Posts Tagged ‘Paquistão’

Paquistão, Dubai e o Web 2.0 – Erros e acertos

Saturday, February 27th, 2010

Faz três dias que cheguei do Paquistão. Lá, foram 10 dias de atividades intensas, incluindo uma visita a Peshawar, considerada uma das cidades das mais complicadas em termos de segurança. O tempo estava bom, mas frio, e acabei pegando um resfriado. Além do trabalho revi os amigos e matei a saudade da boa cozinha Paquistanesa.
Fiquei hospedado numa “guest house” e o cozinheiro era excelente. Cada dia me preparava um prato diferente, à base de frango. Todos eles bem temperados e apimentados.

Dubai, o sol encoberto pela fina areia do deserto

Dubai, o sol encoberto pela fina areia do deserto

Em Dubai o tempo está bom, mas desde que cheguei a cidade está encoberta por uma densa nuvem de poeira. O vento é constante. Hoje a piscina estava até fechada e os empregados utilizam máscaras de proteção.

Web 2.0 – Erros e acertos
Já faz algum tempo que quero escrever sobre o livro que publiquei recentemente na Internet. Foram mais de 10 mil downloads, e seguramente centenas e centenas mais, feitos em através outros sites que também publicaram o eBook, mas que, infelizmente, não tenho como quantificar.
Recebi vários comentários, em sua quase totalidade com palavras de incentivo e apoio.
Um dos comentários que mais me chamou a atenção reproduzo abaixo, com a autorização do autor.

Prezado Paulo,

Muito obrigado por compartilhar sua experiência de forma livre através do livro Web 2.0 – Erros e acertos.

Gostei muito do primeiro parágrafo do capítulo 1 – Início de tudo.

Deixa explicar, sou angolano, comecei na área de TI lá em 73 num curso de Cobol na IBM angolana e naquela época participava dos movimentos de libertação, mais especificamente o MPLA. O slogan motivador do movimento era “A luta continua”. Então você entende porque já me entusiasmei pelo livro logo no começo e resolvi na hora te mandar este e-mail.
Até hoje uso esse slogan tanto pessoalmente como para incentivar meus alunos.
Agora te pergunto, o tanzaniano te contou o resto da frase? Acho que não. Na minha opinião é a parte mais interessante.
Tem a ver com a justificativa de que a luta tem que continuar. É simples, porque a vitória é certa.
Então era isso que gritávamos para nos motivar, “A luta continua, porque a vitória é certa!!!!!”.
Hoje a forma e a revolução mudaram, acrescento à frase antiga e sempre válida, que Feliz e Felicidade começam com a palavra FÉ!!!
A Fé na certeza da vitória é que nos faz caminhar e lutar sempre na construção de um mundo mais justo e perfeito onde a colaboração, a participação, a hierarquia em rede, a economia do free, o poder das multidões e as colméias humanas serão vitoriosas. Nunca tivemos tantas ferramentas libertadoras, socializantes e de afiliação do ser humano como agora com a Web 2.0, é o que acredito e tento passar nas minhas aulas e palestras.

Vou continuar a leitura do livro.
Desculpe a emoção e a filosofia, mas a frase tocou muito fundo em mim, me fez voltar muitos anos e nos sonhos daquela época.

Fraterno abraço,
Amoreira.

“Pássaros da mesma plumagem voam em bandos”

Foto: Paulo Siqueira

A vida em Dubai é cara ou não?

Friday, February 5th, 2010
Vida em Dubai, cara ou não?
Já faz dez dias que cheguei. Como acontece toda vez que chego a um lugar novo, mal tenho tempo de escrever alguma coisa.
O escritório é novo, e além de disso, ainda tenho as responsabilidades profissionais com o Paquistão, trabalho dobrado. As pessoas são novas, é uma cultura diferente, enfim, muita coisa para aprender e decidir.
O que a gente sempre se pergunta quando chega a algum lugar novo, é sobre o custo de vida. Antes de chegar aqui, todo mundo me avisou que a vida em Dubai é cara.
A realidade que é a vida aqui é bem cara se comparada a  de Islamabad.
O preço dos alugueis então, nem comento, são estratosféricos. Apesar da propagada crise financeira e da bolha imobiliária, os alugueis são altíssimos, mesmo se comparado aos preços de São Paulo, e me falaram que já caiu quase pela metade.
Resolvi colocar na ponta do lápis os meus gastos de hoje, e compartilhar os leitores deste blog.
Gastos diários:
Hotel, sem direito a café da manhã: 300 dinares
Café da manhã (comprado no supermercado), frutas, yougurte e muesli orgânico: 10 dinares
Resolvi ir caminhando ao “Mall of Emirates”, onde a comida é bem mais barata que a do hotel. Levei quinze minutos.
Almoço em restaurante indiano, na praça da alimentação: 71 dinares
Café expresso: 13 dinares
Compra do livro “Freakonomics”, que aliás estou gostando bastante: 51 dinares
Cinema: 30 dinares
Supermercado “Carrefour” – dois croissants e um suco de laranja (meio litro), para o lanche da noite no hotel:  12,50 dinares
Um gasto total de 487,50 dinares, aproximadamente 240 reais.
A conclusão é sua, cleitor!
Paulo e o prédio mais alto do mundo, o Burj Khalifa,com 828m

