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Cabo Verde, na rota do descobrimento

Sunday, January 1st, 2012

Visual de janela de onde trabalhei

Visual de janela de onde trabalhei

Depois de várias horas viajando de São Tomé para Cabo Verde, num voo não muito confortável da TAAG (Linhas Aéreas de Angola), foi uma agradável chegada. A cidade de Praia é bem cuidada,  e percebe-se logo a diferença em relação à outros países africanos em que estive.

O clima estava bom. Tomei um táxi para o meu hotel. O preço foi de dez euros – que equivale à, mais ou menos, mil escudos, a moeda local. O troco foi em escudos, e quando fiz as contas, percebi que recebi de troco apenas a metade do esperado, e o táxi já ia longe.

Praia - Cabo Verde

No Plateau, Praia - Cabo Verde

Cheguei domingo à noite, na segunda-feira, de manhã, já estava no trabalho. Tem sido assim até hoje, mais de duas semanas depois.

Aos poucos fui conhecendo a cidade, me localizando, fui ao bairro “Plateau”, numa agência da TACV, Transportes Aéreos de Cabo Verde, para, finalmente comprar minha passagem de volta ao Brasil. O Plateau é um bairro histórico onde existem várias construções antigas e coloniais.

No domingo, no único dia livre que tive, visitei a Cidade Velha, que fica a poucos quilômetros de Praia. A Cidade Velha é considerada pela UNESCO como o  Patrimônio Mundial da Humanidade.

Cidade Velha - Cabo Verde

Cidade Velha - Cabo Verde

Vale a visita, é primeira cidade construída pelos europeus nos trópicos e primeira capital do arquipélago de Cabo Verde. Passaram por lá os navegadores, Cristovão Colombo, Vasco de Gama e Pedro Álvares Cabral. Como triste lembrança, fica a lembrança do tráfico de escravos que foi responsável pelo desenvolvimento inicial de Cabo Verde. O Forte Real de São Felipe, que foi construído em 1590 para defender a cidades dos ataques dos piratas, dos franceses e ingleses, é uma parada obrigatória.

Fortaleza na Cidade Velha

Fortaleza na Cidade Velha

Fortaleza na Cidade Velha

Fortaleza na Cidade Velha

Fortaleza na Cidade Velha

Fortaleza na Cidade Velha

Cidade Velha

Cidade Velha - Câmara Municipal

Cidade Velha

Cidade Velha

Na área de comidas típicas fica registrado a Cachupa, de carne ou do peixe, é feita com feijão, milho e legumes cozidos; acompanha a banana cozida.

No mais, além da simpatia das pessoas, é só trabalho e mais trabalho.

Hoje vou embora. Amanhã, na hora do almoço, se tudo der certo, estarei em casa.

Foram dois meses de trabalho que me levaram por seis países, em quatro continentes. Viagem que significou, praticamente, uma volta ao mundo. Não foi fácil.

Como despedida da cidade da Praia, fui almoçar, quase por acaso, no restaurante Ipanema. Sentei-me na varanda, e olhando o mar, fiz uma retrospectiva da minha viagem e do meu trabalho.

Ontem, sábado, morreu, aos setenta anos de idade,  a “Diva dos pés descalços”, a cantora e símbolo nacional, Cesária Évora.

Ontem, também, ao despedir-me dos colegas cabo-verdianos, no seminário sobre registro eleitoral, recebi uma inesperada, linda e singela homenagem. Cantaram para mim uma música da “Diva”  que fala de saudade.  Fiquei emocionado.

No restaurante, pedi uma lagosta rosa, que além de um bom preço, estava excelente. Celebrei assim, com certo estilo, mas solitário, o fim de um ano muito difícil.

Semelhanças com o Brasil

Semelhanças com o Brasil

A Igreja

A igreja

Presença do Brasil

Presença do Brasil

Rua de Banana, a rua mais velha de Cabo Verde

Rua de Banana, a rua mais velha de Cabo Verde

Rua de Banana, a rua mais velha de Cabo Verde

Rua de Banana, a rua mais velha de Cabo Verde

Pelourinho

Pelourinho, símbolo de dominação

Texto e Fotos: Paulo Siqueira

São Tomé e Príncipe

Thursday, December 15th, 2011

Depois de quase duas semanas em São Tomé, tomei vergonha na cara e resolvi registrar minhas primeiras impressões sobre este pequeno país. Acho que entrei no clima tropical, no ritmo lento, vida mansa e feliz de STF. Foi assim que fui adiando o inadiável.

