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Música da África

Thursday, January 13th, 2011

Florianópolis, SC – Depois do meu último trabalho na Nigéria, resolvi descansar um pouco junto com a família. Estou em “Floripa” curtindo a praia e sol, e também bastante calor. Descansar, quando se trabalha por projeto, é muito relativo. Na verdade, a gente não descansa nunca, pois está sempre antenado. Recebi uma proposta para uma rápida missão no Iraque, mas não aceitei. O meu plano é ficar por aqui até o fim de janeiro. Também estou trabalhando numa proposta para um trabalho em em São Paulo, quem quiser saber mais, dê uma olhada no site da Exadigital.

Aproveitando o tempo “livre”, coloquei no YouTube dois pequenos vídeos que fiz na África, no ano passado. Espero que gostem.
O primeiro foi quando visitei  o Lago Malawi, em abril do ano passado; dê uma olhada nas fotos e texto do blog aqui.

Música – Lago Malawi

O segundo eu fiz no estacionamento do hotel, em Abuja, na Nigéria, durante um evento local, em novembro do ano passado. As postagens da Nigéria podem ser lidas aqui.

Música e dança na Nigéria

Lilongwe-Dubai-São Paulo

Tuesday, April 6th, 2010
Lilongwe-Dubai-São Paulo
Minha última viagem, a que fiz ao Malawi, foi muito especial.  Foi meu primeiro trabalho no continente africano. De Lilongwe, a capital, fui para Blantyre e Zomba, no sul do país. Foram cinco horas de carro até Blantyre, e mais uma hora entre Blantyre até a cidade de Zomba, onde partcipei de uma reunião. O motorista não era grande coisa e, receoso de um acidente, passei a administrar suas temerárias ações ao volante bem de perto. Funcionou e, com a ajuda de uma gratificação em mil kwachas (moeda local), mais ou menos dez reais, sobrevivemos!
A estrada, em boa parte, era a linha divisória com Moçambique. Posso afirmar que, muitas e muitas vezes, tive a sensação de estar no Brasil.
Em Blantyre, onde fiquei por cinco dias, trabalhei bastante e tive pouco tempo para turismo. De toda maneira, à noite, íamos jantar em diferente restaurantes. Comida com muita influência indiana e chinesa. A temperatura estava agradável, o que possibilitou algumas caminhadas pela cidade. No céu, o cruzeiro do sul brilhava.
O Malawi, é um dos países mais pobres do mundo, mas devo dizer que fiquei surpreso. Apesar da pobresa, que me parece muito  mais consequência de problemas administrativos e corrupção, o país é lindo, a população alegre e o clima muito agradável.
De volta a Lilongwe, o ponto alto foi um passeio no mercado livre. O mercado, situado no bairro mais popular, é um intrincado amontoado de barracos de madeira onde se vende de tudo, de comida, a roupas, remédios, CDs, fitas cassete, e até peças de carro. Nosso motorista, o Matinga, nos acompanhou. O que nos deu coragem para andar pelos labirintos do mercado e por suas estreitas passagem.
As fotos não eram bem-vindas, mas consegui fotografar alguma coisa.
Depois de duas semanas no Malawi, e muito trabalho, com direito a insônia e tudo, voei para Nairobi, no Quênia, de lá para Dubai e depois para São Paulo.  No total, foram mais de quarenta horas de viagem, com algumas sonecas nos saguões do aeroportos.
Uma visão comum, a moça, frutas na cabeça e a criança no colo

Uma visão comum, a moça, frutas na cabeça e a criança no colo

Minha última viagem, a que fiz ao Malawi, foi muito especial.  Foi meu primeiro trabalho no continente africano. De Lilongwe, a capital, fui para Blantyre e Zomba, no sul do país. Foram cinco horas de carro até Blantyre, e mais uma hora entre Blantyre até a cidade de Zomba, onde participei de uma reunião.

Este é o presidente do Malawi, Dr. Bingu

Este é o presidente do Malawi, Dr. Bingu

O motorista não era grande coisa e, receoso de um acidente, passei a administrar suas temerárias ações ao volante bem de perto. Funcionou e, com a ajuda de uma gratificação em mil kwachas (moeda local), mais ou menos dez reais, sobrevivemos!

No Hotel, em Blantyre

No Hotel, em Blantyre

A estrada, em boa parte, era a linha divisória com Moçambique. Posso afirmar que, muitas e muitas vezes, tive a sensação de estar no Brasil.

