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Floripa e a Ilha da Magia
Wednesday, June 16th, 2010De volta à São Paulo
Tuesday, May 11th, 2010Já faz um mês que estou de volta à minha casa, à cidade de São Paulo, ao Brasil.
Como em muitas outras chegadas, a sensação é sempre estranha. Começa no aeroporto, olhando os novos anúncios pelo caminho, os novos prédios que surgiram do nada, as mudanças no trânsito. Reaprendendo a ver e a perceber a cidade.
O bom mesmo é chegar em casa, com alegria de ver a família, e saber que não vai ser preciso sair viajando de novo em poucos dias.
Levantar pela manhã e tomar um gostoso café, ver e ouvir os passarinhos no quintal, estranhar o clima úmido, frio, seco, quente. Assim é São Paulo, uma linda cidade em que o clima muda a todo instante, sempre acompanhado de uma boa dose de poluição e um caótico trânsito.
Energia Nova
Junto coma família, fiz uma pequena viagem ao Bairro Demétria, em Botucatu. É um bairro muito simpático que abriga diversas iniciativas relacionadas com agricultura biodinâmica, agricultura orgânica, saúde, artes e educação.
Em São Paulo, visitei alguns amigos, com outros ainda não falei. Estou arrumando o lugar onde trabalho em casa, jogando velhos papéis fora, e com isto, também uma parte da minha memória.
Começamos uma reforma na casa, e como todo mundo que já fez reforma sabe, ela passou de pequena à grande. O trabalho agora é administrar a família e (ao menos tentar) conviver no caos nosso de cada dia. Com família, pedreiros, cachorro e faxineira. Tudo isto com uma boa dose de paciência.
Boas notícias? Muitas. Todos estão bem de saúde, exceto eu que estou com uma interminável rinite.
A melhor notícia? Vou ser avô mais uma vez.
A vida segue o seu caminho, com novas surpresas a cada momento. Que bom!
Fotos: Paulo Siqueira
Lilongwe-Dubai-São Paulo
Tuesday, April 6th, 2010Minha última viagem, a que fiz ao Malawi, foi muito especial. Foi meu primeiro trabalho no continente africano. De Lilongwe, a capital, fui para Blantyre e Zomba, no sul do país. Foram cinco horas de carro até Blantyre, e mais uma hora entre Blantyre até a cidade de Zomba, onde participei de uma reunião.
O motorista não era grande coisa e, receoso de um acidente, passei a administrar suas temerárias ações ao volante bem de perto. Funcionou e, com a ajuda de uma gratificação em mil kwachas (moeda local), mais ou menos dez reais, sobrevivemos!
A estrada, em boa parte, era a linha divisória com Moçambique. Posso afirmar que, muitas e muitas vezes, tive a sensação de estar no Brasil.
Em Blantyre, onde fiquei por cinco dias, trabalhei bastante e tive pouco tempo para turismo. De toda maneira, a noite, íamos jantar em diferente restaurantes. Comida com muita influência indiana e chinesa. A temperatura estava agradável, o que possibilitou algumas caminhadas pela cidade. No céu, o cruzeiro do sul brilhava.
O Malawi, é um dos países mais pobres do mundo, mas devo dizer que fiquei surpreso. Apesar da pobreza, que me parece muito mais consequência de problemas administrativos e corrupção, o país é lindo, a população alegre e o clima muito agradável.
De volta a Lilongwe, o ponto alto foi um passeio no mercado livre. O mercado, situado no bairro mais popular, é um intrincado amontoado de barracos de madeira onde se vende de tudo, de comida, a roupas, remédios, CDs, fitas cassetes, e até peças de carro. Nosso motorista, o Matinga, nos acompanhou. O que nos deu coragem para andar pelos labirintos do mercado e por suas estreitas passagens.
As fotos não eram bem-vindas, mas consegui fotografar alguma coisa.
Depois de duas semanas no Malawi, e muito trabalho, com direito a insônia e tudo, voei para Nairobi, no Quênia, de lá para Dubai e depois para São Paulo. No total, foram mais de quarenta horas de viagem, com algumas sonecas nos saguões do aeroportos.
Finalmente cheguei em casa, depois de um bom tempo trabalhando fora do Brasil.
Fotos: Paulo Siqueira
Destino Lilongwe, Malawi
Sunday, March 28th, 2010Na semana passada sai de Dubai para passar duas semanas na África. Estava bastante curioso porque seria a minha primeira viagem ao continente africano.
Deveria pegar o avião em Dubai às 2:30h da manhã. O vôo da Kenyan Airlines só saiu às 7:30h. Um atraso inicial de “apenas” cinco horas. Cheguei em Nairobi, Quênia,quatro horas depois, para pegar a minha conexão para Lilongwe, no Malawi. O vôo também estava atrasado. Bom, para resumir, cheguei em Lilongwe às 18:30h do sábado.
Apesar dos atrasos, foi uma viagem bem interessante. Fiquei surpreso com a chegada ao aeroporto, tudo tranquilo e arrumado. Peguei um táxi, trinta minutos depois já estava no Sunbird Hotel. E, devo dizer, feliz da vida.
