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17 de setembro de 2010

Saturday, September 18th, 2010
Hoje estou fazendo 54 anos. Faz exatamente 10 anos que iniciei minha carreira internacional. Foi um tiro no escuro. Neste mesmo dia,  10 anos atrás, estava no meu primeiro emprego fora do Brasil. Foi em Trieste, na Itália, trabalhando para um projeto da ONU, para a América Latina, chamado de “Prospectiva Tecnológica”.  Foi um início de uma vida que me que me levou a conhecer dezenas de países, conhecer muitas pessoas e ter experiências incríveis.
Naquela época, na Itália, estava no maior baixo astral, longe da família e dos amigos, sentindo muito o fato de estar só, num lugar onde não conhecia nínguém.
Hoje, devo dizer que o sentimento não é diferente. Trabalhando em Abuja, na Nigéria, continuo longe de todos os que mais gosto. Os amigos são poucos. Mas os presentes que a vida está me dando são lindos, filhos e netos, e o neto mais novo chega em novembro.
Como presente e aniversário resolvi jantar num restaurante chamado “Obuja Grill”, onde a carne estava excelente, que me perdoem os vegetarianos. Conversando com os garçons descobri que a carne vem da África do Sul, e a cerveja, a famosa “Guinness”, direto do Reino Unido. Para completar ouvi, para minha surpresa, “Garota de Ipanema”, executado ao vivo pelo ótimo pianista  do restaurante.
Só posso agradecer e esperar a volta ao Brasil, em novembro, se tudo der certo, para curtir a  família.
Obs.:  A postagem esta sendo publicada no dia 18 de setembro devido a problemas de acesso à Internet.

On the road – agora Abuja, na Nigéria

Wednesday, August 25th, 2010

Cheguei em Abuja na segunda-feira à noite, vindo de Amsterdã, em um voo da KLM.
Quando preparei minha viagem, saindo de São Paulo, resolvi fazer uma parada tática na Holanda. Além de ganhar as milhas, a KLM tem um voo direto para Abuja, capital da Nigéria, onde estou trabalhando agora.

Autoretrato

Como já morei na Holanda, sempre que posso, dou uma parada por lá. Adoro Amsterdã. Adoro andar pelas ruas, ver as pessoas, as construções, as bicicletas, os coffee-shops, visitar os museus, olhar os barcos nos canais. Enfim, passear sem rumo certo.
Amsterdã é um lugar à parte. Com sua mistura de povos, de culturas, de cores, é uma fascinante mundo com dinâmica e vida própria.

Holanda e Holandeses

Passei algumas horas na Internet procurando um hotel para ficar. Como é temporada de férias na Europa, tudo estava cheio e caro. Utilizei o site de buscas de hoteis  www.booking.com. Achei um hotel bem perto da Estação Central (de trem), fiz minha reserva com o cartão de crédito esperando dar tudo certo, uma vez que só ia ficar o fim de semana por lá. O nome do hotel é WestCord City Centre Hotel Amsterdam, fica na  Nieuwezijds Voorburgwal 50, Amsterdam-Centrum.
Hotel onde me hospedei

O outro lado do hotel

Peguei o vôo nas sexta-feira à noite, em Cumbica, e desembarquei, no sábado, pela manhã, no Aeroporto de Schipol. Assim que sai do avião ouvi a as palavras “passaport control” repetidas vezes. Na boca do terminal, logo que sai do avião, estavam postados vários policiais à paisana. Mostrei meu passaporte e um deles perguntou para onde eu ia. Eu disse “Nigéria”.
Foi a palavra mágica.  Colocaram-me de lado, perguntaram o que eu ia fazer na Nigéria, etc, etc. Expliquei que estava indo trabalho como consultor da ONU. Estava com o visto, contrato e tudo o mais. Depois de uma revista  minuciosa na minha bagagem de mão, fui liberado. Devo dizer que foram extremamente educados, esta foi a única vez, entre dezenas de viagens e aeroportos que já fiz e passei, que isto aconteceu comigo.
Não querendo ser paranóico, mas sendo. Acho que eles já sabiam que alguém (eu), naquele avião, tinha um conexão para a Nigéria.
Guardei a mala maior no guarda-volumes do aeroporto e fiquei só com uma pequena mochila.
Ainda dentro do Aeroporto comprei uma passagem de trem para Amsterdã. Uma viagem rápida que já fiz dezenas de vezes.  Da estação de trem, uma caminhada de cinco minutos e já estava no Hotel. Apesar do quarto minúsculo, gostei muito do hotel. Recomendo, é um hotel três estrelas e fica bem no centro de Amsterdã.
Está área é bem interessante e pitoresca. Universitários, trabalhadores, turistas, crianças, policiais, todos dividindo o mesmo espaço. Perto do hotel, uma Delegacia de Polícia, do outro lado, uma pequena loja que vende refrigerantes, água, salgados e frutas para os turistas.