Paulo e o prédio mais alto do mundo, o Burj Khalifa, com 828m

Já faz dez dias que cheguei. Como acontece toda vez que chego a um lugar novo, mal tenho tempo de escrever alguma coisa.

O escritório é novo, e além de disso, ainda tenho as responsabilidades profissionais com o Paquistão, trabalho dobrado. As pessoas são novas, é uma cultura diferente, enfim, muita coisa para aprender e decidir.

O que a gente sempre se pergunta quando chega a algum lugar novo, é sobre o custo de vida. Antes de chegar aqui, todo mundo me avisou que a vida em Dubai é cara.

A realidade que é a vida aqui é bem cara se comparada à de Islamabad.

O preço dos alugueis então, nem comento, são estratosféricos. Apesar da propagada crise financeira e da bolha imobiliária, os alugueis são altíssimos, mesmo se comparado aos preços de São Paulo, e me falaram que já caiu quase pela metade.

À noite, riqueza até nas luzes

À noite, riqueza até nas luzes

Resolvi colocar na ponta do lápis os meus gastos de hoje, e compartilhar os leitores deste blog.

Gastos diários:

Hotel, sem direito a café da manhã: 300 dinares.

Café da manhã (comprado no supermercado), frutas, yougurte e muesli orgânico: 10 dinares.

Resolvi ir caminhando ao “Mall of Emirates”, onde a comida é bem mais barata que a do hotel. Levei quinze minutos do hotel até lá.

Almoço em restaurante indiano, na praça da alimentação: 71 dinares.

Café expresso: 13 dinares.

Compra do livro “Freakonomics”, que aliás estou gostando bastante: 51 dinares.

Cinema: 30 dinares.

Supermercado “Carrefour” – dois croissants e um suco de laranja (meio litro), para o lanche da noite no hotel:  12,50 dinares.

Um gasto total de 487,50 dinares, ou aproximadamente 240 reais.

A vida é cara em Dubai? A conclusão é sua, caro leitor!

Visão do metro

Visão do metro

Mesquisa, vista do metro

Mesquita, vista do metro

Fotos de Paulo Siqueira

Paquistão, Digi.to, eBook, viagens, UNICEF, novos amigos e muito mais….

Sunday, January 17th, 2010
Paquistão, Digi.to, ebook, viagens, UNICEF, novos amigos e muito mais….
2009 foi um ano diferente em vários sentidos.
Mais espiritual, mais reflexivo, cheios de dificuldades e emoções, mas também cheio de realizações, tanto profissionais quanto pessoais e espirituais.
Comecei 2009 com uma viagem a Machu Picchu, no Peru (leia a postagem “Relatos de viagem”) e comecei o primeiro dia de 2010 com uma viagem à Bahia.
Isto reflete bem o meu estilo de vida atual e dá significado e conteúdo ao nome deste blog: “Mobilidade”.
Movendo-me entre cidades, países, culturas, continuo cada vez mais conectado ao mundo, ao espírito, à família e à vida.
Hoje estou em Islamabad, na semana que vem estarei em Dubai.
Apesar de toda esta movimentação, estou olhando cada vez mais para o meu eu interior, em busca de uma espiritualidade perdida muitos e muitos anos atrás.
Na primeiro semestre do ano desenvolvi o “DIGI.TO”, um serviço integrado ao Twitter.
Em seguida mudei de emprego, de cidade, de país. Sai de São Paulo e fui para Islamabad, no Paquistão. Sai da Seven e hoje trabalho para a UNICEF.
Durante todo o ano fiz várias viagens, dentro e fora do Paquistão, fui ao Nepal. Conheci pessoas de vários países e continentes, e tornei-me amigo de algumas delas.
Sofri e chorei de emoção, de tristeza, de saudades, e também com a perda de colegas devido a ataques suicidas. Vi muita coisa e gente ruim, gente desesperada, conformada e sem esperança.
Sorri, me diverti, conheci lugares novos e muitas pessoas alegres e interessantes (outra nem tanto).
Escrevi um livro (um ebook), publicado de graça na Internet em novembro, e com mais de 10 mil downloads até o agora. Trabalhei com meu filho mais velho na publicação e divulgação do livro. Está sendo uma bela realização.
Carreguei minha neta no colo, joguei bola com meu filho mais novo, contei-lhes estórias infantis, fui no aniversário de 90 anos de minha mãe. Isto me faz entender ainda mais importância da família.
Fui entrevistado por um jornal, viajei aos lugares mais altos do mundo, li Paulo Coelho em inglês, joguei muito tênis, fiz meditação, aprendi sobre tapetes, comidas e religião. Enfim, um ano intenso.
Passei os primeiros dias de 2010 numa ecovila na Bahia. Tomei banhos de mar e de rio, brinquei com minha neta e com meus filhos, fui vegetariano, fiz massagem, terapia neural, aulas de surfe e capoeira. Fiz leitura de aura. Vi o nascer da lua cheia no mar, tomei água de coco, senti o vento no rosto. Perdi-me no tempo e no espaço vendo a chuva caindo nos coqueiros. Uma semana intensa, espiritual e feliz.
Que a vida continue assim, dinâmica, interessante, cheia de descobertas e cada vez mais espiritual.