Logo ao chegar, já no aeroporto, tive a felicidade de encontrar com amigos com quem trabalhei no Timor-Leste, quase dez anos atrás. Feliz coincidência que me permitiu conhecer melhor São Tomé.

Roça, ao longe, o hospital

Roça, ao longe, o hospital

Jovens da roça

Jovens da roça

Já no fim de semana, visitamos o norte da ilha, onde conhecei as suas famosas “roças”, imensas plantações de cacau do tempo colonial. Hoje, estão praticamente abandonadas. Cada roça tinha um imensa infraestrutura, com casas, hospital, iluminação, estradas, etc.

As construções parecem muito com as das antigas fazendas de café do interior de São Paulo. O litoral é lindo, e o lado norte da ilha, mais montanhoso, lembra o litoral norte de São Paulo ou Rio de Janeiro, quando a estrada estreita, de uma lado,  segue próxima ao mar e do outro, a estrada segue as altas e verdes elevações da serra do mar.

Vegetação luxuriante, alta umidade, muito calor, um brisa quase que constante, assim é a geografia aqui. Os pássaros estão por todo lado, coloridos, amarelos, verdes, vermelhos, azuis, pequenos, grandes, só isto já vale o passeio.

Canoas

Resultado da pesca em direção ao mercado

Canoas

Canoas

Preservando

Preservando

Nascimento

Nascimento

Cuidando...

Cuidando...

O responsável

Alegria

Andar pelas ruas durante o dia é quase impossível. Já pela manhã, ou no fim da tarde, uma caminhada pela avenida que beira o oceano, observando os corajosos pescadores, em seus pequenos barcos com velas brancas, os estudantes com seus uniformes brincado nas ruas, é uma experiência das mais agradáveis.

A comida, com sabor totalmente português, me faz sentir em casa.  Não achei a comida barata, cada refeição pode custar entre sete e vinte euros.

A moeda se chama dobra, e um euro equivale a 24.000 dobras.

Aprendi um pouco sobre a vida aqui, sobre os sofrimentos de um povo colonizado e explorado, de uma população escrava, as doenças, a malária, hoje, felizmente, quase erradicada.

O interessante foi saber que, assim como Cabo verde,  a população não é nativa. A maioria da população e oriunda continente africano. Não existe uma população realmente nativa. Alguns dizem que sim, mas que foi totalmente exterminada.

Aproveitei os fins de semana para fazer alguns mergulhos, a temperatura da água é excelente, a visibilidade também, com boa variedade de peixes e corais. Para quem gosta de mergulho vale de a pena.  O custo, incluindo a saída de barco, para dois mergulhos e equipamento completo, foi de 60 euros.

Estou hospedado no Hotel Miramar, do grupo Pestana. A diária custa 75 euros. O hotel é confortável, o pessoal de atendimento é muito simpático. Um bem cuidado jardim e uma imensa piscina completam o cenário tropical. A Internet no hotel, apesar de lenta, é gratuita. Aguarda-se para fins de 2012, a finalização da instalação do cabo submarino de fibra ótica para o acesso à Internet em alta velocidade, e quem sabe, com preços baixos.

Outro excelente passeio foi ao Parque Natural d’Ôbo, onde fizemos uma boa caminhada. Na volta paramos para visitar o Jardim Botânico que é a porta de entrada para Parque. Mais uma oportunidade ver as muitas plantas que também encontramos no Brasil, e de muitas outras que só existem em São Tomé.

Já tenho boas lembranças de São Tomé e Príncipe, mais uma país que vou guardar com muito carinho no meu coração.

Agora e ver Cabo Verde, para onde viajo em poucos dias.

Preservando

Mais canoas

Preservando

Lavadeiras

Preservando

Brincando

Preservando

Nas ruas

Preservando

Palácio Presidencial

Preservando

Navegando

Preservando

Futebol

Preservando

Mergulho na ilhota

A Fortaleza, hoje, Museu

Museu e forte

Vigiando o mar

Nas ruas

Cerveja na cabeça

Preservando

Parque Natural

Preservando

Longa caminhada

Preservando

Cuidando dos espíritos

Preservando

Flores

Preservando

Cascata

Preservando

Nas ruas

Preservando

Viagem para as ilhas

Fotos: Paulo Siqueira

Lisboa – compras, comida, museu

Thursday, November 17th, 2011

É a quinta vez que venho à Lisboa, só neste ano. Infelizmente, sempre na correria, de passagem. Mas desta vez foi diferente. Aguardando meu voo para São Tomé e Príncipe, tive tempo de sair um pouco e passear.