O canal e as bicicletas

O hotel tem entrada por duas ruas. Na entrada oposta, ao lado do hotel tem uma loja de para gays, ao lado dela, o All Day, um coffee-shop, com a rapaziada, e alguns velhos também, fumando tranquilamente.
Em frente e aos lados, os famosos quartos em vermelho. Alguns com as cortinas fechadas ou vazio, sinal de ocupado. Outros com as cortinas abertas, com as mulheres expondo o corpo e atraindo os clientes. No domingo pela manhã cheguei a ver uma pequena fila de marmanjos numa das casas. Ela devia prestar bons serviços.
Incrível como tudo parece bem natural, comum e trivial. E no fundo, assim é, natural, sem pressão, com respeito à individualidade e à pessoa. Resta dizer que Amsterdã estava lotada de turistas. Assisti uma orquestra de crianças tocando música clássica num palco armado em um dos canais. Numa praça, uma orquestra de metais tocando jazz.
Calor e sol, não parecia a Holanda. Já no domingo esfriou e o tempo virou. O que mata a gente na Holanda é o céu cinza e o vento frio.
Na segunda-feira pela manhã chovia. Assim foi, acabou o meu fim de semana. Peguei meu avião para Abuja sem nenhum contratempo.

Fotos: Paulo Siqueira

Floripa e a Ilha da Magia

Wednesday, June 16th, 2010
Faz alguns dias que cheguei de Florianópolis.
Como sempre, foi um passeio excelente, cheio de energia familiar e cercado de muito carinho.
Gosto muito do Canto da Lagoa, das pessoas e da vida na “Ilha da Magia”.
Pensando na vida

Pensando na vida

Apesar do frio, num daqueles dia mágicos onde o sol brilha intensamente e o azul do céu ilumina os pensamentos, fiz uma linda caminhada que terminou no restaurante “Sol do Meio-dia”, tomando um suco “verde” e saboreando um almoço orgânico e vegetariano.

Brincando no Parque

Outro passeio bem interessante foi na feirinha da Lagoa, onde compramos produtos orgânicos, onde as crianças brincaram no Parquinho, e tudo com direito a bolo integral e um caldo de cana.
Feira Orgânica na Lagoa
Alimentos saudáveis e orgânicos

Alimentos saudáveis e orgânicos

Encontramos pessoas de alto astral, muito alegres e que levam a vida de uma forma mais alternativa e saudável.
Muito diferente do rítimo alucinado, do trânsito implacável e da poluição da minha amada Sampa.
A especulação imobiliária na Ilha é tremenda, mas tenho esperança que os “manézinhos”, como são conhecidos os locais, tenham consciência e elejam representantes políticos que se preocupem em preservar a qualidade de vida e não os interesse dos especuladores imobiliários. Parece uma luta perdida, mas ainda tenho muita fé na humanidade, nos jovens e nas energias positivas que cercam a ilha.

Sol da Terra, espaço cultural e bom restaurante

Outra excelente opção para refeições de qualidade na região da Lagoa, é o também vegetariano “Sol da Terra”. Tivemos um bom almoço, comida de qualidade e muito bom preço.
Chego em Sampa pensando sempre em voltar para Floripa, e ir ficando, ficando… e, para Sampa, não regressar mais.