2009

2009 foi um ano diferente em vários sentidos.

Mais espiritual, mais reflexivo, cheios de dificuldades e emoções, mas também cheio de realizações, tanto profissionais quanto pessoais e espirituais.

Comecei 2009 com uma viagem a Machu Picchu, no Peru (leia a postagem “Relatos de viagem“) e comecei o primeiro dia de 2010 com uma viagem à Bahia.

Isto reflete bem o meu estilo de vida atual e dá significado e conteúdo ao nome deste blog: “Mobilidade”.

Movendo-me entre cidades, países, culturas, continuo cada vez mais conectado ao mundo, ao espírito, à família e à vida.

O DIA

Entrevista para o jornal O DIA - dezembro 2009

Hoje estou em Islamabad, na semana que vem estarei em Dubai.

Apesar de toda esta movimentação, estou olhando cada vez mais para o meu eu interior, em busca de uma espiritualidade perdida muitos e muitos anos atrás.

Na primeiro semestre do ano desenvolvi o “DIGI.TO“, um serviço integrado ao Twitter.

Em seguida mudei de emprego, de cidade, de país. Sai de São Paulo e fui para Islamabad, no Paquistão. Sai da Seven e hoje trabalho para a UNICEF.

Durante todo o ano fiz várias viagens, dentro e fora do Paquistão, fui ao Nepal. Conheci pessoas de vários países e continentes, e tornei-me amigo de algumas delas.

Sofri e chorei de emoção, de tristeza, de saudades, e também com a perda de colegas devido a ataques suicidas. Vi muita coisa e gente ruim, gente desesperada, conformada e sem esperança.

Sorri, me diverti, conheci lugares novos e muitas pessoas alegres e interessantes (outras nem tanto). Vi a esperança no sorriso das crianças e na bondade de muitos.

Escrevi um eBook – Web 2.0 – Erros e Acertos – Um guia prático para o seu projeto -, publicado de graça na Internet, em novembro, e com mais de 10 mil downloads até o agora. Trabalhei com meu filho mais velho na publicação e divulgação do livro. Está sendo uma bela realização.

Carreguei minha neta no colo, joguei bola com meu filho mais novo, contei-lhes estórias infantis, fui no aniversário de 90 anos de minha mãe. Isto me faz entender ainda mais importância da família.

Fui entrevistado por um jornal, viajei aos lugares mais altos do mundo, li Paulo Coelho em inglês, joguei muito tênis, fiz meditação, aprendi sobre tapetes, comidas e religião. Enfim, um ano intenso.

2010

Passei os primeiros dias de 2010 numa ecovila na Bahia. Tomei banhos de mar e de rio, brinquei com minha neta e com meus filhos, fui vegetariano, fiz massagem, terapia neural, aulas de surfe e capoeira. Fiz leitura de aura. Vi o nascer da lua cheia no mar, tomei água de coco, senti o vento no rosto. Perdi-me no tempo e no espaço vendo a chuva caindo nos coqueiros. Uma semana intensa, espiritual e feliz.