Restaurante "Os Tibetanos", comida vegetariana

Restaurante Os Tibetanos, comida vegetariana

Por indicação de uma amiga , conheci o restaurante “Os Tibetanos”. Para que gosta de comida vegetariana é uma excelente opção, com preços corretos. O restaurante é muito aconchegante, o serviço simpático, e a comida, muito boa.
Fica situado na Rua do Salitre, 117. Com acesso fácil de metro pela linhas amarela ou azul.

Boa comida e bons preços

Boa comida e bons preços

Por coincidência, perto do hotel onde me hospedei, fica o Museu da Cidade. Com acesso pelo metro, estação Campo Grande.
Fui ver a exposição “Frida Kahlo – As Suas Fotografias”. Gostei bastante, mas sempre fico meio arrepiado com suas obras. Tenho uma sensação meio lúgubre. Enfim, valeu a pena, e o museu, é lindo. A exposiçãoo vai até 29 de janeiro de 2012.

Museu da Cidade

Museu da Cidade

Exposição de fotografias Frida Kahlo

Exposição de fotografias Frida Kahlo

O museu é lindo

O museu é lindo

Dia perfeito para um passeio ao Museu

Dia perfeito para um passeio ao Museu

Por último, na área de compras, fui até a loja “Cristina Siopa” – http://www.cristinasiopa.pt/ , na Rua Tomás Ribeiro, 54-B. Também com acesso fácil pela linha amarela do metro. É uma livraria antroposófica e uma loja de brinquedos e jogos, com material Waldorf. A loja tem muitas opções, com preços muitos melhores do que os encontrados no Brasil. Se passar por Lisboa, aproveite.

Como o que é bom dura pouco, hoje a noite parto, à trabalho, para mais uma viagem.

Fotos: Paulo Siqueira

No Chifre da África e no Outro Lado do Mundo

Sunday, November 6th, 2011
Capa do Livro - Somaliland

Capa do livro sobre a Somaliland

Faz tempo que não publico no meu blog. Um pouco de preguiça, um pouco for falta de tempo, um pouco para refletir sobre a vida.

Depois da minha última viagem à África, voltei para casa em Florianópolis, onde fiquei por três semanas. Logo depois parti novamente para o continente africano. Desta vez para a Somália, ou melhor, a Somaliland, no chifre da África.

Por problemas de acesso à Internet e por falta de recursos, não publiquei nada durante a viagem. Mas escrevi bastante sobre a minha experiência lá, o que acabou resultando num livro que quero publicar quando puder. Gostei muito deste trabalho e fiz dezenas de fotos que estão bem interessantes. Novamente em Florianópolis, mal tive tempo de ver a família, parti em nova missão.

Timor-Leste, quase dez anos depois

Chove bastante. É um temporal.

É a época de chuvas no Timor Leste. Despois de vários dias de sol, a chuva despencou sobre Díli. Quem sabe o calor diminui.

Fotos do Timor-Leste 2003-5

Fotos do Timor-Leste tiradas entre 2003 e 2005

Faz quase dez anos que cheguei aqui pela primeira vez. Fiquei por quase três anos. Desenvolvi um admiração especial por esta terra, por este povo. Foi bom ter voltado. Percebe-se que o país está melhorando, as coisas estão um pouco mais organizadas. A missão da ONU é grande, bem maior agora do que quando estive por aqui. Carros com o logotipo da “UN“ estão por toda parte.

Como sou mais compassivo, percebo a tensão no ar. A maioria das pessoas que estão à minha volta, internacionais, não sentem o que eu sinto. Voltei ao lugar onde trabalhei e percebi os timorenses mais tristes, mais tensos, mais nervosos, quase que infelizes.

Vim com grande expectativa, mas agora, depois de duas semanas, percebo que quase nada posso fazer. Ouvi o conselho de um jovem amigo, com quem trabalhei em 2003 – “Faça o seu trabalho e vá embora, não se envolva, é o melhor a fazer”. Palavras sabias, tenho que admitir no meu íntimo. Seja profissional, mantenha distância e a sanidade.

