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On the road – agora Abuja, na Nigéria

Wednesday, August 25th, 2010

Cheguei em Abuja na segunda-feira à noite, vindo de Amsterdã, em um voo da KLM.
Quando preparei minha viagem, saindo de São Paulo, resolvi fazer uma parada tática na Holanda. Além de ganhar as milhas, a KLM tem um voo direto para Abuja, capital da Nigéria, onde estou trabalhando agora.

Autoretrato

Como já morei na Holanda, sempre que posso, dou uma parada por lá. Adoro Amsterdã. Adoro andar pelas ruas, ver as pessoas, as construções, as bicicletas, os coffee-shops, visitar os museus, olhar os barcos nos canais. Enfim, passear sem rumo certo.
Amsterdã é um lugar à parte. Com sua mistura de povos, de culturas, de cores, é uma fascinante mundo com dinâmica e vida própria.

Holanda e Holandeses

Passei algumas horas na Internet procurando um hotel para ficar. Como é temporada de férias na Europa, tudo estava cheio e caro. Utilizei o site de buscas de hoteis  www.booking.com. Achei um hotel bem perto da Estação Central (de trem), fiz minha reserva com o cartão de crédito esperando dar tudo certo, uma vez que só ia ficar o fim de semana por lá. O nome do hotel é WestCord City Centre Hotel Amsterdam, fica na  Nieuwezijds Voorburgwal 50, Amsterdam-Centrum.
Hotel onde me hospedei

O outro lado do hotel

Peguei o vôo nas sexta-feira à noite, em Cumbica, e desembarquei, no sábado, pela manhã, no Aeroporto de Schipol. Assim que sai do avião ouvi a as palavras “passaport control” repetidas vezes. Na boca do terminal, logo que sai do avião, estavam postados vários policiais à paisana. Mostrei meu passaporte e um deles perguntou para onde eu ia. Eu disse “Nigéria”.
Foi a palavra mágica.  Colocaram-me de lado, perguntaram o que eu ia fazer na Nigéria, etc, etc. Expliquei que estava indo trabalho como consultor da ONU. Estava com o visto, contrato e tudo o mais. Depois de uma revista  minuciosa na minha bagagem de mão, fui liberado. Devo dizer que foram extremamente educados, esta foi a única vez, entre dezenas de viagens e aeroportos que já fiz e passei, que isto aconteceu comigo.
Não querendo ser paranóico, mas sendo. Acho que eles já sabiam que alguém (eu), naquele avião, tinha um conexão para a Nigéria.
Guardei a mala maior no guarda-volumes do aeroporto e fiquei só com uma pequena mochila.
Ainda dentro do Aeroporto comprei uma passagem de trem para Amsterdã. Uma viagem rápida que já fiz dezenas de vezes.  Da estação de trem, uma caminhada de cinco minutos e já estava no Hotel. Apesar do quarto minúsculo, gostei muito do hotel. Recomendo, é um hotel três estrelas e fica bem no centro de Amsterdã.
Está área é bem interessante e pitoresca. Universitários, trabalhadores, turistas, crianças, policiais, todos dividindo o mesmo espaço. Perto do hotel, uma Delegacia de Polícia, do outro lado, uma pequena loja que vende refrigerantes, água, salgados e frutas para os turistas.

O canal e as bicicletas

O hotel tem entrada por duas ruas. Na entrada oposta, ao lado do hotel tem uma loja de para gays, ao lado dela, o All Day, um coffee-shop, com a rapaziada, e alguns velhos também, fumando tranquilamente.
Em frente e aos lados, os famosos quartos em vermelho. Alguns com as cortinas fechadas ou vazio, sinal de ocupado. Outros com as cortinas abertas, com as mulheres expondo o corpo e atraindo os clientes. No domingo pela manhã cheguei a ver uma pequena fila de marmanjos numa das casas. Ela devia prestar bons serviços.
Incrível como tudo parece bem natural, comum e trivial. E no fundo, assim é, natural, sem pressão, com respeito à individualidade e à pessoa. Resta dizer que Amsterdã estava lotada de turistas. Assisti uma orquestra de crianças tocando música clássica num palco armado em um dos canais. Numa praça, uma orquestra de metais tocando jazz.
Calor e sol, não parecia a Holanda. Já no domingo esfriou e o tempo virou. O que mata a gente na Holanda é o céu cinza e o vento frio.
Na segunda-feira pela manhã chovia. Assim foi, acabou o meu fim de semana. Peguei meu avião para Abuja sem nenhum contratempo.

Fotos: Paulo Siqueira