Ecovila - Bahia

Na ecovila - Bahia, janeiro de 2010

Que a vida continue assim, dinâmica, interessante, cheia de descobertas e cada vez mais espiritual.

Agradeço aos bloguerios que me ajudaram na divulgação do eBook, aos leitores do meu livro, aos novos e velhos amigos, à família e a Deus. Agradeço pela vida, pelos desafios, pelos encontros e desencontros.

Eid-al-Azha, ou a festa do sacrifício!

Sunday, November 29th, 2009
No Paquistão e nos países muçulmanos é feriado.
Começou na sexta-feira e termina na segunda-feira. Tudo está fechado, lojas, super-mercados, pouquíssimo trânsito nas ruas. Descobri que entre as poucas pessoas que estão trabalhando, a maioria é cristã. Islamabad está vazia.
Os muçulmanos celebram o Eid-al-Azha, ou a festa do sacrifício. É o festival que marca o fim do Hajj ou peregrinação a Meca. Marca a intenção profeta Ibrahim (Abrãao) de sacrificar o seu filho Ismail.
São sacrificados carneiros, bodes, bois e camelos que devem ser machos, adultos e saudáveis. Após o sacrifício a carne é distribuída por familiares, vizinhos e pobres.
Para o pessoal da ONU o feriado vai de sábado até terça-feira. Muita gente da ONU viajou para fora do país.
Encontrei alguns brasileiros que estão por aqui trabalhando para a ONU, o Marcelo e o Thomas. Eles ficam aqui até o fim de dezembro. Jantamos na minha casa na sexta-feria e depois fomos ao restaurante de uma brasileira, amiga do Marcelo. Foi ótimo, nos encontramos com os embaixadores o Brasil e da Argentina e também com o técnico da seleção de vôlei do Paquistão. Ele também é brasileiro e chegou faz poucos dias.
A Regina está no Paquistão faz 10 anos. De todos, depois dela, eu sou o que tem mais tempo aqui, 6 meses, e seis meses com muita saudade do Brasil.
Para nossa surpresa, apareceu uma delegação brasileira de uma empresa que estavam numa missão por aqui.
Depois de todo este tempo sem ver um brasileiro, encontro mais de uma dezena em uma mesma noite!

No Paquistão e nos países muçulmanos é feriado.

Começou na sexta-feira e termina na segunda-feira. Tudo está fechado, lojas, super-mercados, pouquíssimo trânsito nas ruas. Descobri que entre as poucas pessoas que estão trabalhando, a maioria é cristã. Islamabad está vazia.

Os muçulmanos celebram o Eid-al-Azha, ou a festa do sacrifício. É o festival que marca o fim do Hajj ou peregrinação a Meca. Marca a intenção profeta Ibrahim (Abrãao) de sacrificar o seu filho Ismail.

Eid-al-Azha

Eid-al-Azha

São sacrificados carneiros, bodes, bois e camelos que devem ser machos, adultos e saudáveis. Após o sacrifício a carne é distribuída por familiares, vizinhos e pobres.

Eid-al-Azha - Sacrifício

Eid-al-Azha - Sacrifício

Para o pessoal da ONU o feriado vai de sábado até terça-feira. Muita gente da ONU viajou para fora do país.

Encontrei alguns brasileiros que estão por aqui trabalhando para a ONU, o Marcelo e o Thomas. Eles ficam aqui até o fim de dezembro. Jantamos na minha casa na sexta-feira e depois fomos ao restaurante de uma brasileira, amiga do Marcelo. Foi ótimo, nos encontramos com os embaixadores do Brasil e da Argentina e também com o técnico da seleção de vôlei do Paquistão. Ele também é brasileiro e chegou faz poucos dias.

A Regina está no Paquistão faz 10 anos. De todos, depois dela, eu sou o que tem mais tempo aqui, seis meses, e seis meses com muita saudade do Brasil.

Para nossa surpresa, apareceu uma delegação brasileira de uma empresa que estava numa missão por aqui.

Depois de todo este tempo sem ver um brasileiro, encontro mais de uma dezena em uma mesma noite!

Eid-al-Azha

Eid-al-Azha

Fotos: Dawn – AFP – para ver mais fotos no site do Dawn… http://bind.to/EIK7o

Mamãe Faz Noventa Anos

Wednesday, October 21st, 2009

De volta ao Paquistão depois de duas semanas viajando pelo Brasil entre São Paulo e Minas Gerais.

Em Minas comemoramos os 90 anos de minha mãe. A festa foi em Itapecerica, centro-oeste mineiro. Uma linda e deliciosa cidade onde o temperatura estava excelente depois do extremo calor do verão em Islamabad. Encontros coma família e uma volta ao passado.