Fiquei realmente alegre de ver novamente a cidade, mudanças são percebidas já no aeroporto. Pelo caminho, até o hotel, novas construções; os táxis agora, são todos amarelos, ainda que muitos deles mal estejam em condições de trafegar. O cheiro do cigarro indonésio paira no ar e me remete às sensações do passado. As praias continuam lindas.

Aproveitei o fim de semana e fui mergulhar no lindo mar de águas azuis e transparentes. Corais e peixes multicoloridos estão por todo lado. Foi aqui que fiz meus cursos de mergulho e assim, aventurei-me pelas profundezas do mar do Timor.

Encontrei amigos, caminhei pelas ruas debaixo de uma calor imenso, comi a comida com misturas portuguesas e indonésias. É época de mangas e não perdi a oportunidade. Foi bom voltar.

Fotos: Paulo Siqueira

África, Zambézia, Sofala e comida típica

Sunday, July 31st, 2011
Trabalho pesado

Trabalho pesado

Tenha trabalhado bastante. Nos últimos dias, cumpri uma agenda de viagens que me fez cruzar os céus de Moçambique várias vezes. Sai num belo domingo de céu azul,  pela manhã. Fui de Maputo à Beira, na Província de Sofala, por avião, um modelo Embraer, creio o EMB 120, o qual achei muito confortável.
Orgulho

Orgulho Moçambicano

De Beira, fui ao ao Distrtito de Bózi, numa viagem de mais de 130Km de carro, boa parte feita em uma estrada de terra. Voltei no mesmo dia. De Beira voltei a Maputo para, no dia seguinte, voar para Tete e Quelimane, no Distrito de Zambézia. Zambézia é conhecido com pequeno Brasil. Não consegui descobrir o motivo. Talvez por ter uma clima agradável e lugar de gente simpática. Finalmente regressei a Maputo, numa fria madrugada de sábado, depois de uma semana bem agitada.
Distrito
No interior da Província de Sofala
Crianças brincando

Crianças brincando

Catedral

Antiga Catedral em Beira, aqui chegou Vasco da Gama

Nova Catedral

A nova catedral de Beira

Sal

Sal à venda na rua

Tive a oportunidade ver paisagens maravilhosas, sobrevoar o Rio Zambese, um nome que me remete às lembranças da infância e às histórias de aventuras e caçadas.
Entre atrasos, esperas intermináveis, cancelamentos de voos, noites mal-dormidas, e algum medo e sustos provocado pela desconfiança dos aviões, apreciei a boa hospitalidade Moçambicana, sua cultura e, deliciosamente, para o meu imenso prazer, a culinária típica local.
caranguejos
Os deliciosos caranguejos
Mucapata

A famosa Mucapata

Com sabor africano, experimentei, entre outros pratos, a Mucapata, feito de arroz, feijão soroco e coco; lagostas, camarões e peixes grelhados, com o vermelho, o serra e a garoupinha; os deleiciosos caranguejos; e também a famosa e tradicional galinha à zambeziana.
Tenho que reconher que o meu trabalho, às vezes, me encanta!
Bicleta Taxi
Em Beira, a bicileta Taxi, transporte barato e popular
Bicleta Taxi

Bicleta Taxi, transporte popular em Beira

Fotos: Paulo Siqueira

Destino Maputo – Moçambique – África

Saturday, July 2nd, 2011
Maputo

Maputo

Vou trabalhar em Maputo por 45 dias. Cheguei faz uma semana e, depois de dias complicados no trabalho, resolvi passear um pouco. Sem informações turísticas, resolvi perguntar na recepção do hotel. Muitos simpáticos, falaram de algumas empresas e disseram que me entregariam no quarto os nomes e os telefones das operadoras de turismo. Nunca recebi nada. Já estou me acostumando com a maneira Moçambicana de ser. Felizmente eu achei um folheto na recepção da Dudongo Viagens. Perguntei sobre eles à recepcionista e ela disse nunca tinha ouvido falar.

