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Malária Nunca Mais!

Sunday, November 7th, 2010
Mosquito da Malária

Mosquito da Malária

Há exatos nove dias, comecei a sentir os efeitos da malária. Tinha acabado de voltar do ginásio onde tinha feito exercício. Ainda me lembro que naquele dia, um sábado, eu estava me sentindo muito bem e ainda dei uma puxada no treino.
Cheguei no quarto do hotel, tomei um bom banho de chuveiro, e antes de almoçar, resolvi dar uma olhada na Internet. Coisa de meia hora. Quando levantei da poltrona, senti uma tontura e dor no corpo todo. Achei que tinha exagerado no exercício e era melhor comer logo alguma coisa. Daí para frente, só piorei. Comecei a ter febre, sentir calafrios, dores no estômago.
A noite foi complicada, mas nem tanto. Passei um domingo bem mole, achando que tinha pegado alguma virose. Na segunda-feira pela manhã, não consegui mais tomar o café da manhã.  Fui na farmácia que fica dentro da área do hotel – “lá eles devem saber o que eu tenho, deve ser alguma coisa comum aqui”, pensei. Não precisou nem de um minuto de conversa para descobrir que tinha malária.
Comprei um remédio apropriado, à base de artemisinina, extraída de uma planta chinesa. Voltei para o quarto, para a cama, de onde quase não sai mais durante quatro dias.
Chamei o médico do hotel, um nigeriano, que confirmou o diagnóstico, não pediu exames nem nada. O interessante é que, pela postura e modo de falar, ele parecia mais um lorde inglês, ou uma ator shakesperiano. Recebi uma batelada de remédios e um antibiótico. Foi a última vez que o ví, espero!
Tenho que dizer que o pessoal do hotel foi muito bom comigo. Passavam pelo quarto várias vezes por dia para saber se precisa de alguma coisa. Teve um que veio até dar uma rezada.
Esgotei minha roupas, cuecas, camisetas e pijamas. Tudo ficou encharcado, molhado de suor. Na cama,  ficava de dia de uma lado, e à noite do outro, era muito suor. Sentia tudo encharcado. Tive de mandar a roupa para a lavanderia, situação emergencial. No final, fiquei só de cueca e nem me importava mais com quem entrava no quarto.
Depois do terceiro dia, tomando as medicações, percebi que comecei a melhorar. Hoje, nove dias depois, domingo, estou bem, mas estou dormindo umas 12 horas por dia, pelo menos.
Mapa da Malária no Mundo

Mapa da Malária no Mundo

Alguma informação sobre a Malária

A malária é transmitida pela picada das fêmeas de mosquitos – fêmeas  sempre fatais!
O texto abaixo que extrai da Wikipidia mostra exatamente o que senti (http://pt.wikipedia.org/wiki/Malária).
“Estas crises, mais frequentes ao cair da tarde, iniciam-se com subida da temperatura até 39-40 °C. São seguidas de palidez da pele e tremores violentos durante cerca de 15 minutos a uma hora. Depois cessam os tremores e seguem-se duas a seis horas de febre a 41 °C, terminando em vermelhidão da pele e suores abundantes.”
Uma noite, olhei meu pé e parecia que via o sangue passando sob a pele, de tão transparente e vermelha. Confesso que naquela noite fiquei assustado.
Durante este tempo todo fiquei pensando sobre o que é a malária, que a gente sempre ouve muito e pouco sabe. Fiquei pensando como deve ser difícil para uma família sem acesso a médico e a medicamentos, ver os filhos doentes, sofrendo, podendo até morrer.
Abaixo mais algumas informações que extraí do site “Malaria Foundation International”.
  • Malária é a causa estimada de 300-500 milhões de casos clínicos, com um milhão de mortes por ano.
  • A cada 30 segundos, uma criança morre por causa da malária.
  • Nos hospitais africanos, 60% das internações são causadas pela malária.
Não faça prevenção por conta própria. Em caso de suspeita, procure atendimento médico!

Malaria No More

Malaria No More

Malária, espero, nunca mais!