O Malawi ficou bem conhecido porque foi onde a cantora Madona adotou uma criança algum tempo atrás. No domingo, peguei uma táxi e fui conhecer o Lago Malawi, que fica a aproximadamente 110 quilometros do hotel. Lindo e imenso, parece que estamos vendo o mar, e mal se enxerga a margem oposta, onde fica Moçambique.
Passei algumas horas num hotel à neria do lago, tomando um suco e vendo a vida passar tranquila. Nesta região visitei uma fazenda de crocodilos, onde, segundo informação local, são criados 18 mil crocodilos. Quando atingem três anos de idade, são mortos e a pele é exportada para confecção de cintos, bolsas e sapatos. Os crocos consomem 500 quilos de frango por dia. É realmente impressionante.
Outro passeio interessante foi numa fazenda de peixes ornamentais. Os peixes são são capturados no lago. São cerca de 125 espécies e, também, segundo informação local na qual não não acredito, existem mais de 1,000 espécies no lago, algumas delas ainda não catalogadas. O peixe mais conhecido é o Chambo. É o prato principal no Malawi e pode ser encontrato praticamente em qualquer restaurante. Foi o que jantei naquele dia.
A região do lago recebe muitos turistas, locais e internacionais, principalmente durante o fim de semana, acomodação parece ser fácil, uma vez que existem diversos hotéis na região.
Tentei visitar uma área de animais selvagens, mas, infelizmente, a estrada estava intransitável por ser a estação de chuvas.
Foi um passeio interessante. Está tudo muito verde, vi diversas tribos ao longo do caminho. O Malawi, muitas vezes, me fez lembrar do Brasil, pela população, vegetação, topografia, e, em alguns momentos, pela pela pobreza. Sim, somos muitos parecidos.
Fotos: Paulo Siqueira
A vida em Dubai é cara ou não?
Friday, February 5th, 2010Já faz dez dias que cheguei. Como acontece toda vez que chego a um lugar novo, mal tenho tempo de escrever alguma coisa.
O escritório é novo, e além de disso, ainda tenho as responsabilidades profissionais com o Paquistão, trabalho dobrado. As pessoas são novas, é uma cultura diferente, enfim, muita coisa para aprender e decidir.
O que a gente sempre se pergunta quando chega a algum lugar novo, é sobre o custo de vida. Antes de chegar aqui, todo mundo me avisou que a vida em Dubai é cara.
A realidade que é a vida aqui é bem cara se comparada à de Islamabad.
O preço dos alugueis então, nem comento, são estratosféricos. Apesar da propagada crise financeira e da bolha imobiliária, os alugueis são altíssimos, mesmo se comparado aos preços de São Paulo, e me falaram que já caiu quase pela metade.
Resolvi colocar na ponta do lápis os meus gastos de hoje, e compartilhar os leitores deste blog.
Gastos diários:
Hotel, sem direito a café da manhã: 300 dinares.
Café da manhã (comprado no supermercado), frutas, yougurte e muesli orgânico: 10 dinares.
Resolvi ir caminhando ao “Mall of Emirates”, onde a comida é bem mais barata que a do hotel. Levei quinze minutos do hotel até lá.
Almoço em restaurante indiano, na praça da alimentação: 71 dinares.
Café expresso: 13 dinares.
Compra do livro “Freakonomics”, que aliás estou gostando bastante: 51 dinares.
Cinema: 30 dinares.
Supermercado “Carrefour” – dois croissants e um suco de laranja (meio litro), para o lanche da noite no hotel: 12,50 dinares.
Um gasto total de 487,50 dinares, ou aproximadamente 240 reais.
A vida é cara em Dubai? A conclusão é sua, caro leitor!
Fotos de Paulo Siqueira
Coincidência…
Saturday, August 29th, 2009Acho que não estou fazendo sucesso com o Blog do Paquistão. Não achei meu público ainda, mas sei que ele está por ai. Estou me esforçando bastante. Espero que o pessoal mais cabeça apareça. Bom, na verdade, já estão aparecendo. Meus velhos amigos estão comentando as postagens, e isso é bem legal.
Muitas saudades de todos, da família e dos amigos. Nada como ir na padaria de manhã cedo, comprar uma pãezinhos quentinhos, e depois comê-los com um bom café brasileiro.
Nestas horas a gente sente, realmente, o que é estar fora da sua casa, da sua cultura e longe da sua língua.
Coincidência ou não, hoje fiz uma chat com a minha sobrinha que mora na Holanda. Não cito o nome dela porque não pedi permissão.
Ela me disse que está cada vez mais ligada em São Paulo e no Brasil.
Conexão? Conectados?
Ela acha que sim. Fazia muito tempo a gente não se falava. Hoje ela me chamou. E tivemos uma boa conversa.
Coincidência? Eu acho que não…









