Paulo na Fortaleza de Maputo

Paulo na Fortaleza de Maputo

Sem opções, telefonei para a Dudongo, uma voz com sotaque espanhol atendeu o telefone. Informei-me sobre os preços e passeios e decidi por fazer um “tour” de meio dia, em Maputo mesmo. O preço foi de 40 dólares. Resolvi arriscar.
Hoje, sábado, pela manhã, às nove horas o Senhor José, um simpático espanhol, estava à minha espera na recepção do hotel.
Fizemos várias paradas por Maputo, conversamos bastante. Como ela mora em Moçambique há vários anos, casado com uma moçambicana, foi uma boa fonte de informações, com uma visão européia, sobre como funcionam (ou não funcionam) as coisas por aqui. Entre outras atividades, ele trabalha enviando artesanato local para a Espanha. Segundo ele, com a crise. O negócio está meio parado.
Fomos à três mercados diferentes de venda de artesanato e explicou-me sobre como funciona o negócio.

Artesanato

Artesanato

ARtesanato

Artesanato

artesanato

Artesanato

Fomos ao Mercado Central, à Fortaleza de Maputo, à Casa de Ferro, esta construída pelo mesmo arquiteto que fez a Torre Eiffel, de Paris. Segundo o “Seu Zé”, a casa de ferro foi um projeto fracassado devido ao calor moçambicano. Incompatibilidade climática total. Li na internet que ele nunca veio a Moçambique (à confirmar). Fomos ver também a Estação C.E.F (de trens), outra obra de Eiffel – este sim um belo projeto.

Casa de Ferro - desenhada por Gustav Eiffel

Casa de Ferro - desenhada por Gustav Eiffel

Estação Ferroviária - desenhada por Gustav Eiffel

Estação Ferroviária - desenhada por Gustav Eiffel

Passeamos pela cidade, fomos até a Costa do Sol, ao Mercado de Peixes, onde o quilo da lagosta custa 450 medicais (15 dólares) . O quilo do camarão grande sai por 200-300 medicais. No fundo do mercado existem vários restaurantes. Você vai ao mercado, escolhe o que quer comer, fresco, e eles preparam na hora, em um dos restaurantes, por apenas 60 medicais. Tudo isto depende, sempre de negociações.

Crianças na Praia - Costa do Sol

Crianças na Praia - Costa do Sol

Barcos - Costa do Sol

Barcos - Costa do Sol

Barcos

Barcos - Costa do Sol

Fomos também ao Museu de História Natural, onde excursões escolares despejavam as crianças para as visitas.
A manhã terminou com uma almoço num restaurante. Novos passeios já estão planejados com o Sr. José. Uma boa descoberta em Maputo.

Crianças

Crianças em passeio da Escola

Fotos: Paulo Siqueira

Ida e volta, São Paulo-Bissau-São Paulo

Wednesday, May 25th, 2011

Já faz algum tempo que não escrevo, um pouco por preguiça, um pouco por não ter o que dizer.

Depois de Bissau, voltei para casa, em São Paulo, passando novamente por Lisboa. Nem bem cheguei, fui para Florianópolis,  onde tenho a minha segunda casa, e fiquei por lá alguns dias. Aproveitei este tempo para pensar nos próximos projetos, não só os pessoais, mas também os profissionais, planejar o que fazer e o que priorizar.

Digito para Android

De volta à São Paulo, trabalhei num protótipo comercial de um sistema de informação para a Internet. Desenvolvi também um projeto web para a UNDP em Nova Iorque – Cooperação Sul-Sul. Aproveitando o meu tempo livre, desenvolvi uma versão do Digito (http://digi.to) para o sistema Android. Ele está disponível gratuitamente no Android Market e na SHOP4APPS da Motorola.

Mais viagens
Há duas semanas, fui convidado, pelo PNUD, para participar de um Workshop sobre Registro Eleitoral na Guiné-Bissau. Fui preparando minhas apresentações enquanto viajava, uma vez que tudo foi feito em cima da hora. Sai de São Paulo no sábado pela manhã, passei pelo Rio de Janeiro, mais um dia em Lisboa, até chegar em Bissau, na segunda-feira de manhã.

O que mais me chamou a atenção em Portugal foi o ceú azul e as cores da cidade.