Ao trabalho

Agora, em Islamabad, preocupação com a segurança. Há poucos dias, quando ainda estava de férias no Brasil, aconteceu um ataque suicida no escritório da ONU-WFP (World Food Program). Uma das pessoas que morreu era minha conhecida.

O destino, se você acredita nele, foi bastante cruel. Botan também estava no hotel em Peshawar que sofreu um ataque logo que cheguei aqui, em junho.

Leia a minha postagem sobre o ataque suicida ao hotel aqui.

BOTAN AHMED ALI AL-HAYAWI (ICT Officer in Dubai)

BOTAN AHMED ALI AL-HAYAWI (ICT Officer in Dubai)

.
Após o ataque Botan me enviou um email contando que só não tinha morrido porque estava no banheiro na hora da explosão. Agora, o destino não o perdoou. Ele era Iraquiano, e estava aqui para uma missão de curta duração.

O suicida, vestido com uniforme militar, invadiu o escritório do WFP e se explodiu. Morreram cinco funcionários no ataque – veja o vídeo no site do WFP.

Ontem, foi um ataque semelhante na International Islamic University, também em Islamabad, onde morreram sete pessoas e trinta ficaram feridas.

Difícil entender os motivos…

O medo é generalizado e todos estão mais nervosos e sensíveis. A segurança por todo lado aumentou bastante, mas ninguém por aqui acredita que a situação vai ser resolvida tão cedo.

No Topo do Mundo

Tuesday, September 22nd, 2009
o Topo do Mundo
Com o fim do Ramadã, tivemos alguns dias de feriado.
Aproveitei a folga e, junto com alguns amigos, viajamos para Skardu, na região do Baltistan, norte do Paquistão.
Skardu é situado no Skardy Valley, na confluência de dois rios, Indus River e Shigar River.
Skardu é uma pequena cidade localizada a 2.500 metros de altura e cravada no meio de imensas montanhas. Os peicos ao redor chegam a até 8000 metros de altura.
é estonteante.
Partimos de Islambad e, em pouco menos de uma hora aterrisamos no aeroporto da cidade. A viagem já é uma coisa impressionante.
Em alguns momentos tem-se a impressão que estamos abaixo de alguns picos. Avistei o K2, o segundo pico mais alto do mundo, depois do Everest.
A temperatura estava excelente, variando de 27°C até 10°C, à noite.
Ficamos hospedados no Shigar Fort Residense, um lindo  e antigo palácio/forte de um Raja. O hotel, restaurado, tem mais de 400 anos de idade e é excelente.
Shigar Fort Residense foi nossa base para os passeios a pé e de 4X4 pela região.
Visitamos o Deosai National Park, fica num platô com 3.000 quilometros quadrados, e mais de 4.100 metros de altura, numa área totalmente preservada. O caminho é íngreme e sinuoso, a paisagem e a vista são deslumbrantes.
Visitamos os lagos, a imagem de Buda esculpida na pedra, do século VII. Almoçamos no hotel Shangri-la, fomos às compras onde praticamos a famosa arte da barganha.
Um dos pontos mais deliciosos foi uma vista a um amigo, que é piloto de helicóptero do exército. Ele é major e nos recebeu com extrema simpatia.
Visitamos os hangares, subimos nos helicópteros que são utilizados para resgate dos montanhistas e da população.
Passamos toda uma tarde ouvindo histórias de resgates audaciosos e perigosos.
Ele nos contou que cerca de vinte pessoas perdem a vida todos anos neste esporte. E que, muitas vezes, eles tem que escolher entre salvar uma pessoa e deixar outra moorer, por falta de condições climáticas e tempo.
Um frase ficou guardada na minha memoria. Ele me disse: “Tenho o melhor emprego do Paquistão”. Vive na base da aeronáutica coma mulher e dois filhos pequenos. Parece estar em paz com ele e com o mundo.

Com o fim do Ramadã, tivemos alguns dias de feriado.

Aproveitei a folga e, junto com alguns amigos, viajamos para Skardu, na região do Baltistan, norte do Paquistão.

A cidade é situada no Skardu Valley, na confluência do Indus River e do Shigar River.

Skardu é uma pequena cidade localizada a 2.500 metros de altura e cravada no meio de imensas montanhas. Os picos ao redor chegam até 8.000 metros de altura. É estonteante.

Voando para Skardu

Voando para Skardu

Partimos de Islambad e, em pouco menos de uma hora, aterrisamos no aeroporto da cidade. A viagem já é uma coisa impressionante.