Em Blantyre, onde fiquei por cinco dias, trabalhei bastante e tive pouco tempo para turismo. De toda maneira, a noite, íamos jantar em diferente restaurantes. Comida com muita influência indiana e chinesa. A temperatura estava agradável, o que possibilitou algumas caminhadas pela cidade. No céu, o cruzeiro do sul brilhava.

Paulo no trabalho

Paulo no trabalho

Trabalho é sempre coletivo

Trabalho é sempre coletivo

O Malawi, é um dos países mais pobres do mundo, mas devo dizer que fiquei surpreso. Apesar da pobreza, que me parece muito  mais consequência de problemas administrativos e corrupção, o país é lindo, a população alegre e o clima muito agradável.

Paco, Vick e Bereng, colegas de trabalho, no mercado em Lilongwe

Paco, Vick e Bereng, colegas de trabalho, no mercado em Lilongwe

De volta a Lilongwe, o ponto alto foi um passeio no mercado livre. O mercado, situado no bairro mais popular, é um intrincado amontoado de barracos de madeira onde se vende de tudo, de comida, a roupas, remédios, CDs, fitas cassetes, e até peças de carro. Nosso motorista, o Matinga, nos acompanhou. O que nos deu coragem para andar pelos labirintos do mercado e por suas estreitas passagens.

As fotos não eram bem-vindas, mas consegui fotografar alguma coisa.

Ela também vende tomates, mas esatva com vergonha

Ela também vende tomates, mas estava com vergonha

Época de tomates no mercado

Época de tomates no mercado

Fabrica de sandálias com material reciclável

Fabrica de sandálias com material reciclável

No mercado, a venda dos miúdos peixes

No mercado, a venda dos miúdos peixes

Poida ser uma feira no Brasil, não podia?

Podia ser uma feira no Brasil, não podia?

No mercado, rola até um joguinho

No mercado, rola até um joguinho

Medicina local, esta é a doutora africana

Medicina local, esta é a doutora africana

Época de Tomates

Época de Tomates

Depois de duas semanas no Malawi, e muito trabalho, com direito a insônia e tudo, voei para Nairobi, no Quênia, de lá para Dubai e depois para São Paulo.  No total, foram mais de quarenta horas de viagem, com algumas sonecas nos saguões do aeroportos.

Venda de artesanato nas ruas

Venda de artesanato nas ruas

Finalmente cheguei em casa, depois de um bom tempo trabalhando fora do Brasil.

Fotos: Paulo Siqueira


Destino Lilongwe, Malawi

Sunday, March 28th, 2010
Malawi, Lilongwe
Na semana passada sai de Dubai para passar duas semanas na África. Estava bastante curioso porque seria a minha primeira viagem ao continente africano.
Deveria pegar o avião em Dubai às 2:30h da manhã. O vôo da Kenyan Airlines só saiu às 7:30h. Um atraso inicial de “apenas” cinco horas. Cheguei em Nairobi, Quênia,quatro horas depois, para pegar a minha conexão para Lilongwe, no Malawi. O vôo também estava atrasado. Bom, para resumir, cheguei em Lilongwe às 18:30h do sábado.
Apesar dos atrasos, foi uma viagem bem interessante. Fiquei surpreso com a chegada ao aeroporto, tudo tranquilo e arrumado. Peguei um táxi, trinta minutos depois já estava no Sunbird Hotel. E, devo dizer, feliz da vida.
O Malawi ficou bem conhecido porque foi onde a cantora Madona adotou uma criança algum tempo atrás. No domingo, peguei uma táxi e fui conhecer o Lago Malawi, que fica a aproximadamente 110 quilometros do hotel. Lindo e imenso, parece que estamos vendo o mar, e mal se enxerga a margem oposta, onde fica Moçambique.
Passei algumas horas num hotel à neria do lago, tomando um suco e vendo a vida passar tranquila. Nesta região visitei uma fazenda de crocodilos, onde, segundo informação local, são criados 18 mil crocodilos. Quando atingem três anos de idade, são mortos e a pele é exportada para confecção de cintos, bolsas e sapatos. Os crocos consomem 500 quilos de frango por dia. É realmente impressionante.
Outro passeio interessante foi numa fazenda de peixes ornamentais. Os peixes são são capturados no lago. São cerca de 125 espécies e, também, segundo informação local na qual não não acredito, existem mais de 1,000 espécies no lago, algumas delas ainda não catalogadas. O peixe mais conhecido é o Chambo. É o prato principal no Malawi e pode ser encontrato praticamente em qualquer restaurante. Foi o que jantei naquele dia.
A região do lago recebe muitos turistas, locais e internacionais, principalmente durante o fim de semana, acomodação parece ser fácil, uma vez que existem diversos hotéis na região.
Tentei visitar uma área de animais selvagens, mas, infelizmente, a estrada estava intransitável por ser a estação de chuvas. .
Foi um passeio interessante. Está tudo muito verde, vi diversas tribos ao longo do caminho. O Malawi, muitas vezes, me fez lembrar do Brasil, pela população, vegetação, topografia, e, em alguns momentos, pela pela pobreza. Sim, somos muitos parecidos.
As moças na rua

