do hotel. Lindo e imenso, parece que estamos vendo o mar, e mal se enxerga a margem oposta, onde fica Moçambique.

Passei algumas horas num hotel à neria do lago, tomando um suco e vendo a vida passar tranquila. Nesta região visitei uma fazenda de crocodilos, onde, segundo informação local, são criados 18 mil crocodilos. Quando atingem três anos de idade, são mortos e a pele é exportada para confecção de cintos, bolsas e sapatos. Os crocos consomem 500 quilos de frango por dia. É realmente impressionante.

O crocodilo avô, 45 anos e seis metros de comprimento

O crocodilo avô, 45 anos e seis metros de comprimento

18 mil crocodilos esperando a hora final

18 mil crocodilos esperando a hora final

Outro passeio interessante foi numa fazenda de peixes ornamentais. Os peixes são são capturados no lago. São cerca de 125 espécies e, também, segundo informação local na qual não não acredito, existem mais de 1,000 espécies no lago, algumas delas ainda não catalogadas. O peixe mais conhecido é o Chambo. É o prato principal no Malawi e pode ser encontrato praticamente em qualquer restaurante. Foi o que jantei naquele dia.

Na fazenda de peixes tropicais

Na fazenda de peixes tropicais

A região do lago recebe muitos turistas, locais e internacionais, principalmente durante o fim de semana, acomodação parece ser fácil, uma vez que existem diversos hotéis na região.

Canoa e epixes, ambos bem exóticos

Canoa e peixes, ambos bem exóticos

No lago Malawi

No lago Malawi

Profissão pescador

Profissão pescador

A moça e os peixes

A moça e os peixes

Tentei visitar uma área de animais selvagens, mas, infelizmente, a estrada estava intransitável por ser a estação de chuvas.

Alegria no rosto do menino, no caminho para o lago

Alegria no rosto do menino, no caminho para o lago

Foi um passeio interessante. Está tudo muito verde, vi diversas tribos ao longo do caminho. O Malawi, muitas vezes, me fez lembrar do Brasil, pela população, vegetação, topografia, e, em alguns momentos, pela pela pobreza. Sim, somos muitos parecidos.

Felizes, se divertem com o turista aqui

Felizes, se divertem com o turista aqui

Fotos: Paulo Siqueira


Dia de Turismo em Abu Dhabi

March 6th, 2010
On the Road to Abu Dhabi

On the Road to Abu Dhabi

Hoje resolvi conhecer Abu Dhabi.
Trabalhei um pouco pela manhã de depois resolvi pegar a estrada.
Esta semana aluguei um carro por um mês, e que está me saindo 18 dólares por dia.
Achei o preço bom e pelo menos está me dando tranquilidade e liberdade em Dubai.
Não dependo mais do transporte público, das caronas dos amigos e estou ganhando mais tempo para mim mesmo.
A primeira tarefa para a viagem foi colocar gasolina no carro. Perdi umas duas horas rodando pelas ruas de Dubai procurando um posto para abastecer.
Rodei até não poder mais, e cada vez que avistava um posto, ele estava do outro lado da avenida.
As ruas e avenidas de Dubai não são lineares, e o caminho mais curto normalmente é uma longa volta por uma direção oposta a que você pensa ser a correta.
Não existe um caminho direto, não importa que seja nas estradas, nas ruas, nos viadutos, nos shoppings.
Acho que estou começando a entender a cultura local. Eles pensam como escrevem, e escrevem como planejam, a caligrafia árabe é bem rebuscada e cheia de voltas.
Finalmente achei um posto, enchi o tanque, o que me custou mais ou menos 25 reais.
Animado, coloquei um CD e acelerei o carro a 120 km/h pela Sheikh Zayed Road em direção a Abu Dhabi, onde cheguei uma hora mais tarde, depois de ter rodado uns 120 quilometros.