Durante o vôo, em em alguns momentos, tem-se a impressão que estamos abaixo de alguns picos. Avistei o K2, o segundo pico mais alto do mundo, perde apenas para o Everest.

A temperatura estava excelente, variando de 27°C até 10°C, à noite.

A Chegada no Aeroporto

A Chegada no Aeroporto

Ficamos hospedados no Shigar Fort Residense, um lindo  e antigo palácio/forte de um antigo Raja. O hotel, restaurado, tem mais de 400 anos de idade e é excelente, com uma boa comida paquistanesa no menu.

Shigar Fort Residense foi nossa base para os passeios a pé e de 4X4 pela região.

O Excelente Hotel

O Excelente Hotel

O Platô a 4.100m de Altura

O Platô a 4.100m de Altura

Visitamos o Deosai National Park, fica num platô com 3.000 quilometros quadrados e mais de 4.100 metros de altura, numa área totalmente preservada. O caminho é íngreme e sinuoso, a paisagem e a vista são deslumbrantes.

Paulo no Deosai National Park

Paulo no Deosai National Park

A Marmota Dourada no Parque

A Marmota Dourada no Parque

O Pastor de Ovelhas

O Pastor de Ovelhas

Visitamos os lagos, a imagem de Buda esculpida na pedra, do século VII. Almoçamos no hotel Shangri-la, fomos às compras onde praticamos a famosa arte da barganha.

No Caminho para o Parque

No Caminho para o Parque

Um dos pontos mais deliciosos foi uma vista a um amigo, que é major, piloto de helicóptero do exército. E nos recebeu com extrema simpatia.

Visitamos os hangares, subimos nos helicópteros que são utilizados para resgate dos montanhistas e da população.

Passamos toda uma tarde ouvindo histórias de resgates audaciosos e perigosos.

O Helicóptero de Resgates Russo, M171

O Helicóptero de Resgates Russo, M171

Paulo no Comando do M171

Paulo no Comando do M171

Ele nos contou que cerca de vinte pessoas perdem a vida todos anos neste esporte. Disse que, muitas vezes, tem que escolher entre salvar uma pessoa e deixar outra moorer, por falta de condições climáticas e tempo.

Um frase ficou guardada na minha memoria. Ele me disse: “Tenho o melhor emprego do Paquistão”. Vive na base da aeronáutica coma mulher e dois filhos pequenos. Parece estar em paz com ele e com o mundo.

Uma viagem ao topo do mundo, inesquecível.

Ponte Sobre o Rio

Ponte Sobre o Rio

Paisagens Deslumbrantes

Paisagens Deslumbrantes

Crianças no Caminho

Crianças da Região

Mais Pontes na Caminhada

Mais Uma Ponte Durante a Caminhada

Difícil Travessia

Difícil Travessia

Fotos: Paulo Siqueira

Ramazan Mubarak

Sunday, September 13th, 2009
Lua Cheia

Ramadã e o Ciclo Lunar

Ramadan, Ramazan, ou Ramadã é o nono mês do calendário islâmico. É o mês durante o qual os muçulmanos praticam o jejum. O Ramadã, aqui no Paquistão, começou em 22 de agosto, e deve terminar depois de 30 dias.

É a segunda vez que estou vivendo em país um muçulmano durante o mês do Ramadã. È sempre uma experiência interessante.

Durante este período, para evitar constrangimentos, alimento-me em casa.

A primeira vez tive contato direto com o Ramadã foi na Palestina, quando trabalhei para a ONU. Vivia e trabalhava em Ramallah, na Cisjordânia.

O Ramadã está sempre relacionado com o ciclo lunar, o início do Ramadã coincide com  com a aparição da lua. È sempre um acontecimento importante para todos por aqui, e noticiado pelas mesquitas, imprensa, rádios e TV. A jornada de trabalho é menor.

O jejum é observado durante todo o mês, do amanhecer  ao anoitecer. Além da comida, bebida, inclusive água, as relações sexuais também não são permitidas. As refeições mais importantes passam a ser o Sehri, que é a refeição da manhã e o Iftar, no final do dia.

É impressionante quando, circulando de carro pela cidade, durante o horário do Iftar, não se vê viva alma nas ruas. Tudo deserto.

Além do jejum, existe todo um processo de reflexão espiritual, reunir a família e amigos numa celebração de fé, caridade, alegria e compromisso em ajudar o próximo aos pobres.

Vi várias vezes, carros parando nas ruas e oferecendo comida para os guardas nos postos de segurança (check-points).