Lisboa

Cores de Portugal

Lisboa

Cores de Portugal

Lisboa

Cores de Portugal

Em Bissau, dormi algumas horas e fui direto para a Assembléia Nacional, onde aconteceu o Workshop, que teve a duração de três dias. Foi uma semana intensa e gratificamente. Gostei muito de trabalhar com nossos irmãos africanos de língua portuguesa. Participaram também delegações de Cabo Verde e Moçambique.
À noite, saíamos para jantar. Num deste jantares, compareceram o Ministro da Administração, o Presidente da Comissão Eleitoral e alguns colegas do Workshop. O jantar foi no meio da rua, no bairro antigo do Bissau. Gostei muito da simplicidade do lugar, da comida e, mais do que tudo, da conversa e da troca de experiências. Sentei-me ao lado do representante da Embaixada da Angola. Conversamos bastante e saimos de lá amigos.
Na abertura do Workshop, encontrei-me com o Embaixador brasileiro que convidou-em para almoçar. Assim, no dia seguinte, fui caminhando até residência do Embaixador, que fica ao lado da Assembleia Nacional. Almoço excelente, ótima recepção, e a oportunidade de encontrar uma missão brasileira do Ministério da Saúde que estava em Bissau.

Um pouco de turismo
Na sexta-feira, dia de voltar ao Brasil, fiz um passeio ao interior da Guiné-Bissau com o pessoal de Moçambique e do PNUD. Saímos em quatro pessoas, mais o motorista. Foi ótimo. Conversamos horas e horas, falando sobre as similaridades entre os nossos países, a cultura, o clima, a geografia, e sobre política, conflitos armados e as lutas de libertação da independência. Passamos por Mansôa, Bafafá e chegamos em Gabú, já proximo à fronteira com a Guiné.

Foi um privilégio ouvir as histórias narradas pelos próprios africanos, aquelas histórias que não estão registradas nos livros, aquelas que contam sobre as guerras tribais, sobre as disputas de poder, histórias recheadas de “magia negra” e macumbas.

Estatua

Estátua de Amílcar Cabral

Visitamos a cidade onde Amílcar Cabral nasceu. Amílcar Cabral, herói nacional e africano, liderou a luta para a Independência da Guiné e Cabo Verde e, no início da década de 1960, iniciou a luta armada contra o regime colonial. Cabral foi assassinado em 1973, em Conacri (Guiné), mas continuou como referência histórica e exemplo de líder na luta pela libertação.
Voltei a Bissau bem a tempo de pegar o vôo para Lisboa, e de lá, depois de dois dias de viagem, voltar ao Brasil.

Churrasco

Comendo um churrasco na rua

Preparando o Suco de Cajú

Bicicleta

Fotos: Paulo Siqueira

Alegria, Tristeza, Futebol – Guiné-Bissau X Uganda

Sunday, March 27th, 2011
Ontem, sábado, tive o prazer de assistir ao clássico do futebol africano, Guiné-Bissau X Uganda. O jogo, válido pela Copa Africana das Nações, foi no estádio Lino Vieira, que estava lotado.
O estádio lembra o de uma pequena cidade de interior de São Paulo ou Minas Gerais, pequeno e sem conforto.  Disseram-me que existe um novo estádio, construído pelos chineses, mas que, jogar lá dá azar. Então, o selecionado local não joga mais lá.
Paulo e Deryck

Paulo e Deryck

O interessante foi acompanhar a movimentação durante a semana. Outro dia, fui tomar café da manhã o hotel onde estou hospedado e deparei-me-e com uma longa mesa. Nela sentados, como  um batalhão militar, duas dúzias de jovens, vestidos com camisetas amarelas onde, nas costas, estava escrito Uganda Cranes.
Era a seleção de Uganda. Cranes, pelo que entendi, é uma espécie de pássaro. Sou obrigado a mencionar aqui, e comparando com o Brasil, a civilidade dos jovens jogadores, e também, com forma recebidos pela população em Bissau. Em nenhum momento ouvi qualquer comentário desagradável ou vi qualquer problema.
Na sexta-feira, compramos os ingressos e junto, um cachecol. Fiquei me imaginando usando o cachecol debaixo de um sol de mais de trinta graus.
No hotel, recebo um pedido do recepcionista que queria dinheiro para comprar um ingresso para o jogo. Encontrei com ele no estádio. Ele, feliz da vida, torcia muito.
Entrando em Campo