As moças na rua

Na semana passada sai de Dubai para passar duas semanas na África. Estava bastante curioso porque seria a minha primeira viagem ao continente africano.

Deveria pegar o avião em Dubai às 2:30h da manhã. O vôo da Kenyan Airlines só saiu às 7:30h. Um atraso inicial de “apenas” cinco horas. Cheguei em Nairobi, Quênia,quatro horas depois, para pegar a minha conexão para Lilongwe, no Malawi. O vôo também estava atrasado. Bom, para resumir, cheguei em Lilongwe às 18:30h do sábado.

A moça e o filho

A moça e o filho

Apesar dos atrasos, foi uma viagem bem interessante. Fiquei surpreso com a chegada ao aeroporto, tudo tranquilo e arrumado. Peguei um táxi, trinta minutos depois já estava no Sunbird Hotel. E, devo dizer, feliz da vida.

Aldeia no Malawi

Aldeia no Malawi

O Malawi ficou bem conhecido porque foi onde a cantora Madona adotou uma criança algum tempo atrás. No domingo, peguei uma táxi e fui conhecer o Lago Malawi, que fica a aproximadamente 110 quilometros do hotel. Lindo e imenso, parece que estamos vendo o mar, e mal se enxerga a margem oposta, onde fica Moçambique.

Passei algumas horas num hotel à neria do lago, tomando um suco e vendo a vida passar tranquila. Nesta região visitei uma fazenda de crocodilos, onde, segundo informação local, são criados 18 mil crocodilos. Quando atingem três anos de idade, são mortos e a pele é exportada para confecção de cintos, bolsas e sapatos. Os crocos consomem 500 quilos de frango por dia. É realmente impressionante.

O crocodilo avô, 45 anos e seis metros de comprimento

O crocodilo avô, 45 anos e seis metros de comprimento

18 mil crocodilos esperando a hora final

18 mil crocodilos esperando a hora final

Outro passeio interessante foi numa fazenda de peixes ornamentais. Os peixes são são capturados no lago. São cerca de 125 espécies e, também, segundo informação local na qual não não acredito, existem mais de 1,000 espécies no lago, algumas delas ainda não catalogadas. O peixe mais conhecido é o Chambo. É o prato principal no Malawi e pode ser encontrato praticamente em qualquer restaurante. Foi o que jantei naquele dia.

Na fazenda de peixes tropicais

Na fazenda de peixes tropicais

A região do lago recebe muitos turistas, locais e internacionais, principalmente durante o fim de semana, acomodação parece ser fácil, uma vez que existem diversos hotéis na região.

Canoa e epixes, ambos bem exóticos

Canoa e peixes, ambos bem exóticos

No lago Malawi

No lago Malawi

Profissão pescador

Profissão pescador

A moça e os peixes

A moça e os peixes

Tentei visitar uma área de animais selvagens, mas, infelizmente, a estrada estava intransitável por ser a estação de chuvas.

Alegria no rosto do menino, no caminho para o lago

Alegria no rosto do menino, no caminho para o lago

Foi um passeio interessante. Está tudo muito verde, vi diversas tribos ao longo do caminho. O Malawi, muitas vezes, me fez lembrar do Brasil, pela população, vegetação, topografia, e, em alguns momentos, pela pela pobreza. Sim, somos muitos parecidos.

Felizes, se divertem com o turista aqui

Felizes, se divertem com o turista aqui

Fotos: Paulo Siqueira