Chegando na Mesquita Sheikh Zayed

Chegando na Mesquita Sheikh Zayed

Minha primeira parada foi na Mesquita Sheikh Zayed, um impressionante e majestoso edifício na entrada de Abu Dhabi. Passei um bom tempo visitando a mesquita, tirando fotos e também orando pela paz e pelo entendimentos entre os povos.

O Menino Brinca

O Menino Brinca

Mesquita Sheikh Zayed

Mesquita Sheikh Zayed

Mesquita Sheikh Zayed

Mesquita Sheikh Zayed

Mesquita Sheikh Zayed

Mesquita Sheikh Zayed

Interior da Mesquita Sheikh Zayed

Interior da Mesquita Sheikh Zayed

Orando na Mesquita Sheikh Zayed

Orando na Mesquita Sheikh Zayed

Até ele estava Impressionado pelo Tamamho da Mesquita

Até ele estava Impressionado pelo Tamanho da Mesquita

Detalhe do Carpete do Interior da Mesquita

Detalhe do Carpete do Interior da Mesquita

Paulo na Mesquita Sheikh Zayed

Paulo na Mesquita Sheikh Zayed

De lá segui até Corniche, com suas belas praias e prédios luxuosos. Parei para visitar a “Heritage Village”, onde existe um sítio arqueológico e um museu histórico. Achei tudo bem decadente e desiteressante. Em companhia de vários turistas russos e do leste europeu, almocei num restaurate lá mesmo, um “self-service” com o preço condizente com a qualidade.O almoço, com direito a refrigerante custou 30 reais.

Vista de Abu Dhabi no almoço no "Heritage Village"

Vista de Abu Dhabi em meu Almoço no "Heritage Village"

Como já estava ficando tarde peguei o caminho de volta, tomando o cuidado de sair da frente das ferraris, porches, mercedes que passaam por a mim a mais de 180 km/h.

Fotos: Paulo Siqueira

Paquistão, Dubai e o Web 2.0 – Erros e acertos

February 27th, 2010

Faz três dias que cheguei do Paquistão. Lá, foram 10 dias de atividades intensas, incluindo uma visita a Peshawar, considerada uma das cidades das mais complicadas em termos de segurança. O tempo estava bom, mas frio, e acabei pegando um resfriado. Além do trabalho revi os amigos e matei a saudade da boa cozinha Paquistanesa.
Fiquei hospedado numa “guest house” e o cozinheiro era excelente. Cada dia me preparava um prato diferente, à base de frango. Todos eles bem temperados e apimentados.

Dubai, o sol encoberto pela fina areia do deserto

Dubai, o sol encoberto pela fina areia do deserto

Em Dubai o tempo está bom, mas desde que cheguei a cidade está encoberta por uma densa nuvem de poeira. O vento é constante. Hoje a piscina estava até fechada e os empregados utilizam máscaras de proteção.

Web 2.0 – Erros e acertos
Já faz algum tempo que quero escrever sobre o livro que publiquei recentemente na Internet. Foram mais de 10 mil downloads, e seguramente centenas e centenas mais, feitos em através outros sites que também publicaram o eBook, mas que, infelizmente, não tenho como quantificar.
Recebi vários comentários, em sua quase totalidade com palavras de incentivo e apoio.
Um dos comentários que mais me chamou a atenção reproduzo abaixo, com a autorização do autor.

Prezado Paulo,

Muito obrigado por compartilhar sua experiência de forma livre através do livro Web 2.0 – Erros e acertos.

Gostei muito do primeiro parágrafo do capítulo 1 – Início de tudo.