Entrando em Campo

O jogo começou às 16:30h, e o calor estava bravo. O motivo do jogo começar tão cedo, foi a luz solar e a falta de energia elétrica para um jogo noturno.
Fomos na arquibancada A, onde o preço do ingresso era de dez  mil francos guineenses (20 dólares). O ingresso popular custava três mil. Estádio cheio. Polícia para todo lado e, muitas borrachadas depois, o jogo começou. Força Djurtos, era o que estava escrito no meu cachecol. Djurto é um animal local, parecido com um chacal ou cachorro do mato. O o meu entendimento sobre o que é um Djurto foi resultado de uma longa discussão entre dois guineenses que não se entendiam sobre o que era o bicho.
Enfim, a festa, como sempre sempre acontece num jogo de futebol, foi a torcida. A poeira vermelha se espalhou para todo lados ao som dos tambores e o jogo começou.
Cadeirantes tem seu espaço

Cadeirantes tem seu espaço

Os Djurtos pedreram de 1X0, e perderam também um penalti. A torcida foi embora triste. Eu também, mas de certa forma também feliz com a minha primeira experiência ao assistir um jogo de futebol no continente africano.
O Torcedor

O Torcedor

Torcida

Torcida

Uganda - Comemorando o Gol

Uganda - Comemorando o Gol

O Penalti Perdido

O Penalti Perdido

Torcida

Torcida

Torcida

Torcida

Fotos: Paulo Siqueira

Arquipélago de Bolama-Bijagós, Paraíso na África

Tuesday, March 22nd, 2011
UNESCO, Reserva de Biosfera

UNESCO - Reserva de Biosfera

No fim de semana que passou viajei para o Arquipélago de Bolama-Bijagós, na Guiné-Bissau, que foi classificado pela UNESCO, em 1996, como Reserva de Biosfera.

Até então, não tinha saído de Bissau e estava bastante curioso sobre o que ia ver pela frente.

A viagem foi cheia de coincidências. Começou há alguns dias, quando não consegui ir porque não tinha lugar no hotel. Fiz então a reserva e consegui lugar para o fim de semana seguinte.

Tinha planejado ir de ferry, numa viagem de quatro horas. O Abbas, gerente do hotel me ligou e disse que teriam um barco mais rápido disponível. A viagem, apesar de mais cara, duraria apenas uma hora.

Avioneta

Paulo e a avioneta de seis lugares

Na sexta-feira, dia marcado para a partida, a dona do hotel, me ligou. Não vai mais ter o barco.

Preparei-me psicologicamente para as quatro horas no ferry. Bom, disse ela, mas vai ter uma “avioneta”, e você pode vir com ela, pagando o mesmo que o barco. Vibrei, a viagem seria de apenas 15 minutos.

No fim da tarde fui ao aeroporto esperar a “avioneta”. Esperei também pelos outros passageiros. Para a minha surpresa, apareceu um grupo de quatro brasileiros, dos quai eu já conhecia três. Foi uma festa.

Subimos no pequeno avião, e eu fui de copiloto. Foi interesante ver Bissau do alto, as ilhas do Arquipélago se aproximando.

O pouso

O pouso

O pouso foi numa pista que mais parecia uma mistura de pasto e uma estrada de terra. No nosso caminho, algumas cabras e pessoas que, rapidamente, abriram espaço para o pouso perfeito do pequeno avião. Parabéns ao nosso jovem piloto.

À caminho do barco

À caminho do barco

Chegamos à ilha de Bubaque. De lá, pegamos uma barco que nos aguardava e, depois de mais quinze minutos, chegamos ao paraíso. Ou melhor, ao Hotel Ponta Anchaca.

Fomos recebidos na praia pela simpática Solange, uma francesa que é proprietária do Hotel. A comida do restaurante do hotel, que fica num deck sobre o mar, é excelente, bem servida, simples, com bons pratos de peixes frescos e camarões. Estes mais pareciam lagostas, pelo tamanho e sabor.

O Hotel

O Hotel

Um Quarto do Hotel

Um Quarto do Hotel

O quartos são de muito bom gosto, e ficam na beira do mar. Espetacular!

Tomei muitos banhos de mar, dormi bastante, caminhei solitário pelas areias brancas da praia, vendo o sol se por atrás dos coqueiros.

Saudades da família!

Praias Lindas

Praias Lindas

Um único acidente. Uma amiga pisou numa arraia e foi picada no calcanhar. Depois do susto e alguma dor, tudo voltou ao normal.