De volta à São Paulo

Tuesday, May 11th, 2010

Já faz um mês que estou de volta à minha casa, à cidade de São Paulo, ao Brasil.
Como em muitas outras chegadas, a sensação é sempre estranha. Começa no aeroporto, olhando os novos anúncios pelo caminho, os novos prédios que surgiram do nada, as mudanças no trânsito. Reaprendendo a ver e a perceber a cidade.
O bom mesmo é chegar em casa, com alegria de ver a família, e saber que não vai ser preciso sair viajando de novo em poucos dias.

Em Demétria, ainda cansado e confuso com o fuso horário.

Em Demétria, ainda cansado e confuso com o fuso horário.

Levantar pela manhã e tomar um gostoso café, ver e ouvir os passarinhos no quintal, estranhar o clima úmido, frio, seco, quente. Assim é São Paulo, uma linda cidade em que o clima muda a todo instante, sempre acompanhado de uma boa dose de poluição e um caótico trânsito.

Energia Nova

Junto coma família, fiz uma pequena viagem ao Bairro Demétria, em Botucatu. É um bairro muito simpático que abriga diversas iniciativas relacionadas com agricultura biodinâmica, agricultura orgânica, saúde, artes e educação.

Linda Cor - Bairro Demétria

Linda Flor, Linda Cor - Bairro Demétria

A tartaruga vive no pequeno lago na casa onde nos hospedamos.

A tartaruga vive no pequeno lago na casa onde nos hospedamos.

Em São Paulo, visitei alguns amigos, com outros ainda não falei. Estou arrumando o lugar onde trabalho em casa, jogando velhos papéis fora, e com isto, também uma parte da minha memória.
Começamos uma reforma na casa, e como todo mundo que já fez reforma sabe, ela passou de pequena à grande. O trabalho agora é administrar a família e (ao menos tentar) conviver no caos nosso de cada dia. Com família, pedreiros, cachorro e faxineira. Tudo isto com uma boa dose de paciência.
Boas notícias? Muitas. Todos estão bem de saúde, exceto eu que estou com uma interminável rinite.
A melhor notícia? Vou ser avô mais uma vez.
A vida segue o seu caminho, com novas surpresas a cada momento. Que bom!

Fotos: Paulo Siqueira

Lilongwe-Dubai-São Paulo

Tuesday, April 6th, 2010
Lilongwe-Dubai-São Paulo
Minha última viagem, a que fiz ao Malawi, foi muito especial.  Foi meu primeiro trabalho no continente africano. De Lilongwe, a capital, fui para Blantyre e Zomba, no sul do país. Foram cinco horas de carro até Blantyre, e mais uma hora entre Blantyre até a cidade de Zomba, onde partcipei de uma reunião. O motorista não era grande coisa e, receoso de um acidente, passei a administrar suas temerárias ações ao volante bem de perto. Funcionou e, com a ajuda de uma gratificação em mil kwachas (moeda local), mais ou menos dez reais, sobrevivemos!
A estrada, em boa parte, era a linha divisória com Moçambique. Posso afirmar que, muitas e muitas vezes, tive a sensação de estar no Brasil.
Em Blantyre, onde fiquei por cinco dias, trabalhei bastante e tive pouco tempo para turismo. De toda maneira, à noite, íamos jantar em diferente restaurantes. Comida com muita influência indiana e chinesa. A temperatura estava agradável, o que possibilitou algumas caminhadas pela cidade. No céu, o cruzeiro do sul brilhava.
O Malawi, é um dos países mais pobres do mundo, mas devo dizer que fiquei surpreso. Apesar da pobresa, que me parece muito  mais consequência de problemas administrativos e corrupção, o país é lindo, a população alegre e o clima muito agradável.
De volta a Lilongwe, o ponto alto foi um passeio no mercado livre. O mercado, situado no bairro mais popular, é um intrincado amontoado de barracos de madeira onde se vende de tudo, de comida, a roupas, remédios, CDs, fitas cassete, e até peças de carro. Nosso motorista, o Matinga, nos acompanhou. O que nos deu coragem para andar pelos labirintos do mercado e por suas estreitas passagem.
As fotos não eram bem-vindas, mas consegui fotografar alguma coisa.
Depois de duas semanas no Malawi, e muito trabalho, com direito a insônia e tudo, voei para Nairobi, no Quênia, de lá para Dubai e depois para São Paulo.  No total, foram mais de quarenta horas de viagem, com algumas sonecas nos saguões do aeroportos.
Uma visão comum, a moça, frutas na cabeça e a criança no colo