O Ramadã termina com o Eid ul Fitr, que é a refeição do fim do jejum. Ocorre quando a lua nova é vista no céu.

Tudo isto acontece num país em guerra. Nem sempre o lado bom e sagrado prevalecem – é uma pena!

Na próxima postagem vou comentar sobre o onze de setembro e o significado desta data no Paquistão.

“Ramazan mubarak”
Ramadan, Ramazan, ou Ramadã é o nono mês do calendário islâmico. É o mês durante o qual os muçulmanos praticam o jejum. O Ramadã, aqui no Paquistão, começou em 22 de agosto, e deve terminar depois de 30 dias.
É a segunda vez que estou vivendo em país um muçulmano durante o mês do Ramadã. È sempre uma experiência interessante.
Durante este período, para evitar constrangimentos, alimento-me em casa.
A primeira vez tive contato direto com o Ramadã foi na Palestina, quando trabalhei para a ONU. Vivia e trabalhava em Ramallah, na Cisjordânia.
O Ramadã está sempre relacionado com o ciclo lunar, o início do Ramadã coincide com  com a aparição da lua. È sempre um acontecimento importante para todos por aqui, e noticiado pelas mesquitas, imprensa, rádios e TV. A jornada de trabalho é menor.
O jejum é observado durante todo o mês, do amanhecer  ao anoitecer. Além da comida, bebida, inclusive água, as relações sexuais também não são permitidas.
As refeições mais importantes passam a ser o Sehri, que é a refeição da manhã e o Iftar, no final do dia.
É impressionante quando, circulando de carro pela cidade, durante o horário do Iftar, não se vê viva alma nas ruas. Tudo deserto.
Além do jejum, existe todo um processo de reflexão espiritual, reunir a família e amigos numa celebração de fé, caridade, alegria e compromisso em ajudar o próximo o aos pobres.
Vi várias vezes, carros parando nas ruas e oferecendo comida para os guardas nos postos de segurança (check-points).
O Ramadã termina com o Eid ul Fitr, que é o banquete do fim do jejum. Ocorre quando a lua nova é vista no céu.
Tudo isto acontece num país me guerra. Nem sempre o sagrado prevalece – é uma pena!

Na

próxima postagem vou falar sobre o onze de setembro e o significado desta data no Paquistão.

Música e Cultura, extraordinário Paquistão

Saturday, August 22nd, 2009
Saieen Zahoor

Saieen Zahoor

Sempre ligo o rádio quando estou dirigindo pelas ruas de Islamabad. Busco por músicas que fazem a trilha sonora do meu caminho.

Certo dia, pela manhã, no caminho do trabalho, escutei uma música bem interessante, era cantada em Urdú, mas com um rítimo e uma batida moderna que me cativou instantaneamente.

Alguns dias depois, zapiando a TV a cabo, escuto a mesma música. Era de uma transmissão de um show gravado em estúdio e patrocinado pela Coca-Cola.

O endereço site da gravação do show na Internet é http://www.cokestudio.com.pk/ . No site é possível fazer o download dos vídeos e também das músicas em formato MP3. Tudo muito profissional.

São cinco episódios divididos em cinco temas: individualidade, harmonia, igualdade, espírito e unidade.

As apresentações incorporam a fusão musical de elementos e influências diversas, desde a tradicional música oriental, a moderna música ocidental, a música regional e a influência religiosa.

É imperdível! Para todos os que gostam de música, e para aqueles que querem conhecer mais sobre a cultura do Paquistão, é uma viagem maravilhosa.

Atif Aslam

Atif Aslam

Zebunnisa Bangash and Haniya Aslam

Zebunnisa Bangash e Haniya Aslam

Todos os artistas:
Rohail Hyatt, Ali Zafar, Arieb Azhar, Atif Aslam, Javed Bashir, JoSH, Noori, Riaz Ali Khan, Saieen Zahoor, Shafqat Amanat Ali Khan, Strings, Zeb & Haniya, Assad Ahmed, Babar Khanna, Jaffer Zaidi, Javed Iqbal, Kamran ‘Mannu’ Zafar, Louis ‘Gumby’ Pinto, Natasha De Sousa, Omran ‘Momo’ Shafique, Saba Shabbir, Sikander, Waris Baloo, Zulfiq ‘Shazee’ Ahmed Khan, Baqir Abbas, Gurpreet Chana, Gul Mohammad, Rakae Jamil e Saddiq Sameer.