O fim de semana passou voando e, no fim da tarde do domingo, também de “avioneta”, voltamos à realidade de Bissau.

Crianças em Bubaque

Crianças em Bubaque

A Canoa

A Canoa

Crianças na Pista de Pouso

Crianças na Pista de Pouso

Fotos: Paulo Siqueira

Bissau, Carnaval e Trabalho!

Monday, March 7th, 2011
Animal

Na casa de um amigo

Bissau, capital da Guiné-Bissau, na África, é uma cidade pequena, com pouco mais de 385 mil habitantes. Possui algumas ruas asfaltadas, mas a maioria é de terra, terra vermelha.
O pó vermelho está por todo lado, nos sapatos, nas casas, nos carros. Lembra a poeira do deserto.
Tudo muito seco e quente. Pela manhã e à noite, a temperatura é mais amena.
Andar pelas ruas ao sol do meia dia é bem desagradavél. Procuro logo uma sombra ou algum lugar com ar-condicionado para ficar.
Menina
Na rua
Avenida Principal
Avenida Principal
Igreja
Igreja
Porto
Porto
Aqui também tem Carnaval. No sábado e no domingo fui ver o desfile. É pobre e desorganizado, mas com alegria e muita participação da criançada. Passei boas horas observando as pessoas, o desfile, as fantasias, mascaras e a cidade.
Carnaval
Carnaval
Carnaval
Carnaval
Carnaval
Carnaval
Carnaval
Carnaval
Carnaval
Carnaval
Carnaval
Carnaval
Carnaval
Carnaval
Carnaval
Carnaval
Carnaval
Carnaval
Trabalhei a semana toda, fui a diversas reuniões. Todos são muito simpáticos, não há problema de segurança, e caminhar pela cidade é uma boa opção. É necessário tomar cuidado ao fotografar. Muitos não gostam, e fotografar bancos, escritórios públicos e unidades do exército e da marinha é proibido.
Forte
Forte
Carnaval
Campanha – AIDS
A comida, portuguesa com certeza. Prato principal para todo lado – o Bitoque, faz a alegria dos famintos – arroz, ovo frito e bife, acompanhado sempre de batatas fritas.
Da janela do meu escritório, no quarto andar, me diverti assistindo um jogo de futebol feminino no campo da base naval. As jogadoras não se importavam com o calor. Eu, tranquilo no meu ar-condicionado, sofria por elas. Escolhi o time de camisas vermelhas para torcer.
Meu Hotel
Hotel onde estou hospedado
Futebol
Futebol Feminino
Carnaval
Futebol Feminino
Vou do hotel ao escritório em uma caminhada de poucos minutos. O cheiro de lixo e a sujeira estão por todo lado. O que tem de sacos plásticos por todo lado é incrível, acho esta uma das piores invenções da sociedade moderna. Crianças brincam nos montes de lixo que estão acumulados ruas e nas áreas sem construção.
Já encontrei vários brasileiros e portugueses. Inclusive alguns com quem trabalhei no Timor-Leste. Mundo pequeno este.
A língua é o português, nas ruas se fala o crioulo (mistura de português e língua local) e também o francês.
Na TV do hotel tenho acesso à Rede Record, a RTP África, CNN, Canal + (está com o cartão vencido)  e mais um canal de filmes. Nem sempre tudo funciona como deveria. Falta água e energia, e o barulho dos geradores estão por todo lado. A rede móvel é boa, assim como a Internet, com velocidade razoável, inclusive com 3G.
Já tive oportunidade de circular pela cidade, fui ver a Bissau velha, com seus casarões do tempo de colônia, a Fortaleza d’Amura, contendo o mausoléu de Amílcar Cabral (líder nacionalista que ajudou a fundar o Partido Africano pela Independência da Guiné e Cabo Verde – PAIGC), a Igreja e o Palácio Presidencial semi-destruído pela guerra civil.
Bissau Velha
Bissau Velha
Bissau Velha
Bissau Velha
Bissau Velha
Bissau Velha
Bissau Velha
Bissau Velha
Palácio
Palácio Presidencial
Futebol
Partido Político
Futebol
Guerra Civil
Pela cultura, Bissau podia ser o Brasil – de toda maneira, somos todos  irmãos na raça e no sangue.
Fotos: Paulo Siqueira