Uma visão comum, a moça, frutas na cabeça e a criança no colo

Minha última viagem, a que fiz ao Malawi, foi muito especial.  Foi meu primeiro trabalho no continente africano. De Lilongwe, a capital, fui para Blantyre e Zomba, no sul do país. Foram cinco horas de carro até Blantyre, e mais uma hora entre Blantyre até a cidade de Zomba, onde participei de uma reunião.

Este é o presidente do Malawi, Dr. Bingu

Este é o presidente do Malawi, Dr. Bingu

O motorista não era grande coisa e, receoso de um acidente, passei a administrar suas temerárias ações ao volante bem de perto. Funcionou e, com a ajuda de uma gratificação em mil kwachas (moeda local), mais ou menos dez reais, sobrevivemos!

No Hotel, em Blantyre

No Hotel, em Blantyre

A estrada, em boa parte, era a linha divisória com Moçambique. Posso afirmar que, muitas e muitas vezes, tive a sensação de estar no Brasil.

Em Blantyre, onde fiquei por cinco dias, trabalhei bastante e tive pouco tempo para turismo. De toda maneira, a noite, íamos jantar em diferente restaurantes. Comida com muita influência indiana e chinesa. A temperatura estava agradável, o que possibilitou algumas caminhadas pela cidade. No céu, o cruzeiro do sul brilhava.

Paulo no trabalho

Paulo no trabalho

Trabalho é sempre coletivo

Trabalho é sempre coletivo

O Malawi, é um dos países mais pobres do mundo, mas devo dizer que fiquei surpreso. Apesar da pobreza, que me parece muito  mais consequência de problemas administrativos e corrupção, o país é lindo, a população alegre e o clima muito agradável.

Paco, Vick e Bereng, colegas de trabalho, no mercado em Lilongwe

Paco, Vick e Bereng, colegas de trabalho, no mercado em Lilongwe

De volta a Lilongwe, o ponto alto foi um passeio no mercado livre. O mercado, situado no bairro mais popular, é um intrincado amontoado de barracos de madeira onde se vende de tudo, de comida, a roupas, remédios, CDs, fitas cassetes, e até peças de carro. Nosso motorista, o Matinga, nos acompanhou. O que nos deu coragem para andar pelos labirintos do mercado e por suas estreitas passagens.

As fotos não eram bem-vindas, mas consegui fotografar alguma coisa.

Ela também vende tomates, mas esatva com vergonha

Ela também vende tomates, mas estava com vergonha

Época de tomates no mercado

Época de tomates no mercado

Fabrica de sandálias com material reciclável

Fabrica de sandálias com material reciclável

No mercado, a venda dos miúdos peixes

No mercado, a venda dos miúdos peixes

Poida ser uma feira no Brasil, não podia?

Podia ser uma feira no Brasil, não podia?

No mercado, rola até um joguinho

No mercado, rola até um joguinho

Medicina local, esta é a doutora africana

Medicina local, esta é a doutora africana

Época de Tomates

Época de Tomates

Depois de duas semanas no Malawi, e muito trabalho, com direito a insônia e tudo, voei para Nairobi, no Quênia, de lá para Dubai e depois para São Paulo.  No total, foram mais de quarenta horas de viagem, com algumas sonecas nos saguões do aeroportos.

Venda de artesanato nas ruas

Venda de artesanato nas ruas

Finalmente cheguei em casa, depois de um bom tempo trabalhando fora do Brasil.