Deixa explicar, sou angolano, comecei na área de TI lá em 73 num curso de Cobol na IBM angolana e naquela época participava dos movimentos de libertação, mais especificamente o MPLA. O slogan motivador do movimento era “A luta continua”. Então você entende porque já me entusiasmei pelo livro logo no começo e resolvi na hora te mandar este e-mail.
Até hoje uso esse slogan tanto pessoalmente como para incentivar meus alunos.
Agora te pergunto, o tanzaniano te contou o resto da frase? Acho que não. Na minha opinião é a parte mais interessante.
Tem a ver com a justificativa de que a luta tem que continuar. É simples, porque a vitória é certa.
Então era isso que gritávamos para nos motivar, “A luta continua, porque a vitória é certa!!!!!”.
Hoje a forma e a revolução mudaram, acrescento à frase antiga e sempre válida, que Feliz e Felicidade começam com a palavra FÉ!!!
A Fé na certeza da vitória é que nos faz caminhar e lutar sempre na construção de um mundo mais justo e perfeito onde a colaboração, a participação, a hierarquia em rede, a economia do free, o poder das multidões e as colméias humanas serão vitoriosas. Nunca tivemos tantas ferramentas libertadoras, socializantes e de afiliação do ser humano como agora com a Web 2.0, é o que acredito e tento passar nas minhas aulas e palestras.

Vou continuar a leitura do livro.
Desculpe a emoção e a filosofia, mas a frase tocou muito fundo em mim, me fez voltar muitos anos e nos sonhos daquela época.

Fraterno abraço,
Amoreira.

“Pássaros da mesma plumagem voam em bandos”

Foto: Paulo Siqueira

Dunas, deserto, “wadi” e aventura “off-road”

February 13th, 2010
O deserto

O deserto

Hoje é sábado. Finalmente tive tempo livre para dar uma volta.
Resolvi sair numa excursão pelo deserto. Contratei a empresa “Arabian Adventures”.
Esta empresa me foi recomendada por uma conhecida, mas existem diversas operadoras por aqui.
Me parece que a vantagem com esta é que la pertence a “Emirates”, e portanto á família real.
O guia me falou que eles tem acesso a área protegias e que outras operadoras não.

Pegadas na areias do deserto

Pegadas na areia

De toda maneira foi um bom passeio. O carro, um 4X4, excelente e limpo. Às 9h da manhã, pontualmente, apareceram no meu hotel. A volta foi às 5 da tarde.
A Arabian Adventures” tem diversos pacotes e eu escolhi um chamado “An off-road adventure, wadi and desert tour”.
Após uma hora de viagem de Dubai, passando por outros 2 emirados, entramos no deserto e chegamos ás dunas.

No 4X4. A brincaderia é subir e descer as dunas

No 4X4 - a brincadeira é subir e descer as dunas

O deserto é lindo, as dunas são altas, o passeio é divertido. O calor não era excessivo nesta época do ano (fevereiro).

Paulo no deserto

Paulo

Camelo recém-nascido

Camelo recém-nascido e sua mãe

Camelo dando as boas-vindas

Dando as boas-vindas

Depois das dunas e suas emoções, passamos por uma fazenda de camelos. Seguimos adiante para o “wadi”, que é um vale, que funciona como uma espécie de calha quando chove. É uma região mais montanhosa.
Paramos para um rápido almoço frio, sentados em tapetes que o guia estendeu no chão. Seguimos plea estrada pedregosa, sinuosa, cercada de montanhas e palmeiras até pegarmos a auto-estrada de volta para Dubai.

A estrada no "wadi"

A estrada no "wadi"

Crianças brinca, no "wadi", sim existe água!

Crianças brincando, no "wadi", sim existe água!

Um excelente passeio, mas em alguns momentos monótono. Custou 345 dinares, mais ou menos 170 reais. Existem outras operadora que oferecem tours com preços mais em conta. Para mim valeu o investimento!
As fotos ajudam a contar o passeio.

Achei linda esta planta!

Achei linda esta planta!

Fotos: Paulo Siqueira

A vida em Dubai é cara ou não?