Fotos do site http://www.cokestudio.com.pk/

Independência

Friday, August 14th, 2009
Independence Day of Pakistan

Independence Day of Pakistan

Hoje é o dia da independência do Paquistão. É feriado e não trabalho. Ontem o clima já era de festa. Nas ruas, nos carros, nas casas e nos prédios públicos só se viam as bandeiras verdes, estavam por todo lado. À noite, os prédios e casas estavam enfeitados com luzes.
No escritório o clima era o mesmo. Alguma coisa como a véspera de ano novo no Brasil. O trabalho, apesar das emergências e problemas, ficou em segundo plano. Ganhei um broche com a bandeira do Paquistão e um xale para usar ao redor do pescoço. Ao utilizá-los percebi como os paquistaneses ficaram felizes e mais amigos.
Empatia imediata.
No final do dia promovemos uma festa de celebração. Discursos e apresentações espontâneas de canto e dança.
Nestes momentos ainda sinto esperança que o mundo pode ser melhor e cultivo a ilusão que o ser humano pode viver em paz.

Em Kathmandu, Nepal, para um Workshop sobre Plano de Continuidade de Negócios

Sunday, August 9th, 2009

Business Continuity Plan – BCP – ou em português, Plano de Continuidade de Negócios. Segundo a Wikipédia é o “desenvolvimento preventivo de um conjunto de estratégias e planos de ação de maneira a garantir que os serviços essenciais sejam devidamente identificados e preservados após a ocorrência de um desastre”. O tema tem tudo a ver com o meu trabalho de Gerente de TI, para a UNICEF, no Paquistão, onde vivemos em uma situação de emergência permanente.

Em junho deste ano, participei, por dois dias, em um Workshop em Kathmandu,sobre Plano de Continuidade de Negócios. Particiapram pessoas de TI e Operações de diversos países da região, como Índia, Butão, Afeganistão, Paquistão, Nepal, Sri Lanka e Ilhas Maldivas.

Templo budista Boudnath

Templo Budista Boudnath

Mandala - Cooperativa no templo budista Boudnath

Desenhando a Mandala - Cooperativa no templo Budista Boudnath

Templo budista Boudnath

Templo Budista Boudnath

Tudo muito interessante, e para mim, novo na organização, uma grande oportunidade de aumentar o networking, aprender e interagir com meus colegas. Como sempre faço, quando viajo a trabalho, vou dar uma volta na cidade, ver os aspectos culturais, apreciar a comida e os costumes locais. E também comprar lembranças e presentes para a família.

Templo dos Macacos

Templo dos Macacos

O Templo dos Macacos

O Templo dos Macacos

Simplesmente amei Kathimandu. Cheguei um dia antes, vindo de Karachi no Paquistão. Aproveitei a tarde livre e fui à luta. Aluguei um táxi no hotel e fui rodar pela caótica e linda cidade. Entre outros lugares visitei o Monkey Temple (Swayambunath Stupa), o templo hindu Pashupatinath e o templo budista Boudnath, que fica no meio do bairro budista da capital.

Cremação no Templo hindu Pashupatinath

Cremação no Templo Hindu Pashupatinath

Cremação no Templo hindu Pashupatinath

Cremação no Templo Hindu Pashupatinath

Pashupatinath é um impressionante templo hindu. Fica às margens do Rio Bagmati, local de cremações no Nepal. Fiquei muito, mas muito impressionado. Tem lugar para cremações de pobres e de ricos. Os ricos são queimados em madeira de sândalo. Quando cheguei aconteciam seis cremações simultâneas. Além das pessoas, macacos soltos vivem ao redor dos templos. Uma variedade de tipos vivem e sobrevicem do templo, são guias, monges, turistas, macacos, funcionários e nem sei mais o que. Tudo combina com o que é Kathmandu.

O cheiro do lugar de cremações é de churrasco queimado. Um indiano, amigo do meu filho, que esteve num Fórum Social em Porto Alegre, quando sentiu o cheiro dos famosos churrasquinhos que se vendem nas ruas comentou que é o mesmo cheiro dos templos de cremações da Índia. É um bom argumento para se virar vegetariano. Sou obrigado a concordar.

Personagem no Templo

Personagem no Templo

Paulo no Templo

Paulo no Templo

Personagem das Ruas

Personagem das Ruas

Personagem das Ruas

Personagem das Ruas

À noite, não faltou um jantar típico com danças nepalesas em um restaurante local. O táxi, como sempre, me esperando na porta. Tudo muito barato e lindo.

O Workshop foi nota dez…

No Parque

No Parque

AMimento

Alimento nas ruas de Kathmandu