Fotos: Paulo Siqueira


Destino Lilongwe, Malawi

Sunday, March 28th, 2010
Malawi, Lilongwe
Na semana passada sai de Dubai para passar duas semanas na África. Estava bastante curioso porque seria a minha primeira viagem ao continente africano.
Deveria pegar o avião em Dubai às 2:30h da manhã. O vôo da Kenyan Airlines só saiu às 7:30h. Um atraso inicial de “apenas” cinco horas. Cheguei em Nairobi, Quênia,quatro horas depois, para pegar a minha conexão para Lilongwe, no Malawi. O vôo também estava atrasado. Bom, para resumir, cheguei em Lilongwe às 18:30h do sábado.
Apesar dos atrasos, foi uma viagem bem interessante. Fiquei surpreso com a chegada ao aeroporto, tudo tranquilo e arrumado. Peguei um táxi, trinta minutos depois já estava no Sunbird Hotel. E, devo dizer, feliz da vida.
O Malawi ficou bem conhecido porque foi onde a cantora Madona adotou uma criança algum tempo atrás. No domingo, peguei uma táxi e fui conhecer o Lago Malawi, que fica a aproximadamente 110 quilometros do hotel. Lindo e imenso, parece que estamos vendo o mar, e mal se enxerga a margem oposta, onde fica Moçambique.
Passei algumas horas num hotel à neria do lago, tomando um suco e vendo a vida passar tranquila. Nesta região visitei uma fazenda de crocodilos, onde, segundo informação local, são criados 18 mil crocodilos. Quando atingem três anos de idade, são mortos e a pele é exportada para confecção de cintos, bolsas e sapatos. Os crocos consomem 500 quilos de frango por dia. É realmente impressionante.
Outro passeio interessante foi numa fazenda de peixes ornamentais. Os peixes são são capturados no lago. São cerca de 125 espécies e, também, segundo informação local na qual não não acredito, existem mais de 1,000 espécies no lago, algumas delas ainda não catalogadas. O peixe mais conhecido é o Chambo. É o prato principal no Malawi e pode ser encontrato praticamente em qualquer restaurante. Foi o que jantei naquele dia.
A região do lago recebe muitos turistas, locais e internacionais, principalmente durante o fim de semana, acomodação parece ser fácil, uma vez que existem diversos hotéis na região.
Tentei visitar uma área de animais selvagens, mas, infelizmente, a estrada estava intransitável por ser a estação de chuvas. .
Foi um passeio interessante. Está tudo muito verde, vi diversas tribos ao longo do caminho. O Malawi, muitas vezes, me fez lembrar do Brasil, pela população, vegetação, topografia, e, em alguns momentos, pela pela pobreza. Sim, somos muitos parecidos.
As moças na rua

As moças na rua

Na semana passada sai de Dubai para passar duas semanas na África. Estava bastante curioso porque seria a minha primeira viagem ao continente africano.

Deveria pegar o avião em Dubai às 2:30h da manhã. O vôo da Kenyan Airlines só saiu às 7:30h. Um atraso inicial de “apenas” cinco horas. Cheguei em Nairobi, Quênia,quatro horas depois, para pegar a minha conexão para Lilongwe, no Malawi. O vôo também estava atrasado. Bom, para resumir, cheguei em Lilongwe às 18:30h do sábado.

A moça e o filho

A moça e o filho

Apesar dos atrasos, foi uma viagem bem interessante. Fiquei surpreso com a chegada ao aeroporto, tudo tranquilo e arrumado. Peguei um táxi, trinta minutos depois já estava no Sunbird Hotel. E, devo dizer, feliz da vida.

Aldeia no Malawi

Aldeia no Malawi

O Malawi ficou bem conhecido porque foi onde a cantora Madona adotou uma criança algum tempo atrás. No domingo, peguei uma táxi e fui conhecer o Lago Malawi, que fica a aproximadamente 110 quilometros do hotel. Lindo e imenso, parece que estamos vendo o mar, e mal se enxerga a margem oposta, onde fica Moçambique.