February 5th, 2010
Vida em Dubai, cara ou não?
Já faz dez dias que cheguei. Como acontece toda vez que chego a um lugar novo, mal tenho tempo de escrever alguma coisa.
O escritório é novo, e além de disso, ainda tenho as responsabilidades profissionais com o Paquistão, trabalho dobrado. As pessoas são novas, é uma cultura diferente, enfim, muita coisa para aprender e decidir.
O que a gente sempre se pergunta quando chega a algum lugar novo, é sobre o custo de vida. Antes de chegar aqui, todo mundo me avisou que a vida em Dubai é cara.
A realidade que é a vida aqui é bem cara se comparada a  de Islamabad.
O preço dos alugueis então, nem comento, são estratosféricos. Apesar da propagada crise financeira e da bolha imobiliária, os alugueis são altíssimos, mesmo se comparado aos preços de São Paulo, e me falaram que já caiu quase pela metade.
Resolvi colocar na ponta do lápis os meus gastos de hoje, e compartilhar os leitores deste blog.
Gastos diários:
Hotel, sem direito a café da manhã: 300 dinares
Café da manhã (comprado no supermercado), frutas, yougurte e muesli orgânico: 10 dinares
Resolvi ir caminhando ao “Mall of Emirates”, onde a comida é bem mais barata que a do hotel. Levei quinze minutos.
Almoço em restaurante indiano, na praça da alimentação: 71 dinares
Café expresso: 13 dinares
Compra do livro “Freakonomics”, que aliás estou gostando bastante: 51 dinares
Cinema: 30 dinares
Supermercado “Carrefour” – dois croissants e um suco de laranja (meio litro), para o lanche da noite no hotel:  12,50 dinares
Um gasto total de 487,50 dinares, aproximadamente 240 reais.
A conclusão é sua, cleitor!
Paulo e o prédio mais alto do mundo, o Burj Khalifa,com 828m

Paulo e o prédio mais alto do mundo, o Burj Khalifa, com 828m

Já faz dez dias que cheguei. Como acontece toda vez que chego a um lugar novo, mal tenho tempo de escrever alguma coisa.

O escritório é novo, e além de disso, ainda tenho as responsabilidades profissionais com o Paquistão, trabalho dobrado. As pessoas são novas, é uma cultura diferente, enfim, muita coisa para aprender e decidir.

O que a gente sempre se pergunta quando chega a algum lugar novo, é sobre o custo de vida. Antes de chegar aqui, todo mundo me avisou que a vida em Dubai é cara.

A realidade que é a vida aqui é bem cara se comparada à de Islamabad.

O preço dos alugueis então, nem comento, são estratosféricos. Apesar da propagada crise financeira e da bolha imobiliária, os alugueis são altíssimos, mesmo se comparado aos preços de São Paulo, e me falaram que já caiu quase pela metade.

À noite, riqueza até nas luzes

À noite, riqueza até nas luzes

Resolvi colocar na ponta do lápis os meus gastos de hoje, e compartilhar os leitores deste blog.

Gastos diários:

Hotel, sem direito a café da manhã: 300 dinares.

Café da manhã (comprado no supermercado), frutas, yougurte e muesli orgânico: 10 dinares.

Resolvi ir caminhando ao “Mall of Emirates”, onde a comida é bem mais barata que a do hotel. Levei quinze minutos do hotel até lá.

Almoço em restaurante indiano, na praça da alimentação: 71 dinares.

Café expresso: 13 dinares.

Compra do livro “Freakonomics”, que aliás estou gostando bastante: 51 dinares.

Cinema: 30 dinares.

Supermercado “Carrefour” – dois croissants e um suco de laranja (meio litro), para o lanche da noite no hotel:  12,50 dinares.

Um gasto total de 487,50 dinares, ou aproximadamente 240 reais.

A vida é cara em Dubai? A conclusão é sua, caro leitor!

Visão do metro

Visão do metro

Mesquisa, vista do metro

Mesquita, vista do metro

Fotos de Paulo Siqueira