Hoje resolvi conhecer Abu Dhabi.
Trabalhei um pouco pela manhã de depois resolvi pegar a estrada.
Esta semana aluguei um carro por um mês, e que está me saindo 18 dólares por dia.
Achei o preço bom e pelo menos está me dando tranquilidade e liberdade em Dubai.
Não dependo mais do transporte público, das caronas dos amigos e estou ganhando mais tempo para mim mesmo.
A primeira tarefa para a viagem foi colocar gasolina no carro. Perdi umas duas horas rodando pelas ruas de Dubai procurando um posto para abastecer.
Rodei até não poder mais, e cada vez que avistava um posto, ele estava do outro lado da avenida.
As ruas e avenidas de Dubai não são lineares, e o caminho mais curto normalmente é uma longa volta por uma direção oposta a que você pensa ser a correta.
Não existe um caminho direto, não importa que seja nas estradas, nas ruas, nos viadutos, nos shoppings.
Acho que estou começando a entender a cultura local. Eles pensam como escrevem, e escrevem como planejam, a caligrafia árabe é bem rebuscada e cheia de voltas.
Finalmente achei um posto, enchi o tanque, o que me custou mais ou menos 25 reais.
Animado, coloquei um CD e acelerei o carro a 120 km/h pela Sheikh Zayed Road em direção a Abu Dhabi, onde cheguei uma hora mais tarde, depois de ter rodado uns 120 quilometros.
Minha primeira parada foi na Mesquita Sheikh Zayed, um impressionante e majestoso edifício na entrada de Abu Dhabi. Passei um bom tempo visitando a mesquita, tirando fotos e também orando pela paz e pelo entendimentos entre os povos.
De lá segui até Corniche, com suas belas praias e prédios luxuosos. Parei para visitar a “Heritage Village”, onde existe um sítio arqueológico e um museu histórico. Achei tudo bem decadente e desiteressante. Em companhia de vários turistas russos e do leste europeu, almocei num restaurate lá mesmo, um “self-service” com o preço condizente com a qualidade.O almoço, com direito a refrigerante custou 30 reais.
Como já estava ficando tarde peguei o caminho de volta, tomando o cuidado de sair da frente das ferraris, porches, mercedes que passaam por a mim a mais de 180 km/h.
Fotos: Paulo Siqueira

