Passei algumas horas num hotel à neria do lago, tomando um suco e vendo a vida passar tranquila. Nesta região visitei uma fazenda de crocodilos, onde, segundo informação local, são criados 18 mil crocodilos. Quando atingem três anos de idade, são mortos e a pele é exportada para confecção de cintos, bolsas e sapatos. Os crocos consomem 500 quilos de frango por dia. É realmente impressionante.

O crocodilo avô, 45 anos e seis metros de comprimento

O crocodilo avô, 45 anos e seis metros de comprimento

18 mil crocodilos esperando a hora final

18 mil crocodilos esperando a hora final

Outro passeio interessante foi numa fazenda de peixes ornamentais. Os peixes são são capturados no lago. São cerca de 125 espécies e, também, segundo informação local na qual não não acredito, existem mais de 1,000 espécies no lago, algumas delas ainda não catalogadas. O peixe mais conhecido é o Chambo. É o prato principal no Malawi e pode ser encontrato praticamente em qualquer restaurante. Foi o que jantei naquele dia.

Na fazenda de peixes tropicais

Na fazenda de peixes tropicais

A região do lago recebe muitos turistas, locais e internacionais, principalmente durante o fim de semana, acomodação parece ser fácil, uma vez que existem diversos hotéis na região.

Canoa e epixes, ambos bem exóticos

Canoa e peixes, ambos bem exóticos

No lago Malawi

No lago Malawi

Profissão pescador

Profissão pescador

A moça e os peixes

A moça e os peixes

Tentei visitar uma área de animais selvagens, mas, infelizmente, a estrada estava intransitável por ser a estação de chuvas.

Alegria no rosto do menino, no caminho para o lago

Alegria no rosto do menino, no caminho para o lago

Foi um passeio interessante. Está tudo muito verde, vi diversas tribos ao longo do caminho. O Malawi, muitas vezes, me fez lembrar do Brasil, pela população, vegetação, topografia, e, em alguns momentos, pela pela pobreza. Sim, somos muitos parecidos.

Felizes, se divertem com o turista aqui

Felizes, se divertem com o turista aqui

Fotos: Paulo Siqueira


A vida em Dubai é cara ou não?

Friday, February 5th, 2010
Vida em Dubai, cara ou não?
Já faz dez dias que cheguei. Como acontece toda vez que chego a um lugar novo, mal tenho tempo de escrever alguma coisa.
O escritório é novo, e além de disso, ainda tenho as responsabilidades profissionais com o Paquistão, trabalho dobrado. As pessoas são novas, é uma cultura diferente, enfim, muita coisa para aprender e decidir.
O que a gente sempre se pergunta quando chega a algum lugar novo, é sobre o custo de vida. Antes de chegar aqui, todo mundo me avisou que a vida em Dubai é cara.
A realidade que é a vida aqui é bem cara se comparada a  de Islamabad.
O preço dos alugueis então, nem comento, são estratosféricos. Apesar da propagada crise financeira e da bolha imobiliária, os alugueis são altíssimos, mesmo se comparado aos preços de São Paulo, e me falaram que já caiu quase pela metade.
Resolvi colocar na ponta do lápis os meus gastos de hoje, e compartilhar os leitores deste blog.
Gastos diários:
Hotel, sem direito a café da manhã: 300 dinares
Café da manhã (comprado no supermercado), frutas, yougurte e muesli orgânico: 10 dinares
Resolvi ir caminhando ao “Mall of Emirates”, onde a comida é bem mais barata que a do hotel. Levei quinze minutos.
Almoço em restaurante indiano, na praça da alimentação: 71 dinares
Café expresso: 13 dinares
Compra do livro “Freakonomics”, que aliás estou gostando bastante: 51 dinares
Cinema: 30 dinares
Supermercado “Carrefour” – dois croissants e um suco de laranja (meio litro), para o lanche da noite no hotel:  12,50 dinares
Um gasto total de 487,50 dinares, aproximadamente 240 reais.
A conclusão é sua, cleitor!
Paulo e o prédio mais alto do mundo, o Burj Khalifa,com 828m

Paulo e o prédio mais alto do mundo, o Burj Khalifa, com 828m

Já faz dez dias que cheguei. Como acontece toda vez que chego a um lugar novo, mal tenho tempo de escrever alguma coisa.

O escritório é novo, e além de disso, ainda tenho as responsabilidades profissionais com o Paquistão, trabalho dobrado. As pessoas são novas, é uma cultura diferente, enfim, muita coisa para aprender e decidir.

O que a gente sempre se pergunta quando chega a algum lugar novo, é sobre o custo de vida. Antes de chegar aqui, todo mundo me avisou que a vida em Dubai é cara.

A realidade que é a vida aqui é bem cara se comparada à de Islamabad.

O preço dos alugueis então, nem comento, são estratosféricos. Apesar da propagada crise financeira e da bolha imobiliária, os alugueis são altíssimos, mesmo se comparado aos preços de São Paulo, e me falaram que já caiu quase pela metade.

À noite, riqueza até nas luzes

À noite, riqueza até nas luzes

Resolvi colocar na ponta do lápis os meus gastos de hoje, e compartilhar os leitores deste blog.

Gastos diários:

Hotel, sem direito a café da manhã: 300 dinares.

Café da manhã (comprado no supermercado), frutas, yougurte e muesli orgânico: 10 dinares.

Resolvi ir caminhando ao “Mall of Emirates”, onde a comida é bem mais barata que a do hotel. Levei quinze minutos do hotel até lá.

Almoço em restaurante indiano, na praça da alimentação: 71 dinares.

Café expresso: 13 dinares.

Compra do livro “Freakonomics”, que aliás estou gostando bastante: 51 dinares.

Cinema: 30 dinares.

Supermercado “Carrefour” – dois croissants e um suco de laranja (meio litro), para o lanche da noite no hotel:  12,50 dinares.

Um gasto total de 487,50 dinares, ou aproximadamente 240 reais.

A vida é cara em Dubai? A conclusão é sua, caro leitor!

Visão do metro

Visão do metro

Mesquisa, vista do metro

Mesquita, vista do metro

Fotos de Paulo Siqueira

Coincidência…

Saturday, August 29th, 2009
Acho que não estou fazendo sucesso com o Blog do Paquistão. Não achei meu público ainda, mas sei que ele está por ai. Estou me esforçando bastante. Espero que o pessoal mais cabeça apareça. Bom, na verdade, já estão aparecendo. Meus velhos amigos estão comentando as postagens, e isso é bem legal.
Muitas saudades de todos, da família e dos amigos. Nada como ir na padaria de manhã cedo, comprar uma pãezinhos quentinhos, e depois comê-los com um bom café brasileiro.
Nestas horas a gente sente, realmente, o que é estar fora da sua casa, da sua cultura e longe da sua língua.
coincidência  ou não, hoje fiz uma chat com a, minha sobrinha que mora na Holanda. Não cito o seu nome porque não pedi a autorização.
Ela me disse que está cada vez mais ligada em São Paulo e no Brasil.
Conexão? Conectados?
Ela acha que sim. Há muito tempo a gene não se falava. Hoje ela me chamou. E tivemos uma boa conversa.
coincidência? Eu acho que não.

Acho que não estou fazendo sucesso com o Blog do Paquistão. Não achei meu público ainda, mas sei que ele está por ai. Estou me esforçando bastante. Espero que o pessoal mais cabeça apareça. Bom, na verdade, já estão aparecendo. Meus velhos amigos estão comentando as postagens, e isso é bem legal.

Muitas saudades de todos, da família e dos amigos. Nada como ir na padaria de manhã cedo, comprar uma pãezinhos quentinhos, e depois comê-los com um bom café brasileiro.

Nestas horas a gente sente, realmente, o que é estar fora da sua casa, da sua cultura e longe da sua língua.

Coincidência  ou não, hoje fiz uma chat com a minha sobrinha que mora na Holanda. Não cito o nome dela porque não pedi permissão.

Ela me disse que está cada vez mais ligada em São Paulo e no Brasil.

Conexão? Conectados?

Ela acha que sim. Fazia muito tempo a gente não se falava. Hoje ela me chamou. E tivemos uma boa conversa.

Coincidência? Eu acho que não…